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Frase vencedora do Passatempo “Pipocas com telemóveis…”

Em Novembro lançámos aqui o desafio para um passatempo que valia um exemplar do livro Pipocas com telemóvel e outras histórias de falsa ciência, de David Marçal e Carlos Fiolhais (Gradiva, 2012). Feita a selecção, aqui fica a frase vencedora e a compilação de todas as participações.

O nosso muito obrigado aos fantásticos participantes e aos autores da obra que nos proporcionaram e colaboraram com o passatempo.

Publicado por Sílvio Mendes
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Passatempo “Pipocas com telemóvel…”: Oferecemos um exemplar à resposta mais criativa


Os telemóveis emitem radiações micro-ondas. Mas poderão as radiações dos telemóveis transformar grãos de milho em pipocas? A resposta é clara: não. A explicação dá origem a uma das histórias do livro sobre pseudociência “Pipocas com telemóvel e outras histórias de falsa ciência”, recentemente editado pela Gradiva.

Temos um exemplar do livro para oferecer a quem nos der a resposta mais original sobre outras mirabolantes refeições que (não) possam ser confeccionadas usando as radiações dos telemóveis.

A resposta* mais criativa e cientificamente (i)lógica ganha um exemplar. O júri é constituído por David Marçal e Carlos Fiolhais, dois cientistas escolhidos aleatoriamente e que até são os autores da obra.

* Para participar, deverá fazer um comentário neste post e/ou enviar um e-mail com a resposta para info@viveraciencia.org, com o título: “Passatempo Pipocas com telemóvel”.

Estamos também a aceitar participações nas nossas contas Facebook, Google + e Twitter (usar hashtag: #falsaciência) . Apenas serão consideradas válidas as propostas enviadas até à próxima terça-feira, dia 27 de Novembro (inclusive).

Ronda rápida por blogues de ciência (3): 2011 e os livros de divulgação de ciência em português

O divulgador de Ciência, António Piedade, apresenta uma lista de livros portugueses dedicados à divulgação de ciência e publicados em 2011. No Blogue De Rerum Natura, Piedade expões as suas escolhas e não lhes poupa elogios: «2011 deu à estampa alguns volumes que vão ficar (já estão) na galeria dos melhores livros de sempre de divulgação de ciência em língua portuguesa».
Vejamos então quais as obras que destacou:

:: “Haja Luz! – Uma história da Química através de tudo”, Jorge Calado, Imprensa do Instituto Superior Técnico

:: “A História Química de uma Vela, Michael Faraday, (Tradução e anotações de Sérgio Rodrigues e Maria Isabel Prata; Prefácio de Sebastião Formosinho), Imprensa da Universidade de Coimbra,

:: “Breve História da Química, Regina Gouveia, Editora 7 dias, 6 noites

:: “Dicionário de Geologia”,
A.M. Galopim de Carvalho, Âncora Editora
“Estas máquinas chamadas Mundos”, Eduardo Ivo Alves, Imprensa da Universidade de Coimbra;

:: “A Aventura da Terra – Um planeta em evolução
, Vários autores (Coordenação: Maria Amélia Martins-Loução), Esfera do Caos

:: “Pelo sistema solar vamos todos viajar
, Regina Gouveia, Gatafunho

:: “Vida no Universo, João Lin Yun, Editorial Presença

:: “O Grande Inquisidor
, João Magueijo, Gradiva

:: “Egas Moniz. Uma biografia
, João Lobo Antunes, Gradiva.

:: “Migrações: das Células aos Cientistas
, Coordenação Maria de Sousa, Esfera do Caos

:: “Uma Tampa para cada Tacho – Conflitos Genéticos e Evolução
, Francisco Dionísio, Bizâncio

:: “Darwin aos Tiros e outras Histórias de Ciências
, Carlos Fiolhais e David Marçal, Gradiva

:: “Casamentos e Outros Desencontros
, Jorge Buescu, Gradiva

Alguns leitores do post reclamam também a inclusão na lista de um livro do próprio António Piedade. Aqui fica ele:

:: “Caminhos de Ciência
, António Piedade, Imprensa da Universidade de Coimbra

No post original, António Piedade chama a atenção para a subjectividade deste tipo de listas sempre incompletas e convida os leitores a darem o seu contributo, complementando-a. Deixamos aqui também o mesmo desafio.

Publicado por Sílvio Mendes

David Marçal leva humor (com ciência) ao Canal Q

Continua firme o trabalho de David Marçal em colocar a Ciência, com muito humor, no quotidiano nacional. Já lhe conhecíamos os textos no Inimigo Público (publicados regularmente no website da VAC), a coordenação do projecto “Cientistas de Pé”, entre outros trabalhos, mas eis que o conceito chega agora à televisão.

Estamos a falar do Canal Q, mais especificamente do programa “O Cómico Que Se Segue” (emissões ao domingo, às 22h55, com repetições à segunda e terça, disponível na opção vídeo on demand do Canal Q, e disponibilizado na net na quinta-feira seguinte), que passa a receber mensalmente as abordagens de David Marçal.

A estreia de Marçal aconteceu a no final do mês passado, no 4º episódio do programa, que contou com uma animada abordagem sobre a física quântica. Vale a pena espreitar aqui.

