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Ciência lá Fora (6): Aproveitar as férias

Créditos: aqui

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Sexto post da categoria “Ciência lá fora”, que tem o intuito de dar a conhecer iniciativas de divulgação de ciência que decorram pelo país. Esta secção pode ser vista como uma espécie de agenda ou guia de sugestões de atividades de divulgação científica destinadas ao público.

DESTAQUES:
// A exposição Invasão da Casa Andresen continua com atividades paralelas. Desta vez a ciência alia-se à poesia e à música, na iniciativa Sophia, “Sabedoria mais funda que o próprio saber”, na casa que despertou a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen para a poesia.
(Grátis, Inscrição obrigatória para asantos@reit.up.pt)
Data: 20 de Julho
Local: Casa Andresen, Jardim Botânico do Porto

//Termina dia 19 de Julho a 1ª fase de candidatura ao Mestrado em Comunicação de Ciência, promovido pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa.

// Já está disponível a agenda de atividades científicas para o mês de Julho, do Centro de Ciência Viva do Algarve (Faro) e do Centro de Ciência Viva de Lagos.  Local: Faro e Lagos – Algarve                                                                                               Data: Julho

// Também em Bragança pode disfrutar das atividades gratuitas da Ciência Viva no Verão.
Local: Bragança (mais informações aqui)
Data: Julho a Setembro

OUTROS EVENTOS:
Tertúlia: A matemática e os detetores de mentiras (gratuito)                               Data: 20 de Julho, 18h                                                                                                       Local: Bar Canhoto, Travessa de Cedofeita 60-62, Porto

Atividade: Do Big-Bang ao Observador Cósmico (4€/pax)
Data: 21 Julho, 16h-18h
Local: Museu Nacional de História Natural e Ciência, Lisboa

Atividade: A Natureza ao microscópio
Data: 20 de Julho, 15h-16h (mais informações aqui)                                             Local: Museu Nacional de História Natural e Ciência, Lisboa

Atividade: Com as mãos na ciência – seja cientista por 2h!
Data: 24 de Julho, 18h (mais informações aqui)
Local: no portão do Jardim Botânico (junto aos Arcos), Coimbra

SUGESTÃO:
– Procura atividades para o Verão com os seus filhos? Para além das atividades Ciência Viva no Verão de que já temos falado, pode procurar mais iniciativas de ciência na agenda Estrelas e Ouriços.

– Ainda mais atividades para os mais novos, através de Neurónios Curiosos. Neste fim-de-semana, vão realizar-se dois workshops: “Os 5 sentidos da Natureza”, e “O meu primeiro livro de plantas”.
Data: 20 e 21 de Julho
Local: Cascais

– Pretende aproveitar o bom tempo para fazer passeios pedestres? Aproveite o contacto com a Natureza, na Via Algarviana. O Algarve tem muito para oferecer.

Publicado por João Lourenço Monteiro

Concurso Famelab Portugal entra na fase final: Já escolheu o seu comunicador de ciência favorito?


É já no próximo sábado, 8 de Maio, que ficaremos a conhecer o representante português do FameLab, Concurso Internacional de Comunicação Científica. A grande final lusa está marcada para as 17h30, no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, em Lisboa, e põe frente a frente os dez finalistas do concurso.

O vencedor irá representar Portugal na Final Internacional do FameLab, marcada para 12 de Junho, no Cheltenham Science Festival, no Reino Unido.
E quem escolhe o vencedor? Um júri, composto por António Granado (jornalista e professor de Comunicação Social), Carlos Fiolhais (Professor universitário e divulgador de ciência), Maria Mota (investigadora e presidente da Associação Viver a Ciência) e Nuno Crato (Professor universitário e divulgador de ciência).

O evento abre as portas ao público (inscrição gratuita aqui) e será transmitido em directo no canal on-line Ciência Viva TV.

