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Con(s)Ciência: O que andamos a beber?

Já pensou na água hoje? Não a da chuva, inoportuna, mas outra, a que bebemos. Esta semana, no Porto, um grupo de jovens propõe-nos debater e pôr em causa o que andamos a beber. Com a Futuros Sentidos, sustentabilidade é mais uma vez palavra-chave.

A Futuros Sentidos é uma associação de jovens que esta semana no Porto promove a campanha “O que andamos a beber?”. Como nos diz Pedro São Simão, “fazem-nos acreditar que a qualidade da água engarrafada é superior à da torneira”, mas será? Os debates e conferências esta semana na cidade do Porto ajudam-nos a ter uma resposta.

A Futuros Sentidos quer transformar a realidade. “Nasceu há um ano de uma conversa entre amigos”, explica-nos o Pedro em entrevista. Saídos da faculdade quiseram intervir, promover a consciência da sustentabilidade entre os jovens, que podemos escutar com o Pedro e descobrir no sítio da associação.

Com Pedro São Simão, a Futuros Sentidos (9:25)


Este grupo, com a partilha de conhecimento, quer transformar hábitos. “O que andamos a beber?” durante esta semana integra a Semana Europeia de Prevenção de Resíduos. E para 2011, a Futuros Sentidos instala-se no centro da cidade, no Bairro da Sé. Zona socialmente difícil, dura, mau estado de conservação e tráfico de substâncias. O Pedro explica-nos que o grupo vai trazer outras ocupações aos habitantes do bairro. Quintas Comunitárias são o grande projecto a implementar. Promovem a (re)aproximação à terra, oferecem outras perspectivas de futuro.

Publicado por João Cão
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Con(s)Ciência: Os Biocas ensinam e divulgam as biociências

Hoje levamos a Con(s)Ciência a um laboratório que pretende divulgar as  Biociências no Parque de Biotecnologia, BIOCANT. Ali, encontramos o Centro de Ciência Júnior, onde os jovens podem descobrir mais da ciência experimental. Na quarta-feira exploravam reacções de polimerização, mas são muitas mais as actividades gratuitas a experimentar!


O BIOCANT Park é o primeiro parque de Biotecnologia de Portugal. O Centro de Ciência Júnior (CCJ) é o espaço de educação e divulgação científica do BIOCANT, Cantanhede, situado entre Coimbra e Aveiro. Não integra a rede nacional dos Centros Ciência Viva, mas dá uma resposta musculada a necessidades educativas. E também oferece uma nova perspectiva laboral aos alunos, do primeiro ao décimo segundo ano. “E aproveitam a visita para tirar algumas dúvidas quanto às áreas das biociências”, esclarece-nos Margarida Vieira, representante do CCJ em entrevista ao Blog.

Entrevista a Margarida Vieira do CCJ no passado dia 03 de Novembro (09:30)

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O CCJ já funciona há três anos e espera crescer em número de visitantes. As actividades são grátis, apenas é necessária a inscrição. Os Biocas começaram por abranger as escolas dos distritos de Coimbra e Aveiro. Mas, neste momento, já chegaram mais longe. Chegam a 8 distritos do país, desde o Porto a Santarém. Na passada quarta-feira com “Gelatina e Companhia”, a turma em visita começou a ver “as gomas, gelatinas, luvas, os materiais feitos por polímeros de uma outra forma”, assegura-nos Margarida. Para além desta, cerca de 20 actividades experimentais diferentes estão disponíveis e um sítio na internet actualizado e com conteúdos pedagógicos. Um pequeno laboratório que “é diferente, é divertido” e que está aqui para explorar.

Publicado por João Cão

Con(s)Ciência: Sustentabilidade na aldeia

Bem-vindos ao Centro de Convergência! Vindos da cidade foram viver para o Alentejo profundo e agora ajudam a Aldeia das Amoreiras a ser mais Sustentável. Venha conhecer, aproveitar e discutir esta linda comunidade.

Entre a serra, a planície e a praia, a Aldeia das Amoreiras é um sítio bem pacato para quem está habituado à densidade da vida urbana. André Vizinho foi um dos fundadores em 2007 do sítio que queria “fazer a ponte entre a cidade e a aldeia”, o Centro de Convergência.

