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Gripenet convocou, estudantes realizaram, você decide: curtas sobre gripe em votação até 1 de Março


O desafio lançado pelo projecto Gripenet, no primeiro período do ano lectivo 2009/2010, não poderia ter recebido melhor reacção: 150 filmes realizados por estudantes (entre o 7º e o 12º ano) foram a resposta enviada por escolas de todo o país.

A iniciativa Gripe, câmara, acção – sintetizada em vídeos sobre a gripe com duração de um minuto – entra agora numa fase decisiva, após o júri composto por Ana Godinho (Instituto Gulbenkian de Ciência), Joana Barros (Associação Viver a Ciência) e Teresa Paixão (RTP) ter seleccionado os 13 vídeos finalistas.

Estes trabalhos encontram-se agora em votação, no site do projecto, e é o público que decide qual será o vídeo vencedor, com exibição garantida na RTP. A votação* está aberta até ao dia 1 de Março.

* (para votar basta atribuir um número de estrelas, de um a cinco, através de uma funcionalidade que se encontra disponível no canto superior direito da página de cada vídeo)

Publicado por Sílvio Mendes
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Sérgio Godinho: voz da ciência

Sérgio Godinho, no seu estilo narrativo doce-doce-doce, explica-nos a origem dos cometas no programa “1 Minuto de Astronomia”, em exibição nos canais da RTP. É delicioso ouvir através da sua voz: «há, de repente, milhares de cabelos a arderem na atmosfera, abrem rasgos de luz no céu, e vêem-se de cá».  Temos contador de histórias… de ciência.

Nota: O programa “1 Minuto de Astronomia” é apresentado sempre por uma figura pública diferente. Sílvia Alberto, Nicolau Breyner, Carla Chambel, Helena Coelho, Jorge Gabriel, Maria Gambina, Nuno Markl, Margarida Martins, Francisco Mendes, Luís Represas, Cláudia Semedo e Vitor de Sousa são os outros nomes que aceitaram o desafio.

Publicado por Sílvio Mendes

«As pessoas têm tudo a ganhar se a ciência estiver no processo de decisão política»

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Conferência Parlamentar Sobre Ciência: 2º PAINEL – A Ciência em Portugal: Da produção à Divulgação

O 2º Painel da Conferência Parlamentar Sobre Ciência, reuniu, no dia 3, Luís Portela (Presidente da BIAL), António Coutinho (Director do Instituto Gulbenkian da Ciência) e Vasco Trigo (jornalista da RTP).

«Sem uma raiz profunda na sociedade real, qualquer acção é inútil». António Coutinho, director do IGC (Oeiras), defendeu o uso de princípios de evolução biológica numa instituição e aproveitou a sua intervenção para deixar bem claro qual o caminho que acha correcto para a evolução da ciência em Portugal. Um: «90% do investimento europeu é feito dentro do próprio país. Enquanto o dinheiro não for distribuído a nível europeu, não saímos da cepa torta». Dois: «A divulgação científica tem que ser feita a partir da escola. Precisamos de melhores programas de educação de ciência». Três: «Instituições demasiado grandes perdem densidade interactiva. Não percebo como é que em Portugal há tendência para a fusão de instituições. São as mais ineficientes». Quatro: «Há uma incompatibilidade definitiva e irreversível entre uma instituição lucrativa e o espírito académico».

O director da primeira instituição portuguesa a profissionalizar a investigação científica a tempo inteiro e criar um gabinete de comunicação de ciência, demonstrou ainda a sua incompreensão pelo facto da área da investigação em saúde receber apenas 10% do orçamento distribuído pela FCT. «O sistema de distribuição por áreas não é revisto há mais de vinte anos», aponta.

Vasco Trigo, jornalista responsável pelo recentemente extinto “2010”, defende que «as pessoas têm tudo a ganhar se a ciência estiver no processo de decisão política». Por isso mesmo seguiu o caminho do jornalismo de ciência, para «ajudar a elevar o nível da cultura científica das pessoas e elevar o nível de cidadania». «Quando um cidadão que vê as verbas para a ciência não percebe para que servem, todo o processo se torna mais difícil», aprofunda.

Considera que a divulgação científica é fundamental na actividade dos cientistas mas não recomenda que os mesmos recorram a gabinetes externos de comunicação. É também defensor do jornalismo especializado e deixa um alerta a todos os comunicadores: «Temos que tornar interessante aquilo que é importante, e não o contrário».

O presidente da BIAL, Luis Portela, considera que a situação orçamental da saúde na Europa é complicada. Situação que se complica mais em Portugal por apresentar um fraco investimento de empresas privadas. «Tradicionalmente, na Europa, cerca de dois terços do investimentos em ciência faz-se por empresas privadas, em Portugal ainda estamos longe desse número», explica.
Ainda assim, Portela considera que Portugal tem condições para apostar forte na saúde  e ter bons resultados. «Podemos cruzar interesses e oferecer ao país alguma riqueza durante os próximos anos», afirma. E garante estar a fazer por isso. A BIAL tem em desenvolvimento seis medicamentos que podem vir a ser os primeiros de raiz portuguesa a serem comercializados no mercado mundial.

Publicado por Sílvio Mendes