Veja como se portaram os dez finalistas nas semi-finais e escolha já o seu favorito (sem que isso implique que não possa mudar de ideias):

:: Alexandre Aibéo (Professor no Instituto Politécnico de Viseu)
:: André Fonseca (Técnico superior de 1ª classe no Departamento de Engenharia do Ambiente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria)
:: Carlos Silva (Estudante de Engenharia Biológica no Instituto Superior Técnico em Lisboa)
:: Maria Manuel Afonso (Estudante no Mestrado Integrado em Medicina Veterinária, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Universidade do Porto)
::  Maria João Fonseca (Doutoranda no ensino de biotecnologia, na Faculdade de ciências da Universidade do Porto (FCUP) e no Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC))
:: Marta Rodrigues (Estudante de Biologia, na Universidade de Aveiro)
:: Pedro Morouço (Doutorando em Ciências do Desporto, no Instituto Politécnico de Leiria)
:: Rogério Martins (Professor e investigador no Departamento de Matemática, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa)
:: Rui Castanhinha (Investigador da Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã)
:: Telmo Santos
(Mestrando em Bioquímica da Universidade de Coimbra)

Publicado por Sílvio Mendes

Quem é quem no “Workshop Ciência, Política e os Media” – Sessão 3

O que se pretende com a comunicação de ciência

– Divulgação, diálogo e/ou lobby?

Sessão 3 – 14h00 (15 de Abril, Fundação Calouste Gulbenkian)

Biografias dos participantes:

Ana Noronha | Ciência Viva

É directora da Agência Ciência Viva, onde são desenvolvidas iniciativas de promoção da cultura científica e tecnológica. Terminou o curso de Física em 1980 na Universidade de Lisboa e fez o doutoramento no Instituto Superior Técnico, também em Física, na área dos Sistemas Não-lineares. Foi professora auxiliar no Departamento de Física do Instituto Superior Técnico e integra a equipa da Ciência Viva desde 1997, pertencendo à direcção desde 1999. Como elemento da Ciência Viva, pertence ao Advisory Committee on Education da Agência Espacial Europeia (ESA).

Ligações: Ciência Viva | Agência Espacial Europeia


José Xavier | Instituto do Mar da Universidade de Coimbra – British Antarctic Survey

Doutorado em Zoologia pela Universidade de Cambridge, Reino Unido, é representante de Portugal em três programas científicos internacionais e investigador principal no projecto nacional POLAR. Foi co-organizador do programa educacional LATITUDE60!, sobre as regiões polares, e tem estado activamente envolvido com os media para promover ciência junto do público em geral. Estuda o comportamento de pinguins e albatrozes em relação às alterações climáticas e é o cientista português que realizou a mais longa expedição científica de Portugal na Antárctica.

Ligações: Blogue Ciência Polar | Portal Polar | Instituto do Mar da Universidade de Coimbra

Marta Agostinho | Instituto de Medicina Molecular

É directora da Unidade de Comunicação do IMM, onde coordena projectos na área de Ciência e Sociedade, assuntos relacionados com a comunicação do Instituto, eventos com o público e a interacção com os media. É licenciada em Bioquímica, doutorou-se em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e fez investigação na área da expressão génica. É pós-graduada em “Ciência e Sociedade” pela The Open University e foi recentemente eleita para integrar o Comité de “Ciência e Sociedade” da Federação Europeia das Sociedades de Bioquímica – FEBS.

Ligações: IMM| Federação Europeia das Sociedade de Bioquímica


Paulo Gama Mota | Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

É director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, inaugurado em 2006 e instalado no Laboratório Chimico. Foi responsável por vários projectos da Ciência Viva junto das escolas, director do Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva entre 2002 e 2007, e coordenou a realização de várias exposições de divulgação e comunicação de ciência. É licenciado em Biologia pela Universidade de Coimbra e doutorou-se em Biologia, com especialidade em Ecologia Animal.