Nos últimos três anos a vivência conjunta nas Amoreiras trouxe muitas actividades que contribuíram para o desenvolvimento local. Numa entrevista exclusiva para o blog VAC, André apresenta-nos o projecto Aldeia Sustentável, que hoje e amanhã é celebrado (e que aqui é apresentado).

Ouça aqui em exclusivo a Entrevista a André Vizinho do Centro de Convergência:

Parte 1 de 2 (8:45)

O que é o Centro de Convergência?

 Parte 2 de 2 (9:13)

O Projecto Aldeia Sustentável. Mas que sustentabilidade?

Neste Projecto, “em que a base é a participação”, o primeiro passo foi colectar os sonhos da população. Agora, após caracterizar sociologicamente os habitantes, o centro facilita os grupos de trabalho a realizar as aspirações da aldeia.

Com a desertificação crescente da área, a aldeia conta com cerca de 200 habitantes. Pedi à Dona Céu, uma das activas residentes, para usar a sua inspiração poética para presentear os leitores aqui do blog. Muito trabalho no monte não permitiu, mas mostra-nos desabafos de uma velha aldeia que se quer encontrar.

Poesia D. Céu, Aldeia das Amoreiras

Publicado por João Cão
Nota: A Entrevista completa e o artigo “Con(s)ciência: Biotecnologia para muita, muita, mesmo muita gente” que retratavam o CiB- Centro de Informação de Biotecnologia – foram retirados do blog a pedido de Pedro Fevereiro, presidente do CiB.

Con(s)ciência: Trilhos de Esplendor

Trilhos que têm passado pelo Cabo Mondego. O esplendor que nasce da riqueza dos ecossistemas, fauna e flora desta zona costeira. Este fim-de-semana, se o tempo ajudar, aproveite para (re)descobrir o Estuário do Mondego, a Serra da Boa Viagem e praia de Quiaios com a companhia da Trilhos d’ Esplendor.

A Trilhos d’Esplendor é uma associação fundada em 2009 que promove a descoberta da riqueza do Cabo Mondego. Contribui para o desenvolvimento da protecção, educação ambiental e do turismo ecológico da região. Na descoberta de biodiversidade e geologia, proponho que explore actividades de ocupação de tempos livres a partir deste sítio.

A associação tem várias páginas na internet no formato de blog que documentam a Flora, Fauna e Ecossistemas do Cabo Mondego e regiões adjacentes. O interesse está na documentação desta biodiversidade. “Em Portugal não existem ainda muitos guias como, por exemplo, nos países anglo-saxónicos”, esclarece-nos o Dr. Horst Engels, Presidente da associação sediada em Quiaios, no concelho de Figueira da Foz.

Foi em Quiaios, na sede, na altura uma geladaria, que se reuniram aqueles que se tornariam os fundadores da Trilhos de Esplendor. Partilhavam ligações ao ensino e, claro, à ciência. “A ideia originária que se mantém tinha sido estabelecer um link entre as universidades portuguesas e o público em geral”, diz-nos Engels.

A Trilhos de Esplendor celebra a Biodiversidade do Cabo Mondego, a norte da cidade da Figueira da Foz. A sul do cabo e da cidade, o estuário do Mondego, com sapais, salinas e aquaculturas. Na direcção oposta, a norte da cidade, passada a Serra da Boa Viagem, a costa que se estende… A praia de Quiaios com recifes e um jazigo de fósseis e a norte as dunas de Gândara, Mira e Gafanhas, com tanto para descobrir!

Para este fim-de-semana o Instituto de Metereologia promete aguaceiros para domingo. Mas talvez, entre as nuvens, consiga encontrar o esplendor da região… Será que consegue encontrar gansos-patola ou salamandras-dos-poços?

