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Con(s)Ciência: Os Biocas ensinam e divulgam as biociências

Hoje levamos a Con(s)Ciência a um laboratório que pretende divulgar as  Biociências no Parque de Biotecnologia, BIOCANT. Ali, encontramos o Centro de Ciência Júnior, onde os jovens podem descobrir mais da ciência experimental. Na quarta-feira exploravam reacções de polimerização, mas são muitas mais as actividades gratuitas a experimentar!


O BIOCANT Park é o primeiro parque de Biotecnologia de Portugal. O Centro de Ciência Júnior (CCJ) é o espaço de educação e divulgação científica do BIOCANT, Cantanhede, situado entre Coimbra e Aveiro. Não integra a rede nacional dos Centros Ciência Viva, mas dá uma resposta musculada a necessidades educativas. E também oferece uma nova perspectiva laboral aos alunos, do primeiro ao décimo segundo ano. “E aproveitam a visita para tirar algumas dúvidas quanto às áreas das biociências”, esclarece-nos Margarida Vieira, representante do CCJ em entrevista ao Blog.

Entrevista a Margarida Vieira do CCJ no passado dia 03 de Novembro (09:30)

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O CCJ já funciona há três anos e espera crescer em número de visitantes. As actividades são grátis, apenas é necessária a inscrição. Os Biocas começaram por abranger as escolas dos distritos de Coimbra e Aveiro. Mas, neste momento, já chegaram mais longe. Chegam a 8 distritos do país, desde o Porto a Santarém. Na passada quarta-feira com “Gelatina e Companhia”, a turma em visita começou a ver “as gomas, gelatinas, luvas, os materiais feitos por polímeros de uma outra forma”, assegura-nos Margarida. Para além desta, cerca de 20 actividades experimentais diferentes estão disponíveis e um sítio na internet actualizado e com conteúdos pedagógicos. Um pequeno laboratório que “é diferente, é divertido” e que está aqui para explorar.

Publicado por João Cão

Biotecnologia para muita, muita, mesmo muita gente

A Biotecnologia não é bicho papão.

São pessoas.

É instrumento de mercado.

É revolução?

Quando se fala na tecnologia que mexe com os genes, a resposta mais comum é o receio. A tecnologia de recombinação do ácido desoxirribonucleíco (vulgo DNA) já é mais aceite socialmente. A batata geneticamente modificada foi aprovada na Comunidade Europeia. Os genes já estão na boca deste lado do Mundo. Sociedade que trabalha e consome biotecnologia aumenta, temos mais cientistas em número e em percentagem e mais bio-indústria. Será que já se cumpre a Revolução Genética anunciada pela revista Time no virar do Milénio?

A Sociedade civil começou a descobrir o que são os organismos geneticamente modificados (OGM’s) já a par da sua produção para bens e serviços. Depois de uma fase de cepticismo geral, pode-se dizer que há uma maior aceitação de mercado em Portugal. Mas é este um consumo consciente? Quantos de nós consultamos o rótulo dos nossos produtos?

Ao nível europeu, dados do Eurobarómetro da União Europeia indicavam um aumento da confiança nos transgénicos em 2006. Metade dos europeus acreditava que a biotecnologia iria aumentar a sua qualidade de vida, dizia o estudo. Em sociedades com ritmos de consumo enormes, como na Europa e EUA e aumentos demográficos exponenciais na Ásia e África, como vamos produzir alimentos para todos?

Afinal, do que se fala aqui é de sustentabilidade. Uma sustentabilidade que consiga suster a nossa humanidade em crescimento exponencial. Neste equilíbrio entre Sociedade, Ambiente e Ciência, desenham-se dois pólos. De um lado, o desenvolvimento humano baseado no sistema económico e tecnológico. De um outro, o desenvolvimento humano baseado na conservação de recursos e na transformação dos hábitos de consumo.

E o que diz a ciência? A ciência é uma voz plural. Toda e qualquer prática de mediação ciência, como qualquer mediação cultural deve sempre ter presente a diversidade. David Edwards, da Biotechnology Industry Association, dizia “Se o consegue imaginar, os cientistas podem tentar fazê-lo.” Isto quando a americana Food and Drugs Administration começava um encontro de dois dias a 20 de Setembro para saber se aprovava ou não a comercialização de salmão geneticamente modificado. Será que este salmão é seguro? Serão todos os alimentos de OGM’s seguros?

A Organização Mundial de Saúde diz-nos que “alimentos geneticamente alterados e a sua segurança devem ser considerados individualmente e que não é possível fazer declarações gerais em relação à segurança de todos os alimentos geneticamente modificados”. Contudo, todos os alimentos actualmente no mercado passam por avaliações de risco e não contribuem com “nenhum risco à saúde humana”.

Mas quando se fala de Biotecnologia, temos sempre que considerar a indústria que a produz. As sementes de OGM’s são patentes de grandes multinacionais. A pressão e competividade de mercado dá uma vantagem clara sobre variedades tradicionais de sementes. Comunidades sociais espalhadas pelo Mundo exploram os benefícios da agricultura tradicional. Quem usa a “ecologia dos pobres” que levou o Nuno e tantos outros a Copenhaga ao Klima Forum é disso exemplo como mostrámos aqui no blog.

A inovação social quer ser uma prioridade maior dos Fundos de Apoio Social Europeu da Comunidade Europeia. Para conseguir concretizar as aspirações de inovar é preciso compreender e construir colectivamente em sinergia.

No fim, parece tudo uma questão de escala. Mergulhar na complexidade incrível de um ser vivo para melhor nos percebermos e produzirmos produtos para milhões de pessoas. Eu, por mim e comigo, fascinado com a dimensão do Mundo, vou até à aldeia. E tu?

Publicado por João Cão

ITQB abre as portas da (bio)diversidade a 27 de Fevereiro


O Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa (ITQB), em Oeiras, abre as portas dos seus laboratórios no dia 27 de Fevereiro. O Dia Aberto do ITQB convida todos os visitantes a «saborear um dia cheio de ciência», num evento que também celebra o Ano Internacional da Biodiversidade.

Exposições, demonstrações, visitas aos laboratórios, experiências para todos, e muitas oportunidades de conversa com investigadores fazem parte do menu proposto para esse dia, que também pretende mostrar a «diversidade que torna o ITQB num instituto tão especial»…

…«Nos temas a que se dedica:
química, biologia, bioquímica, genética, biotecnologia

Nos métodos que usa
experiências in vivo, in vitro, in silico

Nos organismos que estuda
archaea, bactérias, fungos, plantas e animais

E até nos investigadores
altos e baixos, novos e velhos, portugueses e estrangeiros,
químicos, físicos, bioquímicos, biólogos, agrónomos, farmacêuticos e engenheiros»

Confira o programa completo do Dia Aberto do ITQB.

Publicado por Sílvio Mendes