Ligações: Museu da Ciência da Universidade de Coimbra | Entrevista à Ciência Viva TV | Blogue De Rerum Natura

Joana Barros | Associação Viver a Ciência

Coordena a Associação Viver a Ciência desde 2008. Estudou Genética Molecular no Kings College London e fez o doutoramento no Institute of Cancer Research. No âmbito do seu trabalho de pós-doutoramento na VAC realizou várias iniciativas com o objectivo de promover a carreira de investigador e de levar a ciência ao grande público. Nomeadamente, produziu o caderno “Profissão: Cientista – retratos de uma geração em trânsito” e o livro “Vidas a Descobrir – Mulheres cientistas do mundo lusófono”, que originou recentemente uma exposição de fotografia homónima.

Ligações: Associação Viver a Ciência | Livro “Vidas a Descobrir – Mulheres Cientistas do mundo lusófono” | Caderno “Profissão: Cientista – retratos de uma geração em trânsito”

Painel:
Ana Noronha, Ciência Viva
José Xavier, Instituto do Mar da Universidade de Coimbra; British Antartic Survey
Marta Agostinho, Instituto de Medicina Molecular
Paulo Gama Mota, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Moderador:
Joana Barros, Associação Viver a Ciência
Relator:
Sílvio Mendes, Comunicador de Ciência



Este texto integra o dossier especial criado para o Workshop Ciência, Política e os Media (15 de Abril de 2010, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa)

Inside [Arte e Ciência] – “A nova arte contamina”

fc1488eaf028ef876bfed2ff39626ae4.wix_mpCom portas abertas desde 24 de Setembro e até 24 de Novembro, a exposição INSIDE [arte e ciência] reúne 22 artistas que, de diferentes formas, baseiam a sua obra na ciência, desde a biologia, a inteligência artificial ou a robótica.

A iniciativa pode ser visitada na Cordoaria, em Lisboa, e proporciona também um tentador leque de Passeios Cognitivos, nome atribuído à série de conferências administradas por proeminentes cientistas nacionais e internacionais.

No site oficial do evento, o conceito de Arte e Ciência é definido como uma referência a um «conjunto de práticas artísticas derivadas ou combinadas com a ciência». «Embora seja ainda demasiado amplo e pouco definido este conceito pode desde já destacar-se da usual “ilustração científica”. De facto, esta nova forma de arte usa o conhecimento científico como base de processos criativos e artísticos originais», complementa-se.

A iniciativa, promovida pela Ciência Viva em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, tem a ambição de «contribuir para o desenvolvimento desta importante tendência, a qual, será certamente fundadora da arte do século XXI».

A 24 de Novembro, a iniciativa celebra o Dia Nacional da Cultura Científica com uma festa e uma exposição dedicadas a Rómulo de Carvalho, o virtuoso cientista e poeta (António Gedeão), autor do poema Pedra Filosofal.

Publicado por Sílvio Mendes

Experiências de Comunicação de Ciência em discussão no Porto

The Wonder Book of Science, 1922, © Nature Publishing group, Galbraith O'LearyNa tarde de sexta-feira, dia 27, um painel grande e interventivo fechou o encontro de comunicadores de ciência “Science: what else?”. Segundo o tema Experiências de Comunicação de Ciência, os participantes foram: Júlio Santos do gabinete de comunicação científica do IBMC/INEB do Porto; Filipe Pires do Centro de Astrofísica da UP; António Gomes da Costa do Pavilhão do Conhecimento, Centro Ciência Viva de Lisboa; Carlos Soares do Visionarium, Centro Ciência Viva de Santa Maria da Feira; Filipe Ressureição da Escola Secundária de Arouca e José Azevedo, sociólogo da FEUP. A moderadora foi Sandra Inês Cruz da RTP.

Das diferentes experiências emergiram tópicos de discussão sobre estratégias e finalidade da comunicação de ciência, a literacia (ou falta dela) em Portugal e sobre o perfil profissional do comunicador de ciência.