Quando eu era uma pessoa mais pequena a minha mãe levava-me a passear à densa Serra da Boa Viagem. Desde esses tempos transpirados, a flora transformou-se, no rescaldo dos incêndios, com a invasão de acácias. Contudo, há sempre coisa boa que na terra brota. Quando lá voltar, vou procurar a erva agrimónia. Talvez saiba embalar o meu sonho e levar-me de volta aquela Primavera…

Publicado por João Cão

con(s)ciência: ANICT quer mais diálogo entre Investigadores e decisores políticos

Visita de Deputados ao Centro de Investigação da Universidade do Minho (Maio de 2009)

A 8 de Janeiro de 2010, a Associação Nacional de Investigadores Científicos e Tecnológicos (ANICT) era formalmente constituída. A recém-formada instituição pretende representar os interesses profissionais dos Investigadores Científicos Doutorados a trabalhar em Portugal e tem já um horizonte de acção muito bem delineado. Promete acção como «parceiro no diálogo entre os Investigadores e o Governo (assim como outras instituições que participam na definição da política de Ciência em Portugal)» e no contributo para a «disseminação do conhecimento científico para o público em geral».

Os representantes da ANICT apontam como assunto mais urgente a criação de «um consenso sobre o que será o mercado de trabalho em Ciência em Portugal». «Gostávamos que um cientista a trabalhar em Portugal soubesse claramente quais as oportunidades presentes e futuras», afirmam numa entrevista exclusiva ao blogue Viver a Ciência, que aqui disponibilizamos na íntegra.

Publicado por Sílvio Mendes

con(s)ciência: Ir à Atalaia admirar os Astros

Desde 2000 que um grupo de pessoas se desloca a um terreno agrícola na Atalaia, no concelho de Alcochete. Lá admiram o céu, partilham telescópios, discutem e fazem ciência. Este é o principal grupo amador de observação astronómica, já na terceira geração de observadores. Com a sua curiosidade, todas as pessoas são benvindas no próximo sábado, dia 19. Depois de um ano intenso de promoção da astronomia, quem quiser pode aqui continuar a descobrir o céu.


O Grupo da Atalaia não existe formalmente. É um conjunto de amigos que se juntam pela sua paixão aos astros. Reúnem-se todos os sábados a seguir à lua nova e também noutras ocasiões especiais. Dirigem-se a um campo agrícola, gentilmente cedido para as observações. Em média, “entre 20 e 60 pessoas compõe o grupo”, diz-nos José Ribeiro, um dos membros fundadores do grupo da Atalaia. Desde 2000 que se reunem e já estão na terceira geração de observadores. Observam em grupo porque é mais seguro e, claro, mais enriquecedor. Juntam indivíduos com diferentes experiências, que admiram o céu a olho nu, com binócolos e telescópios. Do Grupo da Atalaia saem descobertas que enriquecem a nossa cultura científica.

Dois planetas extra-solares, o XO-4a e XO-4b, foram descobertos por uma equipa que incluí João Gregório. Inovadoras colaborações têm envolvido a Astronomia Profissional com a Astronomia Amadora de quem vai à Atalaia. Actualmente, assim acontece com o projecto com a estrela Wolf Rayet 140, que envolve Alberto Fernando, Filipe Alves, Luís Carreira e José Ribeiro.

O Ano Internacional da Astronomia marcou este ano de 2009. Muitas e incriveís iniciativas vieram dar um outro alcance aos astros. Alguns pensam que a astronomia é “coisa de lunático”, como o põe José. Mas muitas organizações energizaram a compreensão dos astros do nosso céu ultimamente. Como as escolas, professores e alunos que quiseram aprender mais. Muitos aceitaram os desafio e participaram no Ano Internacional da Astronomia.

Foto de ecrã do planetário stellarium, software livre


Observar astros no futuro e no passado

Será que ficam para o futuro estas paixões públicas pelos Astros? Uma política da magnitude da deste ano em 2010 parece improvável. Uma reunião recente em Coimbra mostrou-se “muito inconclusiva”, diz-nos José Ribeiro. Mas, com certeza, sempre podem ir admirar os astros à Atalaia em dias futuros.

Há 400 anos atrás, no início do século XVII, o Mundo sobre-lunar era perfeito. Com os olhos no céu, todos os astros eram uniformes e seguiam uma trajectória cíclica. A herança de Platão dizia-nos que a Terra do Homem estava estática no Centro do Universo. O telescópio de Galileo Galilei começava a contar outras estórias, de excepção, de erro que não cabiam nesta concepção de um Universo adormecido. Como se comportariam as nossas mentes curiosas se de repente, num momento, fôssemos parte da Terceira Dinastia do Império Português?

