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Quem é quem no “Workshop Ciência, Política e os Media” – Sessão 2

Ciência, Política e Media

– De que precisam os decisores políticos dos cientistas?- Como os decisores políticos influenciam a actividade científica?- Qual o estado das relações directas entre a comunidade científica e os órgãos de decisão?
– Qual o papel da comunicação social na política e na promoção da ciência?

Sessão 2 – 11h00 (15 de Abril, Fundação Calouste Gulbenkian)

Biografias dos participantes:

António Granado | Jornalista

É professor de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e foi, até há pouco tempo, editor da versão online do jornal Público. Fez o mestrado em Jornalismo de Ciência na Universidade de Boston, EUA e posteriormente o doutoramento na Universidade de Leeds, Reino Unido. Como jornalista escreve frequentemente sobre temas de ciência e ambiente. Mantém o blog Ponto Media onde aborda a importância dos novos meios de comunicação.

Ligações: ClaimID | Blogue Ponto Media | Twitter

João Ferrão | Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

Geógrafo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde dá aulas de Políticas Urbanas. Fez o doutoramento em Geografia Humana, foi Secretário de Estado do Ordenamento do Território em 2005 e tem coordenado vários estudos ligados ao planeamento do território. É membro do Conselho Directivo do ICS desde 2001.

Ligações: Instituto de Ciência Sociais | Biografia (Fórum Novas Fronteiras)

João Sentieiro | Fundação para a Ciência e Tecnologia

Presidente do Conselho Directivo da Fundação para a Ciência e a Tecnologia desde 2006. Licenciou-se em Engenharia Electrotécnica pelo Instituto Superior Técnico e doutorou-se em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Londres (Imperial College). É Professor Catedrático do IST e Director do Laboratório Associado Instituto de Sistemas e Robótica – ISR. Foi Secretário do Conselho dos Laboratórios Associados desde a sua criação até Dezembro de 2005 e é membro do conselho superior de Ciência Tecnologia e Inovação e do Conselho Económico e Social.

Ligações: Fundação para a Ciência e Tecnologia | Instituto de Sistemas e Robótica – ISR

Luiz Fagundes Duarte | Presidente da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência

É deputado da Assembleia da República, onde participou em várias comissões parlamentares. É actualmente o Presidente da Comissão de Educação e Ciência, que acompanha as políticas de Ciência, onde se incluem assuntos relacionados com a investigação científica, o desenvolvimento tecnológico e a inovação. Foi professor universitário de Crítica Textual, é doutorado em Linguística Portuguesa e autor de vários livros sobre filologia e ficção, foi também Director da Cultura do Governo Regional dos Açores.

Ligações: Biografia no site da Assembleia da República | Centro de Linguística da Universidade de Lisboa | Comissão Parlamentar de Educação e Ciência

Tiago Outeiro | Instituto de Medicina Molecular

É director da Unidade de Investigação de Neurociência Celular e Molecular no Instituto de Medicina Molecular, onde investiga os mecanismos moleculares que estão na origem da neurodegeneração de doenças como a Doença de Parkinson. Licenciado em Bioquímica, fez o doutoramento no Massachusetts Institute of Technology, o pós-doutoramento na Harvard Medical School e trabalhou como consultor na empresa de biotecnologia FoldRx Pharmaceuticals. É sub-director do jornal Ciência Hoje e recebeu vários prémios como o Prémio Talento de Ciência, atribuído pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros em 2006.

Ligações: Instituto de Medicina Molecular | Ciência Hoje

Alexandre Quintanilha | Universidade do Porto

Foi durante vários anos director do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto e é o responsável pelo Conselho de Laboratórios Associados do MCTES. Presença assídua nos media, tem direccionado esforços para a promoção da ciência na educação, participando em programas de televisão e rádio e proferindo palestras públicas sobre o tema. É licenciado em Física Teórica e fez o Doutoramento em Física do Estado Sólido na África do Sul. Foi docente na Universidade de Berkeley (California, EUA) onde permaneceu durante vários anos, até começar a dirigir o IBMC em 1991. Foi recentemente eleito para integrar o Comité de Investigação e Exploração da National Geographic.

