Tag Archives: Charles Darwin

Nova espécie de peixe de caverna cego

Uma das evidências de evolução invocadas por Charles Darwin na Origem das Espécies foi a presença de órgãos vestigiais. Como a designação indica, estes órgãos são meros vestígios de órgãos homólogos totalmente desenvolvidos. É o caso de esboços de membros posteriores nos embriões de golfinho (que não possuem barbatanas posteriores em adulto) ou olhos reduzidos e não-funcionais em várias espécies que habitam em cavernas escuras. A presença destes órgãos não é compreensível à luz de uma adaptação perfeita decorrente de criação individual de cada espécie. Porém, se tais espécies forem entendidas como descendentes de espécies com os órgãos desenvolvimentos (e.g., olhos funcionais) a sua presença pode ser entendida como resquício histórico, sua degeneração como libertando recursos ao longo do desenvolvimento para outros tecidos.

O Centro para Pesquisa de Conhecimento, Ciência e Cultura Indígena (CRIKSC) do estado de Kerala, no Sul da Índia, edita um revista chamada SAMAGRA (que significa ‘inteiro’ em Malaiala, língua falada no Kerala, e uma das 22 línguas oficiais da Índia, falada por 30 milhões de pessoas). Na sua última edição, K.K. Subash Babu descreve uma nova espécie de peixe-gato, Horaglanis abdulkalami,  encontrado num poço profundo em Kerala. O nome é uma homenagem a Abdul Kalam, 11º Presidente da Índia.

Esta é a terceira espécie encontrada do género Horaglanis. Todas têm olhos vestigiais e a cor vermelho-sangue devido à elevada vascularização da superfície do corpo, possível adaptação às baixas concentrações de oxigénio nas águas subterrâneas. Este tipo de respiração cutânea é observada noutras espécies de peixe subterrâneo como o Ugitoglanis da Somália, Phereatobius do Brazil, e Silurichthys do Bornéu.

Horaglanis abdulkalami

Horaglanis abdulkalami

K. K. Subash Babu. 2012. Horaglanis abdulkalami, a new hypogean blind catfish (Siluriformes: Clariidae) from Kerala, India.  SAMAGRA 8 :51-56.
[Este artigo faz parte de uma série dedicada à biodiversidade e descoberta de novas espécies.]
Publicado por André Levy
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Dia Darwin

Darwin em 1874, foto de Leonard Darwin

Assinala-se hoje o nascimento de Charles Robert Darwin (1809-1882). Um naturalista exímio – descreveu novas espécies actuais e fósseis, e previu a existência de um polinizador para uma orquídea com um nectário invulgarmente comprido –, um sistemata atencioso – 8 anos a compilar a taxonomia de referências dos Cirripedia (cracas) –, experimentalista paciente – 30 anos a estudar o desenvolvimento do solo e biótico em torno de uma pesada pedra circular – Darwin seria um biólogo no cânone da história apenas por estas razões. Embora não tenha sido o primeiro a propor a ideia de evolução biológica – foi precedido por Lamarck, Erasmus Darwin, Robert Chambers, entre outros –, Darwin foi o pensador que mais convincentemente expôs variados elementos a favor da evolução – paleontologia, biogeografia, anatomia comparada, órgãos vestigiais, etc – e, usando a analogia com a domesticação, avançou um mecanismo natural capaz de explicar as adaptações dos seres vivos: a selecção natural. O seu trabalho constitui a base da moderna Teoria de Evolução, uma área de activa investigação e crescente importância para diferentes áreas de actividade (e.g., saúde, economia, conservação), e fonte de inspiração para novas áreas de investigação fora da biologia (e.g., nas ciências da computação, na economia).

Sinal da importância e atractividade da vida e obra de Darwin, a exposição “A Evolução de Darwin”, organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, teve mais de 200 mil visitantes em Lisboa – a exposição da Gulbenkian com maior número de visitantes. Após a sua presença em Lisboa, esta exposição passou por várias cidades europeias, tendo regressado a Portugal, nas instalações da antiga casa da Sofia de Mello Breyner, no Porto. O plano original previa a constituição de um museu da ciência em Oeiras, mas disputas entre a FCG e a CM Oeiras estão infelizmente a por em dúvida esse futuro. [ver]
Em Portugal, a área de Biologia Evolutiva tem vindo a expandir-se, com um número crescente de investigadores e laboratórios a trabalhar na área, e um número significativo de publicações. Desde 2005, os biólogos evolutivos portugueses (trabalhando em Portugal e no estrangeiro) têm realizado encontros anuais, fomentando a formação de uma efectiva comunidade científica. Fruto deste processo, em Dezembro de 2011, fundou-se a Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva (APBE), que tem como missões:
a) promover o conhecimento e divulgação de conhecimentos na área da Biologia Evolutiva;
b) fomentar o intercâmbio nacional e internacional no domínio da investigação e ensino na Biologia Evolutiva;
c) colaborar com quaisquer entidades, oficiais ou privadas, nacionais, estrangeiras ou internacionais, no campo das suas competências técnicas e científicas.