Há 400 anos atrás, seria uma outra pessoa com uma outra cultura. Como seria viver com esta curiosidade infinita e conciliar o medo da inquisição? “Possivelmente seria um médico astrólogo e astrónomo”, diz José. “Mas provavelmente acabaria na fogueira”, completa, rindo-se. A curiosidade de saber mais matava. Agora é o que marca este grupo de observadores de astros. A curiosidade e a humildade de quem não receia fazer perguntas.

Publicado por João Cão

con(s)ciência: Robots feitos para competir

O Clube Robótica 2010 é formado por estudantes que querem espalhar a sua paixão pelos robots. O projecto arrancou este ano, no apoio à área de projecto de diferentes turmas do Ensino Básico e Secundário. O clube vai à escola e partilha conhecimentos na construção dos módulos e na programação do robot. Em Fevereiro de 2010, elementos do grupo vão a Cabo Verde por alguns meses. Esperam encontrar entre os sessenta alunos o entusiasmo para levar a robótica africana além-fronteiras.

A robótica nacional é impulsionada pelos Encontros nacionais de Robótica, promovidos pela Sociedade Portuguesa de Robótica. Nestes encontros, competem robots em diferentes categorias. Há campeonatos desportivos, com futebol entre robots humanóides. Talvez um dia, uma equipa de robots derrote o Clube da FIFA Campeão do Mundo… Mas outras invenções têm outras aplicações, como o dos robots para “ajuda e salvamento”. No encontro Robótica 2010, de 24 a 27 de Março, em Leiria, podemos encontrar todas as competições e encontros científicos. Depois, os melhores robots portugueses vão representar o nosso País em Junho, em Singapura, no Robocup 2010.

Exercício de Programação do Grupo de Projecto de Robótica do 12.º A da Quinta das Flores – Coimbra

O Clube Robótica 2010 nasceu este ano, em Coimbra. Cerca de 10 estudantes da Universidade de Coimbra formaram o Clube para espalhar a paixão pela robótica. Já estão numa Escola Básica e em quatro Escolas Secundárias, a ajudar diferentes turmas a montar o(s) seu(s) robot(s) na sua área de projecto. Na passada sexta-feira, dia 27, também estiveram no Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra. As sessões incidem na programação do robot, com diferentes conteúdos, dependendo da experiência e idade dos formandos. “Desta forma, podem entrar no mundo da Robótica de competição com uma maior facilidade”, partilha connosco Tiago Caldeira do Clube Robótica 2010.

“Estas oficinas são bastante interessantes”, comenta Ana Isabel Mata do 12.º A da Escola Secundária da Quinta das Flores em Coimbra. Ela e outros quatro alunos do 12.º A, com a ajuda do Clube Robótica 2010, pensam em entrar no Festival Nacional de Robótica. “Esperamos aproveitar a experiência ao máximo e, quem sabe, continuar…”. Querem, para já, construir um Grande Robot Electrónico Genializado, desenhado para ajuda e salvamento. Podemos acompanhar o desenvolvimento do trabalho deste grupo aqui.

Desta vontade de fazer outros viver a robótica, o Clube vai a Cabo Verde em Fevereiro de 2010. Vão assistir professores e alunos de Escolas Básicas e Secundárias, cerca de 60 pessoas. A ideia partiu durante um Encontro Internacional de Robótica, o Robocup. “Reparámos que nunca uma equipa africana tinha concorrido”, diz-nos Tiago. Na faculdade, onde estudavam, os alunos cabo-verdianos eram, entre os congéneres de língua portuguesa, os “que, de um modo geral, apresentavam maiores competências”. Daí decidiram partir para Cabo Verde para formar equipas que se pudessem vir a integrar em competições futuras. A partida para o arquipélago acabou adiada devido à epidemia de dengue. Mas a vontade de plantar a semente da robótica em África é forte. “Vamos partir em Fevereiro”, diz Tiago sorridente.

O Clube Robótica 2010 conta agora com cerca de dez membros, número que se vê duplicado este mês. São todos alunos em Coimbra e contam com o apoio precioso do ISR Coimbra (Instituto de Sistemas Robótica). Outras entidades próximas de onde são formados são também importantes: a Universidade de Coimbra e o Laboratório de Sistemas Embebidos. Agora procuram novas parcerias e apoios para fazer crescer a ciência robótica.

Publicado por João Cão