Ligações: Instituto de Biologia Molecular e Celular | Conselho de Laboratórios Associados do MCTES

Painel:
António Granado, jornalista e professor de jornalismo
João Ferrão, Instituto de Ciências Sociais
João Sentieiro, Fundação para a Ciência e Tecnologia
Luiz Fagundes Duarte, Comissão Parlamentar de Educação e Ciência
Tiago Outeiro, Instituto de Medicina Molecular
Moderador:
Alexandre Quintanilha, Universidade do Porto
Relator:
Suely Costa, jornalista


Este texto integra o dossier especial criado para o Workshop Ciência, Política e os Media (15 de Abril de 2010, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa)

«Todas estas alterações muito rápidas criam instabilidades»

painel3

Conferência Parlamentar Sobre Ciência: 3º PAINEL – A Ciência em Portugal: A rede pública de Unidades de Investigação

O terceiro painel da Conferência Parlamentar Sobre Ciência reuniu Alexandre Quintanilha (Secretário do Conselho dos Laboratórios Associados), Jorge Braga de Macedo (Presidente do Instituto de Investigação Científica e Tropical) e Carlos Penha Gonçalves (Chefe do Laboratório de Defesa Biológica do Exército).

«Portugal pode servir de muitas maneiras como um exemplo de sucesso extraordinário, mas todas estas alterações muito rápidas criam instabilidades. Aumentam de forma crítica e dramática as fragilidades do sistema criado». Alexandre Quintanilha mostrou-se preocupado com o cenário actual de financiamento da ciência em Portugal. «A irregularidade dos mecanismos de financiamento das investigações impede-as de fazer planos para mais de três anos, porque não sabem quando os novos concursos vão abrir. Abrimos lugares, prometemos que podem ir até cinco anos, e depois não sabemos se o podemos cumprir ou não», aprofunda.

O presidente do IICT, Jorge Braga de Macedo, defendeu a criação de um fórum dos representantes dos laboratórios de Estado, à imagem do que acontece com os Laboratórios Associados. «Agora com os consórcios é uma ocasião única para fazer esse fórum. É um ideia que está à espera de padrinho e/ou madrinha. Deixo-a aqui», desafiou.

Carlos Gonçalves, em representação do Laboratório de Defesa Biológica do Exército, expôs as dificuldades de quem começa do nada. O objectivo do laboratório passa por criar respostas baseadas em evidências científicas para cenário de terrorismo de armas não convencionais, acidentes e catástrofes nacionais. «Sabemos o que queremos, precisamos é de alguém que o queira fazer connosco», declarou. Deixou ainda uma sugestão: Por que não ser criada uma linha de financiamento para que, sem situações como a sua, se possa encomendar uma investigação a outra instituição?

Publicado por Sílvio Mendes

Conferência Parlamentar sobre Ciência: A burocracia

publico

Se há tema que tenha gerado consenso durante a Conferência Parlamentar sobre Ciência, no dia 3 de Março, foi o ódio declarado à burocracia.

João Santieiro, presidente da FCT, considera que a burocracia tem sido o grande entrave do progresso da ciência em Portugal, realçando a dificuldade que os cientistas têm em usar o financiamento para os fins para que esse foi atribuído. Alexandre Quintanilha, Secretário do Conselho dos Laboratórios Associados, chegou mesmo a concretizar um pedido: «ajudem-nos a diminuir a burocracia. Nós damos todas as explicações de como o dinheiro é gasto, mas por favor reduzam o papel necessário para o obter». «Todo o processo de financiamento da ciência não pode ser tratado como o financiamento de obras públicas. É um perfeito purgatório: os laboratórios enfrentam diariamente regras que o conhecimento não devia ser obrigado enfrentar», concluiu.

Da plateia choveram ainda expressões como «delírio burocrático» e «falta de razoabilidade» e até os deputados presentes se demonstraram desagrados com a situação. Mas, afinal, se toda a gente está de acordo, a quem atribuímos as responsabilidades?

Publicado por Sílvio Mendes