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Quem é quem no “Workshop Ciência, Política e os Media” – Sessão 3

O que se pretende com a comunicação de ciência

– Divulgação, diálogo e/ou lobby?

Sessão 3 – 14h00 (15 de Abril, Fundação Calouste Gulbenkian)

Biografias dos participantes:

Ana Noronha | Ciência Viva

É directora da Agência Ciência Viva, onde são desenvolvidas iniciativas de promoção da cultura científica e tecnológica. Terminou o curso de Física em 1980 na Universidade de Lisboa e fez o doutoramento no Instituto Superior Técnico, também em Física, na área dos Sistemas Não-lineares. Foi professora auxiliar no Departamento de Física do Instituto Superior Técnico e integra a equipa da Ciência Viva desde 1997, pertencendo à direcção desde 1999. Como elemento da Ciência Viva, pertence ao Advisory Committee on Education da Agência Espacial Europeia (ESA).

Ligações: Ciência Viva | Agência Espacial Europeia


José Xavier | Instituto do Mar da Universidade de Coimbra – British Antarctic Survey

Doutorado em Zoologia pela Universidade de Cambridge, Reino Unido, é representante de Portugal em três programas científicos internacionais e investigador principal no projecto nacional POLAR. Foi co-organizador do programa educacional LATITUDE60!, sobre as regiões polares, e tem estado activamente envolvido com os media para promover ciência junto do público em geral. Estuda o comportamento de pinguins e albatrozes em relação às alterações climáticas e é o cientista português que realizou a mais longa expedição científica de Portugal na Antárctica.

Ligações: Blogue Ciência Polar | Portal Polar | Instituto do Mar da Universidade de Coimbra

Marta Agostinho | Instituto de Medicina Molecular

É directora da Unidade de Comunicação do IMM, onde coordena projectos na área de Ciência e Sociedade, assuntos relacionados com a comunicação do Instituto, eventos com o público e a interacção com os media. É licenciada em Bioquímica, doutorou-se em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e fez investigação na área da expressão génica. É pós-graduada em “Ciência e Sociedade” pela The Open University e foi recentemente eleita para integrar o Comité de “Ciência e Sociedade” da Federação Europeia das Sociedades de Bioquímica – FEBS.

Ligações: IMM| Federação Europeia das Sociedade de Bioquímica


Paulo Gama Mota | Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

É director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, inaugurado em 2006 e instalado no Laboratório Chimico. Foi responsável por vários projectos da Ciência Viva junto das escolas, director do Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva entre 2002 e 2007, e coordenou a realização de várias exposições de divulgação e comunicação de ciência. É licenciado em Biologia pela Universidade de Coimbra e doutorou-se em Biologia, com especialidade em Ecologia Animal.

Ligações: Museu da Ciência da Universidade de Coimbra | Entrevista à Ciência Viva TV | Blogue De Rerum Natura

Joana Barros | Associação Viver a Ciência

Coordena a Associação Viver a Ciência desde 2008. Estudou Genética Molecular no Kings College London e fez o doutoramento no Institute of Cancer Research. No âmbito do seu trabalho de pós-doutoramento na VAC realizou várias iniciativas com o objectivo de promover a carreira de investigador e de levar a ciência ao grande público. Nomeadamente, produziu o caderno “Profissão: Cientista – retratos de uma geração em trânsito” e o livro “Vidas a Descobrir – Mulheres cientistas do mundo lusófono”, que originou recentemente uma exposição de fotografia homónima.

Ligações: Associação Viver a Ciência | Livro “Vidas a Descobrir – Mulheres Cientistas do mundo lusófono” | Caderno “Profissão: Cientista – retratos de uma geração em trânsito”

Painel:
Ana Noronha, Ciência Viva
José Xavier, Instituto do Mar da Universidade de Coimbra; British Antartic Survey
Marta Agostinho, Instituto de Medicina Molecular
Paulo Gama Mota, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Moderador:
Joana Barros, Associação Viver a Ciência
Relator:
Sílvio Mendes, Comunicador de Ciência



Este texto integra o dossier especial criado para o Workshop Ciência, Política e os Media (15 de Abril de 2010, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa)

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«O compromisso com a ciência é uma política de longo prazo?»

painel12

Conferência Parlamentar Sobre Ciência: 1º PAINEL – A Ciencia em Portugal: Realidade e perspectivas

O primeiro painel da Conferência Parlamentar Sobre Ciência, que se realizou no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, no dia 3 de Março, reuniu João Santieiro (Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia), Lino Fernandes (Presidente da Agência de Inovação) e Ana Noronha (Directora Executiva do Ciência Viva).

Os dois primeiros oradores estiveram em quase plena sintonia, e as suas intervenções quase se podem resumir numa só ideia: o reforço do orçamento para a ciência tem sido grande nos últimos anos, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

João Santieiro defende que «pela primeira vez temos empresas privadas a financiarem de forma significativa a actividade científica». O motivo: «O investimento público teve um efeito de alavanca para o investimento privado».Mas o presidente da FCT deixou também algumas interrogações: «O compromisso com a ciência é uma política de longo prazo? É possível encontrar na sociedade portuguesa um consenso que permita essa estabilidade? Nós, na comunidade científica, sabemos que se assim não for é difícil continuar». «Temos que nos aliar, internacionalizar e fazer parte da comunidade internacional», apontou.

O presidente da Agência de Inovação, Lino Fernandes, pintou um cenário totalmente optimista: Portugal apresenta hoje uma massa crítica mais recente, mais actualizada e mais internacionalizada, e é já um produtor de tecnologia com capacidade de exportação. «Estamos ainda atrasados, é verdade, mas temos recuperado». Resultados práticos para um ano delicado? «É a primeira grande crise que a economia portuguesa atravessa em que não tem o atraso científico dos anos 30. Estamos melhor preparados para superar problemas complexos e a crise também pode significar uma oportunidade», defende.

Ana Noronha destacou a importância vital das acções de divulgação de ciência – «para haver desenvolvimento científico, é preciso que o público compreenda o mundo científico» – sobretudo no público mais jovem. «O futuro está nas mãos dos mais novos, espero que com cultura científica», concluiu.

A deputada independente Luísa Mesquita havia inaugurado o painel. Desta forma: «A comunidade científica é maioritária nesta plateia, que faz sentir ao parlamento que vê nas questões de ciência uma questão muito importante para o país»

Publicado por Sílvio Mendes