Centro Ciência não é local de ensino

Os Centros Ciência Viva e a sua filosofia de funcionamento estiveram em destaque. O Pavilhão do Conhecimento e o Visionarium têm, respectivamente, cerca de 250’000 e 100’000 visitantes por ano, na sua maioria estudantes do Ensino Básico e Secundário em visitas guiadas. Carlos Soares, do Centro Ciência “onde o futuro é uma peça de museu” diz que os Centros Ciência têm como objectivo o “despertar de vocações”, opinião partilhada por António Gomes da Costa. Segundo o director executivo do Pavilhão do Conhecimento, “ensinar ciência não acontece num Science Center” . Os visitantes têm, sim, oportunidade de ganhar familiaridade e verificar a utilidade da ciência. A aprendizagem em si fica remetida para a escola.

Nesta discussão sobre onde fica a fronteira entre comunicação e ensino de ciência foi importante a presença do professor Filipe Ressureição. A sua apresentação encheu-se de emoção ao descrever a evolução do seu grupo em oito anos. No princípio, uma sala e uma arrecadação e falta de equipamento. Hoje, os jovens do 10.º ao 12.º ano da Vila de Arouca têm oportunidade de ser envolvidos em investigação científica de excelência (conforme reporta aqui o Ciência Hoje).
O professor descreveu um percurso sinuoso à procura de novos financiamentos, como o da Agência Ciência Viva. A experiência do Professor de Arouca motiva-o a ser crítico dos Centros Ciência portugueses. “O meu problema é com o modelo de módulos disparatamente caros sem rentabilidade”, acrescentou.

Críticas à Ciência Viva

Apesar desta intervenção, a falta de sustentabilidade económica dos Centros Ciência não foi discutida. A referência indirecta ao tema veio quando se falou do voluntariado. Gomes da Costa explicou, desde logo, um princípio básico do voluntariado, que “os voluntários não vêm substituir o trabalho pago” e elogiou os seus voluntários séniores “aproveitados como comunicadores”. Carlos Soares sublinhou a dedicação dos voluntários que fazem parte do Visionarium e a representante do Jardim de Botânico de Lisboa expôs a estratégia equilibrada e elegante para integrar e motivar estudantes e voluntários no dia-a-dia de “um paraíso no coração da cidade”.
Outra crítica dirigida à Ciência Viva foi proferida pelo investigador José Azevedo, que afirmou que a Agência “não se preocupa com a divulgação de resultados, criação de redes” e falha no processo de avaliação. Gomes da Costa, como membro da direcção da Ciência Viva, reconheceu a crítica e referiu “várias tentativas de fazer essa avaliação”. O Fórum Ciência Viva foi criado também na perspectiva de “mostrar exemplos de boas dinâmicas e criar uma rede”, justificou ainda.

Cultura Científica

O sociólogo José Azevedo abordou a cultura científica na sociedade. Segundo um estudo comparativo publicado em 2007 (aqui acessível em inglês), há uma falta de estudantes que queiram seguir uma carreira científica nos países desenvolvidos. O paradoxo elevado a “preocupação política” é que “os inquiridos têm a noção da importância da ciência para a sociedade mas não o querem para si”.
Júlio Santos também promove uma cidadania activa no laboratório associado IBMC/INEB, com cerca de 2’000 alunos por ano a tomar parte das actividades promovidas. A falta de alunos interessados na carreira científica é preocupante, contudo desabafa: “enganar meninos é o que eu não quero”. A promoção do imaginário de ficção científica CSI “não contribui para a cultura científica”, defende.
Esta carência de cultura de ciência está presente “a todos os niveís” afirma o Presidente do Visionarium. Mas qual a solução? A comunicação de ciência “tem que se tornar mais disponível para discutir com o público”, defende o sociólogo. É necessário “criar uma perspectiva de criação de hierarquia horizontal” com o público.
Pragmaticamente, quais as iniciativas a desenvolver? Segundo Azevedo, temos que fomentar uma cultura de avaliação, para permitir uma melhoria nas iniciativas e envolver os novos media na criação de redes. E é importante ter espaços onde pessoas sem formação específica possam intervir e partilhar ciência.
O Centro Ciência pode ser este espaço de partilha, uma “arena óptima” para intervenção social. O Pavilhão do Conhecimento tem promovido estas estruturas não-formais de ciência, com workshops com participantes dos 14 aos 68 anos. Contudo, Gomes da Costa verifica “a dificuldade em criar espaços de discussão que envolvam adultos”.
Realmente, conforme realçou o cientista José Azevedo, preocupam socialmente os adultos e pais com resistência à educação científica. Neste sentido, é importante ter “profissionais de comunicação com formação científica”.