Publicado por André Levy

Os Sons da Ciência (28): Com Dave Bartholomew os macacos dizem o que lhes vai na alma


Em 1859 Charles Darwin publicou a A origem das espécies ou On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life  (ou o melhor título para um comunicado de imprensa que jamais foi escrito).

A bordo do Beagle ele colocou em prática o método científico e, através da observação e experimentação, propôs a Teoria da Evolução para explicar a magnífica diversidade de formas de vida existentes na natureza.

A ideia de evolução foi, e continua a ser, muito discutida, o que é sempre bom, e ainda hoje não é universalmente aceite. Muitos contestam o pressuposto de que o Homem descende directamente dos macacos. Mesmo que esta ideia tenha nascido duma interpretação totalmente errónea do que está descrito na A Origem das espécies, é interessante que ninguém tenha perguntado aos macacos o que eles pensavam desta associação. Nesta música, Dave Bartholomew, o conceituado músico de Nova Orleães, especula sobre o que os macacos diriam se lhes fosse dada a oportunidade de expressar as suas opiniões.

«And three monkeys sat in a coconut tree
Discussing things as they are said to be
Said one to other now listen, you two
“There’s a certain rumour that just can’t be true
That man descended from our noble race
Why, the very idea is a big disgrace, yea”
No monkey ever deserted his wife
Starved her baby and ruined her life

Yea, the monkey speaks his mind

And you’ve never known a mother monk
To leave her babies with others to bunk
And passed them on from one to another
‘Til they scarcely knew which was their mother
Yea, the monkey speak his mind

And another thing you will never see
A monkey build a fence around a coconut tree
And let all the coconuts go to waste
Forbidding other monkeys to come and taste
Why, if I put a fence around this tree
Starvation would force you to steal from me

Yea, the monkey speaks his mind

Here’s another thing a monkey won’t do
Go out on a night and get all in a stew
Or use a gun or a club or a knife
And take another monkey’s life
Yes, man descended, the worthless bum
But, brothers, from us he did not come

Yea, the monkey speaks his mind

Yea, now the monkey speaks his mind»

Curiosidade 1: Há algum tempo atrás Ana Cristina Ferrão trouxe esta música para a sua S.O.S Radar.

Curiosidade 2: O programa EvoS – que pretende explicar a teoria evolutiva a estudantes de qualquer área do conhecimento e demonstrar a importância desta teoria em áreas do conhecimento além da Biologia- vai ser lançado no dia 14 de Maio de 2011, o próximo sábado, e enquadra-se nas comemorações do Centenário da Universidade de Lisboa e da Faculdade Ciências de Lisboa.

Curiosidade 3: A exposição “A evolução de Darwin” está patente na Casa Andresen, no Jardim botânico do Porto, até 17 de Julho

Publicado por Sílvia Castro

Arte e Ciência com Darwin: ‘Exuberâncias da Caixa Preta’ no Porto até Março

É Darwin sob todos os prismas: pintura, desenho, escultura, peças de anatomia e taxidermia, uma peça anatómica de um cérebro humano e até mesmo a primeira edição de um livro seu.

A exposição de arte e ciência chama-se “Exuberâncias da Caixa Preta” (a propósito do livro “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”, de Charles Darwin) e apresenta, em 270 metros quadrados, «uma visão mais contemporânea da obra de Darwin». Fica no Museu Soares dos Reis, Porto, até 21 de Março de 2010.


Publicado por Sílvio Mendes

150 anos da «Origem das Espécies»

Faz hoje 150 anos que saiu nas livrarias Inglesas a primeira edição «Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural, ou a Preservação das Faças Favorecidas na Luta pela Vida» (no original: «On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life»), de Charles Darwin. As 1250 cópias da 1ª edição (apenas 1170 nas livrarias) esgotaram rapidamente e uma segunda edição de 3 mil exemplares foi impressa em Janeiro de 1860.

Embora escrito para o público não especializado (não se pode dizer  que tenha sido para o público, já que a maioria da população inglesa na época mal sabia ler), talvez nenhum livro científico anterior tenha tido tanto e tão imediato impacto na sociedade. Os comentários terão propagado também por pessoas que não terão lido o livro, levando a várias distorções. Mas o peso dos argumentos a favor da evolução expostos neste volume terão feito da ideia de evolução um tema de discussão incontornável.

