Category Archives: Políticas de Ciência

Ciência em Portugal (sem humor)

ImageRecentemente foram revelados os números que traduzem uma quebra acentuada na atribuição das bolsas de doutoramento no nosso país. Desconfio que, por outro lado, o número de vagas para as jotas do PSD aumentou.
E não é de admirar. Quem é que, nos dias que correm, quer tirar um doutoramento, se pode ter um tacho na autarquia onde o primo-afastado-mas-que-ainda-assim-é-da-família trabalha?

Abaixo a ciência, não precisamos dela. Fechem todos os laboratórios, são supérfluos. Acabem com as universidades, só dão prejuízo. Aplicações e patentes? São inúteis. Eu tenho algumas ideias que penso serem melhores. Ei-las:

– Criar a BV (Bolsa de Vereador), com duração de 4 anos, podendo ser renovável por mais 4. O valor da bolsa corresponde a 1950€ + vales de refeição, que são 6 por dia.

– Inaugurar a FABPN (Fundação Ajudem o Banco Português de Negócios), que se dedica à angariação de fundos para injectar na respectiva identidade bancária.

– Criar o FMIPPAJJ (Fundo Monetário Ilimitado Para as Políticas do Alberto João Jardim), com o objectivo de apoiar a dívida da Região Autónoma da Madeira, assim como o fogo-de-artifício utilizado no Réveillon.

Estas são apenas algumas sugestões. Penso que são políticas como estas que devem andar para a frente, e não questões desnecessárias como «De onde nascem as ideias, a investigação e o desenvolvimento?». Se por acaso surgir algum novo vírus que seja uma ameaça para a saúde humana, aplicamos-lhes um submarino e um estádio de futebol, que fica o problema resolvido.

Publicado por Pedro Lino

Coro de vozes em defesa da Comunicação de Ciência em Portugal

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Imagem de uma das sessões do Congresso de Comunicação de Ciência – ScicomPt 2013, que juntou centenas de pessoas, em Maio passado.

A recente notícia da extinção das bolsas em Promoção e Administração da Ciência e Tecnologia (PACT) deu origem a um coro de protestos que tem ganho força nos últimos dias. A multiplicação de vozes ganhou fôlego com a criação de um manifesto em defesa da comunicação de ciência que, em menos de uma semana, superou já as 500 assinaturas. A estas vozes juntaram-se as de personalidades da ciência e da comunicação de ciência como Carlos Fiolhais, Gonçalo Calado e David Marçal, que justificaram o seu descontentamento nas páginas da imprensa portuguesa.

As bolsas PACT têm, nos últimos anos, tido um papel fundamental nas actividades de comunicação de ciência (e angariação de fundos) que são desenvolvidas em Portugal. O manifesto reclama, por isso, “a manutenção da aposta na promoção da ciência, como pilar fundamental da política científica em Portugal”, uma vez que não foi apresentada qualquer medida alternativa após extinção da área.

Excerto do manifesto:
«No concurso aberto este ano para atribuição de bolsas individuais da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a entidade que em Portugal gere a maior parte dos fundos públicos para a ciência, foi eliminada a área científica denominada Promoção e Administração da Ciência e Tecnologia (PACT). Criada em 2005 esta área tem permitido que se faça investigação a nível de doutoramento ou pós-doutoramento em Comunicação de Ciência.
(…)
Em qualquer tipo de enquadramento económico a aposta na ciência é fundamental para um futuro melhor. Nesse contexto, a promoção da ciência assume-se como uma prioridade estratégica, que é fortemente abalada com o fim da área de Promoção e Administração da Ciência e Tecnologia.»

O que dizem também os signatários do manifesto.

Aqui deixamos também as ligações e alguns excertos dos artigos que têm vindo a ser publicados sobre o assunto:

David Marçal (Público, 14 de Agosto)Acabar com a promoção da ciência é dar um tiro no pé

« Esta área tem conhecido progressos extraordinários na última década, para os quais os bolseiros PACT têm contribuído de forma muito relevante. A extinção destas bolsas é um sério recuo e põe em causa a continuidade do desenvolvimento da comunicação de ciência em Portugal, que cada vez é mais valorizada pelas agências de financiamento internacionais e pelas instituições europeias. Isto porque os dias de fazer investigação científica sem explicar às pessoas o que se está a fazer com o dinheiro delas e a importância da ciência, estão contados.