Publicado por Sílvio Mendes

Ir. E voltar?

fuga

© Javier Hammad

No website do Ciência Hoje está congelado (com comentários “úteis” publicados entre 2005 e 2007) um Fórum de discussão acerca do estado da ciência em Portugal. Chamo particular atenção para a intensa troca de opinião sobre a ‘fuga de cérebros’.

Não se pode dizer que o registo de ideias seja tão incontornável como acontece nos romances de Eça de Queiroz – «Pois eu, assim que possa, é direitinho para Paris! Aquilo é que é terra! Isto aqui é um chiqueiro…» – mas a verdade é que esse conjunto de comentários e queixas teima em não caducar e parece caminhar também a passos largos para se juntar a Os Maias como documento intemporal.
A confirmar essa ideia continua este texto (“Cientistas em Saldos”) publicado por David Marçal, em Outubro passado, no Público.

Aqui ficam algumas das ideias e desabafos semeados no referido Fórum:

«Cara Ana, não volte! Não destrua a sua vida. Volte e Portugal de férias, ou em trabalho temporário, ou em sabática, ou para vir a casamentos, mas jamais para fazer ciência. Fuja!»

«Acabei de receber este link por email de uma amiga em Portugal e estou aqui como uma esponja a tentar reter tanta informação nova sobre o presente panorama da ciência em Portugal de onde saí há quase 20 anos. Fui fazer o meu PhD no estrangeiro e não voltei. Para grande aborrecimento das instituições financiadoras de bolsas em Portugal, grande parte dos portugueses que saem, nunca mais voltam.»

«Não acho que haja razão para não explorar a possibilidade de fazer ciência em Portugal. O camhino também se faz caminhando.»

«Eu estou a acabar um doutoramento misto entre Portugal e França (Grenoble). No entanto logo que acabe não conto procurar continuar a minha carreira em Portugal. Os últimos anos tem sido dificeis e não se espera melhores ventos para breve. Em Portugal um jovem cientista não é valorizado e tem condições de trabalho fracas para as qualificações que tem e para o que se deveria esperar que contribuisse.»

Para ler respostas, contra-respostas, a endogamia e outros temas, o caminho faz-se por aqui.

Publicado por Sílvio Mendes

Mais duas (crónicas) para o caminho…

Chamo a vossa atenção para duas crónicas recentemente publicadas no site da Associação Viver a Ciência e que merecem o nosso carinho.

aterraPessoas, da autoria Paulo Bettencourt, é um fabuloso testemunho pessoal que enfatiza o lado humano de um investigador, obrigado a deslocar-se constantemente entre cidades, países e continentes. No final, o que fica? A amizade que faz sorrir. «Os nossos frutos são conquistados exactamente da mesma forma com que o lavrador faz a sua colheita», sustenta Bettencourt.

quantumgifBanha da cobra quântica é um texto de David Marçal que denuncia muitos dos “disparates” que têm vindo a público sobre a física quântica. «Por um lado a ciência é desvalorizada quando não interessa (aquecimento global, criacionismo), por outro a sua credibilidade é usada como arma de arremesso para vender curas e mezinhas que de científico não têm nada», reclama o autor.

Publicado por Sílvio Mendes

Regresso dos cérebros?

F001/2908Para além de destacar a visita do FC Porto ao terreno do Manchester United nos quartos de final da Liga dos Campeões (?), o portal Ciência Hoje avança com duas notícias que dão conta do regresso de dois investigadores portugueses de renome a laboratórios nacionais. A reflexão sobre a “fuga de cérebros” já tem sido feita neste blogue, nomeadamente através de um interessante texto assinado por David Marçal, e importa perceber o real significado destas notícias.

A primeira, dá-nos conta do regresso de Rui Costa, que chefia um grupo de investigação sobre neurobiologia da acção nos Institutos Nacionais de Saúde (INH) dos Estados Unidos da América. A partir de Abril, regressa a Portugal para integrar o projecto de Neurociências da Fundação Champalimaud. «Rui Costa vai trazer a maioria da sua equipa de investigação para Portugal, que funcionará no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, enquanto o edifício da Fundação Champalimaud não estiver concluído, mas continuará a chefiar o seu laboratório de Neurobiologia da Acção dos NIH», noticia o Ciência Hoje.

A segunda notícia, apresenta o percurso de outro investigador que regressou a Portugal. Chama-se João Relvas, é neurocientista, e lidera actualmente um grupo de Investigação no Instituto de Biologia Molecular e Celular, no Porto (IBMC), depois de uma longa permanência no estrangeiro. “Agora há mais ilhas, que começam a ter condições melhores e massa crítica, mas estamos ainda numa fase embrionária que só vai dar frutos daqui a alguns anos”, declarou. “Lamenta, todavia, a falta de apoio aos investigadores séniores que querem regressar a Portugal”, acrescenta o portal.

O aviso também já havia sido deixado pela bióloga Cecília Arraiano, quando foi alvo de distinção pela EMBO: «Em Portugal têm sido muito poucos os que me têm apoiado», reclamava.

O mais curioso é que as duas notícias surgem “coladas” na página do Ciência Hoje, o que pode transmitir uma ideia (falsa) de inversão do fenómeno. Estarão realmente reunidas as melhores condições para o regresso dos cientistas portugueses aos nossos laboratórios? E os mais novos, precisam de décadas de investigação no estrangeiro para serem reconhecidos dentro de portas?

Publicado por Sílvio Mendes