Esta semana a Con(s)Ciência leva-nos até Gondomar. Ali, a partir da Escola Secundária de Gondomar nasceu o Geoclube. Dedicados à Ciência, Natureza e Aventura, os alunos finalistas deram continuidade ao trabalho iniciado pelos professores no ano de 1999.
O clube nasceu na Escola a partir da iniciativa enérgica de três professores. No último fim-de-semana, aquele Geoclube celebrou 11 anos e é autónomo da Escola Secundária. Carlos Ferreira é um dos fundadores da Associação e explica-nos como evoluiu. Ela promove actividades regulares, como a Caminhada de Manteigas a Penhas douradas, o acampamento de final de ano, o magusto e desfolhada do milho, em parcerias. Mas também, entre outras iniciativas, trabalha com o Programa Juventude em Acção da UE, com Intercâmbios e formações internacionais. Acções que podem ser descobertas no sítio da associação.
E qual é a próxima actividade de assinalar do Geoclube? A Feira de minerais e fósseis. “Uma tradição que já se começa a implementar em Gondomar”, diz-nos Carlos. Entre os dias 10 e 12 de Fevereiro no hall de entrada da Biblioteca Municipal de Gondomar. É um bom pretexto para visitar a cidade. Mesmo no fim-de-semana antes do dia dos namorados. Mesmo ao lado, vai estar o Salão Erótico do Porto. Mas com certeza que há tempo para vir namorar e conquistar tesouros da geologia.
Entrevista exclusiva a Carlos Ferreira do Geoclube (09:59)
A Associação Juvenil de Ciência (AJC) é a única associação científica em Portugal dirigida e constituída por jovens. Neste momento com mais de 1600 membros espalhados pelo País. Juntos nesta rede cooperativa, investem na divulgação científica e em projectos de investigação e desenvolvimento. Formalizada em 1987, a AJC desenvolve feiras de ciência, debates, fins-de-semana científicos, palestras e encontros que envolvem os “jovens da ciência” e as localidades anfitriãs. Para uma geração com um ensino científico pobre de base, a AJC parece um bom sítio para ganhar con(s)ciência…
A principal actividade desenvolvida pela Associação Juvenil de Ciência (AJC) é o Encontro Juvenil de Ciência (EJC). Funciona como um congresso científico para jovens dos 15 aos 23 anos. Quem participa, vem partilhar o seu conhecimento, apresentando um trabalho de investigação. “Que poderá ser teórico”, acrescenta Francisco Ruivo, membro da Direcção eleito em Outubro passado. Durante 11 dias, na primeira quinzena de Setembro, o EJC é também uma oportunidade de explorar os arredores. O próximo encontro vai ser em Braga. Os cerca de 60 jovens poderão contar com visitas, actividades desportivas e convívio científico com palestras, debates e grupos de trabalho.
Com as mãos na ciência desde 1987, ano em que foi formalizada, a AJC já tem uma tradição na organização de eventos de e para jovens. O Encontro de Jovens Investigadores (EJI) existiu durante 15 anos como uma boa oportunidade para divulgar e comunicar projectos de ciência nas escolas durante alguns dias das férias da Páscoa. O último ocorreu em Santa Comba Dão. Paula Figueira, que fez parte da organização deste encontro, descreve-nos um impacto “bastante positivo”.
O dinamismo desta associação de jovens parte dos grupos regionais espalhados por Portugal. Vários grupos dinamizam actividades em campos diversos. Destacam-se o Grupo de Imagem e Fotografia, o Grupo de Estudo de Recursos Ambientais e o Grupo de Técnicas Aeroespaciais. Este último grupo visita escolas e ajuda na construção de microfoguetes, uma espécie de miniatura dos rockets que partem para o Espaco. “Uma introdução teórica é adaptada ao público alvo”, garante Francisco Ruivo.
Os resultados da recente reunião anual da AJC promete também envolver-nos em novas actividades. “Várias feiras de ciência vão representar a AJC pelo País”, descortina Francisco, o jovem tesoureiro. O apoio destas actividades passa pelo Programa de Apoio Juvenil (PAJ), Instituto Gulbenkian, autarquias locais e outros apoios pontuais.
Os melhores projectos de investigação juvenil tambem têm viajado além fronteiras com a AJC. A feira de ciência I-SWEEEP 2008 em Houston premiou o trabalho “Micropropagation of an endangered plant species” dos jovens Catarina Almeida, Nicole Rodrigues e Pedro Loução da Escola Secundária de Odemira com a medalha de prata. São bons resultados e uma boa representação da ciência dos jovens de Portugal.
Qual a imagem que a sociedade tem dos jovens? Uma falta de interesse crescente pelas ciências básicas, a matemática “à rasca”… “No meu tempo é que era…” diria o velho senhor. Francisco concorda. Hoje em dia “o nível de exigência é tão baixo”, a “carência por parte dos programas é enorme!” Ao transitar para o Ensino Superior, o aluno “embate-se com outra realidade”. E o que falta ao estudante do Secundário? Francisco sublinha as necessidades de método e de pensamento crítico, que podem ter resposta nas actividades da AJC. Quem participa, enriquece e diverte-se, ganha novos contactos e uma consciência renovada.
Colaboradores activos
André Levy
David Marçal
João Cão
João L. Monteiro
Pedro Falcão
Pedro Lino
Sara Amaral
Sílvia Castro
Sílvio Mendes
Outros colaboradores
Ana Confraria
Andreia Reis
Beatriz Lloret
Paulo Bettencourt
Ricardo Ramiro
Vasco Matos Trigo