Manter as bolsas PACT não implica um aumento de despesa, apenas uma maior diversidade de áreas em que são atribuídas as bolsas. Aliás, estas bolsas nunca foram muitas. Numa situação de grande contenção orçamental, acabar com a promoção da ciência e tecnologia é dar um tiro no pé. Para defender o investimento na ciência (sem a qual não há futuro que interesse) é preciso que os contribuintes compreendam a sua importância.»

Carlos Fiolhais (Público, 5 de Setembro)Em defesa da cultura científica

«A cultura científica entre nós já conheceu melhores dias. Um sintoma da falta de atenção da FCT a essa cultura é a recente extinção no seu seio, pela calada de Agosto, de duas áreas indispensáveis a compreensão pública da ciência: a Promoção e Administração da Ciência e Tecnologia, que cobre os vários aspectos da comunicação da ciência, e a História da Ciência e Tecnologia, que tem sido das áreas mais produtivas nas nossas ciências sociais.» «Na gestão da ciência, como aliás na gestão de qualquer coisa, não há apenas a questão da falta de dinheiro, há também e sobretudo a questão da falta de inteligência. A falta de cultura científica pode custar-nos não apenas a ciência, mas também o futuro.»

Gonçalo Calado (Público, 5 de Setembro)Não apoiar a comunicação em ciência faz parte de uma estratégia

«Fala-se de “cidadãos-cientistas” e da forma como se podem utilizar milhões de horas de voluntariado científico para a obtenção de dados relevantes – desafios novos para os cientistas profissionais e, em particular, para os comunicadores de ciência. Por cá tentamos dar um passo atrás, mas não vamos conseguir.»

Publicado por Sílvio Mendes

Workshop Ciências em Rede: Encontro multidisciplinar junta investigadores da UL

O Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa recebe, entre os dias 22 e 23 de Novembro, o Workshop Ciências em Rede, evento que pretende criar uma nova rede de interacção entre os investigadores de todas as áreas de investigação da Universidade de Lisboa (UL).
Artes e humanidades, ciências da saúde, ciências sociais, ciências e tecnologia e ciências jurídicas e económicas são algumas das áreas postas em contacto durante o Workshop.

A iniciativa, promovida pela organização do projecto Ciência na UL, destina-se essencialmente a investigadores contratados no âmbito do programa Ciência 2007 e 2008 pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), abrindo, no entanto, as portas a professores, investigadores, alunos e outros interessados da UL.

A sessão de abertura, a 22 de Novembro, contará com as presenças do Prof. João Sentieiro (Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia) e do Prof. Pedro Veiga (Presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional e Pró-Reitor da Universidade de Lisboa).

A entrada é livre mas a inscrição terá, obrigatoriamente, que ser efectuada até dia 15 de Novembro.

Nota: O workshop estava inicialmente previsto para os dias 22, 23 e 24 de Novembro, mas devido à greve geral que está marcada para este último, foi reduzido para dois dias. Para mais informações: Website Workshop Ciências em Rede | Contacto e-mail: ciencia.na.ul[at]reitoria.ul.pt

Avaria no barómetro ou os portugueses andam mesmo de costas viradas para a ciência e tecnologia?

São números que não surpreendem muito mas que nem por isso devem ser ignorados. A julgar pelos resultados do Euro barómetro sobre a atitude dos europeus relativamente à ciência e tecnologia, persiste a urgência e necessidade de Portugal reforçar a aposta na comunicação de ciência e na divulgação da cultura científica. Que nos dizem então os números? Isto (ontem publicado no Jornal Público)*:

– 35 por cento dos portugueses dizem não se interessar de todo por descobertas científicas e progresso tecnológico [o quarto valor mais elevado entre os 27, atrás da Roménia, Lituânia (ambas com 37 por cento) e Bulgária (36 por cento)]

– Apenas 14 por cento dos portugueses se dizem “muito interessados” nas novidades científicas e tecnológicas, o terceiro valor mais baixo da UE (atrás da Bulgária e da Lituânia), e muito aquém da média comunitária de 30 por cento.