Curiosamente, o mecanismo de selecção natural, proposto por Darwin como mecanismo natural capaz de explicar a origem das adaptações das espécies, não foi objecto de tão grande discussão, nem bem recebido inclusivamente por defensores de Darwin. O seu mais feroz defensor público, Thomas Henry Huxley, alcunhado de “buldogue de Darwin”, não perfilhava do mecanismo de selecção natural.

Contudo, passados 150 anos não há dúvida que a Evolução das espécies é um facto e que um dos mecanismos responsável pela evolução, e o único capaz de dar uma explicação material e natural para a origem de adaptações biológicas, é a selecção natural.

É certo que Darwin só publicou a «Origem» após ter recebido uma carta de Alfred Russel Wallace, expondo a ideia de evolução por selecção natural. (Curiosamente, ambos tiveram, independentemente, como fonte de inspiração para o mecanismo de selecção natural a leitura da obra de Malthus sobre o crescimento demográfico humano). Mas ninguém pode negar, e o próprio Wallace o reconheceu, que Darwin não só teve precedência no desenvolvimento da ideia, como durante os largos anos em que andou a cozinhá-la acumulou uma variedade e grandeza de factos e argumentos muito superior ao de Wallace. Em 1858, cartas de Wallace e Darwin foram lidas conjuntamente numa sessão da Sociedade Linneana, sem grande impacto social. Foi com a publicação da «Origem» que verdadeiramente se fundou a Biologia Evolutiva como área integradora de toda a biologia. Esta noção é muitas vezes encapsulada na citação de um artigo, de 1973) de um evolucionista do século XX, Theodosius Dobzhansky: “nada faz sentido em biologia excepto à luz da evolução”. Mas é extraordinário que, já em 1949, numa carta escrita da prisão para a sua família, enquanto estava na solitária, e após ter lido a «Origem», Álvaro Cunhal tenha usado a mesma metáfora, escrevendo só é possível o estudo da biologia iluminado pela ideia de evolução”.

Publicado por André Levy

Fronteiras do Humano

Fronteiras do Humano

No dia 22 de Maio, das 10:30 às 18h, no Auditório Armando de Castro (Auditório 1) do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), na Rua Jardim do Tabaco, 34, em Lisboa, irá decorrer um simpósio cujo objectivo deriva da seguinte problemática: o ser humano é simultaneamente uma espécie biológica, fruto de processos evolutivos como as demais espécies, mas também um animal social, em que a cultura e a linguagem têm um papel de grande relevância. Do ponto de vista disciplinar, o ser humano, a sua cultura e sociedade, têm sido objecto de estudo de várias áreas do saber, com diferentes tradições, metodologias e problemáticas, incluindo a biologia, antropologia, psicologia, sociologia e história.

O simpósio irá reunir investigadores de diferentes áreas que estudem a nossa espécie, e discutir os limites e o nível de complementaridade entre cada perspectiva disciplinar, as fronteiras, barreiras e articulações entre as várias disciplinas. (ver programa e sumários das palestras.)

O simpósio está integrado nas comemorações do ISPA do 200º aniversário do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos desde a publicação da sua obra «Sobre a Origem das Espécies».

Organizado pela Unidade de Investigação em Eco-Etologia e Centro de Biociências do ISPA, com colaboração do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa.

A entrada é gratuita, mas pede-se que os interessados se pre-inscrevam, enviando um correio electrónico para: centro.biociencias@ispa.pt

 

Publicado por André Levy

127 anos da morte de Darwin

Enterro de Darwin
Tendemos a fazer celebrações quando as efemérides calham em números “redondos”, como 10, 20, 25, 50, 100, 150 anos. (Num aparte, seria interessante entender por que estes números são mais “redondos” do que 69 que, conotações sexuais à parte, me parece muito “redondo”.) Assim, e como é sabido pelos leitores deste blog, este ano comemora-se os bicentenário do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos da publicação da «Origem das Espécies». No passado dia 19 de Abril, passaram 127 anos desde a morte de Darwin, em 1882. Não será número redondo, mas estando nós este ano a celebrar a vida e obra de Darwin, parece-me apropriado assinalar a data. Recordo que depois de toda a controvérsia em torno das suas ideias, Darwin foi enterrado numa cerimónia de Estado em Westminister Abbey, perto de Issac Newton, sendo apenas uma das cinco pessoas não membros da família real a receber tal honra no século XIX. Reproduzo abaixo o obituário de Darwin escrito por Thomas Henry Huxley, seu amigo, admirador e defensor público (o “bulldogue” de Darwin”), mas também o seu crítico no seio da ciência (e.g., Huxley atribuía pouca importância ao mecanismo de selecção natural). O texto foi originalmente publicado na revista Nature, 27 de Abril de 1882.