Acreditas no El Dorado?

O perfil do comunicador de ciência foi um último ponto de discórdia nos últimos minutos do “Science: what else?”. Por um lado, foi defendida a criação de uma via de especialização em jornalismo científico. Por outro, conforme afirmou veementemente a moderadora Sandra Cruz, acreditar nas especializações de ciência é “acreditar no El Dorado”. O mercado profissional está saturado, o desemprego abunda e há uma sobrecarga de especializações. Será que há colocações para estes profissionais? Talvez Portugal não esteja assim tão mal cotado na aldeia global. Afinal a ciência e o jornalismo científico de excelência já existem por cá.

Publicado por João Cão

«O compromisso com a ciência é uma política de longo prazo?»

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Conferência Parlamentar Sobre Ciência: 1º PAINEL – A Ciencia em Portugal: Realidade e perspectivas

O primeiro painel da Conferência Parlamentar Sobre Ciência, que se realizou no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, no dia 3 de Março, reuniu João Santieiro (Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia), Lino Fernandes (Presidente da Agência de Inovação) e Ana Noronha (Directora Executiva do Ciência Viva).

Os dois primeiros oradores estiveram em quase plena sintonia, e as suas intervenções quase se podem resumir numa só ideia: o reforço do orçamento para a ciência tem sido grande nos últimos anos, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

João Santieiro defende que «pela primeira vez temos empresas privadas a financiarem de forma significativa a actividade científica». O motivo: «O investimento público teve um efeito de alavanca para o investimento privado».Mas o presidente da FCT deixou também algumas interrogações: «O compromisso com a ciência é uma política de longo prazo? É possível encontrar na sociedade portuguesa um consenso que permita essa estabilidade? Nós, na comunidade científica, sabemos que se assim não for é difícil continuar». «Temos que nos aliar, internacionalizar e fazer parte da comunidade internacional», apontou.

O presidente da Agência de Inovação, Lino Fernandes, pintou um cenário totalmente optimista: Portugal apresenta hoje uma massa crítica mais recente, mais actualizada e mais internacionalizada, e é já um produtor de tecnologia com capacidade de exportação. «Estamos ainda atrasados, é verdade, mas temos recuperado». Resultados práticos para um ano delicado? «É a primeira grande crise que a economia portuguesa atravessa em que não tem o atraso científico dos anos 30. Estamos melhor preparados para superar problemas complexos e a crise também pode significar uma oportunidade», defende.

Ana Noronha destacou a importância vital das acções de divulgação de ciência – «para haver desenvolvimento científico, é preciso que o público compreenda o mundo científico» – sobretudo no público mais jovem. «O futuro está nas mãos dos mais novos, espero que com cultura científica», concluiu.

A deputada independente Luísa Mesquita havia inaugurado o painel. Desta forma: «A comunidade científica é maioritária nesta plateia, que faz sentir ao parlamento que vê nas questões de ciência uma questão muito importante para o país»

Publicado por Sílvio Mendes