Muitos poucos, mesmo entre aqueles que tiveram o maior interesse no progresso da revolução do conhecimento natural lançado pela publicação da «Origem das Espécies»; e que têm assistido, não sem admiração, a mudança rápida e completa que ocorreu tanto dentro como fora das fronteiras do mundo científico na atitude das mentes humanas perante as doutrinas expostas nessa grande obra, poderiam estar preparados para a extraordinária manifestação de respeito e afecto para o homem, e de profunda reverência pelo filósofo, que se seguiu ao anúncio, na passada quinta feira, da morte do Sr. Darwin.
Não apenas nestas ilhas, onde tantos sentiram o fascínio do contacto pessoal com um intelecto que não tinha superior, e com um carácter que era ainda mais nobre que o seu intelecto; mas, em todas as partes do mundo civilizado, parece que todos cujo trabalho é tomar o pulso das nações e saber quais os interesses das massas da humanidade, estavam bem cientes que milhares do seus leitores pensariam o mundo mais pobre após a morte de Darwin, e pensariam com ávido interesse sobre cada incidente da sua história. Na França, na Alemanha, na Austro-Hungria, na Itália, nos Estados Unidos, escritores de todo o espectro de opinião, por uma vez unânimes, prestaram de bom grado o seu tributo ao valor no nosso grande conterrâneo, ignorado em vida pelos representantes oficiais do reino, mas enterrado em morte entre os seus pares em Westminister Abbery por vontade da inteligência da nação. Não nos cabe a nós aludir aos sagrados lamentos da casa em luto em Down; mas não é nenhum segredo que, fora do grupo doméstico, existem muitos para os quais a morte do Sr. Darwin é uma perda inteiramente irreparável. Isto não apenas devido à sua natureza admiravelmente genial, simples e generosa; a sua conversa alegre e animada, e a infinita variedade e precisão da sua informação; mas porque quanto mais conhecíamos dele, mais ele aparentava incorporar o ideal do homem de ciência. Incisivos eram os seus poderes de raciocínio, vasto era o seu conhecimento, maravilhoso era a sua tenacidade imparável, sob dificuldades físicas que haveriam convertido nove em cada dez homens em inválidos desnorteados; não era estas qualidades, por grandes que fossem, que mais impressionavam aqueles que eram admitidos na sua intimidade com veneração involuntária, mas uma certa intensa e apaixonada honestidade que irradiava de todos os seus pensamentos e acções, como que através de um fogo central.
Era este mais raro e grandioso dom que mantinha a sua imaginação e grande poder especulativo dentro dos devidos limites; que o compelia a desenvolver trabalhos prodigiosos de investigação original e leitura, sobre os quais se baseiam os seus trabalhos publicados, que o fazia aceitar críticas e sugestões de qualquer um, não apenas sem impaciência, mas com expressões de gratidão e por vezes quais cómicas na sua excessiva valorização; o que o leva a impedir que nem ele nem outros fossem enganados por frases e não poupando tempo nem esforço por forma a obter ideias claras e distintas sobre cada tópico sobre o qual se ocupava.
Não era possível falar com Darwin sem ser lembrado de Sócrates. Havia o mesmo desejo de encontrar alguém mais sábio que ele próprio; a mesma crença na soberania da razão; o mesmo humor; o mesmo interesse simpático em todos os modos e trabalhos do homem. Mas em vez de voltar as costas aos problemas da natureza desesperadamente insolúveis, o nosso moderno filósofo dedicou a sua vida inteira a atacá-los com o espírito de Heraclíto e de Demócrito, com resultados que são a substância do qual as suas especulações eram as sombras antecipatórias.
O devido apreço ou até enumeração destes resultados não é praticável nem desejável neste momento. Há um momento para tudo – um tempo para glorificar as crescentes conquistas sobre o reino da natureza, e um tempo de luto pelos heróis que nos têm conduzido à vitória. Ninguém lutou melhor, e ninguém foi mais afortunado que Charles Darwin. Ele encontrou a grade verdade, espezinhado, vilificado por intolerantes, e ridicularizado por todo o mundo; ele viveu o suficiente para vê-la, sobretudo pelos seus esforços, irrefutavelmente estabelecida na ciência, inseparavelmente incorporada nos entre os pensamentos comuns do homem, e apenas odiado e atemorizado por aqueles que o vilificariam, mas não se atrevem. Que mais pode um homem desejar do que isto?
Mais uma vez a imagem de Sócrates emerge, e a nobre peroração da “Apologia” soa nos nossos ouvidos como se fosse a despedida de Charles Darwin :—
“A hora da nossa despedida chegou, e temos de ir em caminhos separados — eu para morrer e vocês para viver. Qual o melhor, apenas Deus sabe.”
T. H. HUXLEY

Publicado por André Levy