– Os portugueses são também dos europeus que se consideram menos informados sobre as novidades relativamente à ciência e tecnologia, com somente 3 por cento a dizerem-se “muito informados” (o valor mais baixo entre os 27), 38 por cento “moderadamente informados” e 57 por cento “mal informados”, o terceiro valor mais elevado entre os 27 (atrás da Bulgária e da Roménia).

* Inquérito conduzido em Portugal pela TNS Euroteste, entre 30 de Janeiro e 16 de Fevereiro passado, junto de 1027 pessoas.

Publicado por Sílvio Mendes

“Por uma cultura científica” ou a actualidade de um texto do “tempo antes dos blogues”


Vale a pena passar pelo De Rerum Natura e ler um texto assinado por Carlos Fiolhais e Guilherme Valente, escrito no “tempo antes dos blogues” mas com uma actualidade espantosa. Aqui fica um aperitivo, mas recomenda-se dose completa.

«Podemos mudar a nossa cultura! Ela está de resto a mudar, com a abertura inevitável ao exterior, com a generalização do espírito científico, mas é uma mudança lenta demais por causa das resistências interiores que enfrenta. Precisamos, urgentemente, de uma nova cultura. Necessitamos de dar à mudança, baseada na cultura científica e iniciada na escola, todos os contributos, individuais e colectivos, que pudermos.

Será pouco? Pode ser muito. É tudo.»

Publicado por Sílvio Mendes

Workshop Ciência, Política e os Media: Como surgiu a ideia?

Uma vontade nascida em 2008 esteve na origem do conceito do Workshop Ciência, Política e os Media, que na próxima quinta-feira, dia 15 de Abril, se materializa na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Durante o European Science Open Fórum (ESOF) desse ano, em Barcelona, José Xavier (Instituto do Mar da Universidade de Coimbra) foi convidado pelo comité internacional para o Ano Polar Internacional para apresentar um palestra sobre o sucesso de Portugal na ciência polar. Esse fórum reuniu alguns dos mais activos cientistas europeus, membros do Parlamento Europeu, a comunidade jornalística e o público em geral, com o objectivo de exibir o que de melhor se fazia a nível científico no espaço europeu.

Durante o evento, ficou claro que estava na agenda europeia tentar compreender o que os investigadores, os políticos e os jornalistas andam a fazer e perceber como poderiam ser melhoradas as interacções entre eles.

Passada que estava a experiência, José Xavier encontraria em Cheila Almeida, Marta Agostinho e Inês Domingues (Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa) o entusiasmo e o apoio necessários para que a ideia do workshop pudesse transformar-se em realidade. Estavam reunidas as condições para que Portugal se juntasse à frente europeia na discussão desta temática tão importante.

José Xavier, optimista, abre-nos um bocadinho a cortina do que se passará na próxima quinta-feira: «A receptividade dos palestrantes, moderadores e relatores tem sido excelente… temos tudo para que seja um excelente dia!»

Organização do «Workshop Ciência, Política e os Media – Como traduzir conhecimento em decisões políticas»:

Cheila Almeida (Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa)
Inês Domingues
(Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa)
José Xavier (Instituto do Mar da Universidade de Coimbra)
Marta Agostinho (Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa)



Este texto integra o dossier especial criado para o Workshop Ciência, Política e os Media (15 de Abril de 2010, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa)

Publicado por Sílvio Mendes

The EMBO Meeting 2010 – advancing the life sciences: Barcelona recebe investigadores em Setembro

Este encontro junta anualmente dois mil cientistas que trabalham em ciências da vida. Este ano, o Embo Meeting apresenta três sessões plenárias dedicadas à biologia evolutiva moderna, à biologia molecular do desenvolvimento e a áreas em rápida expansão relacionadas com a biologia de sistemas, tais como genómica funcional, redes e biologia sintética.

Uma vasta selecção de temas será explorada em 21 workshops, onde áreas de investigação mais clássicas se cruzam com áreas que exploram novas fronteiras na biologia molecular.
Sessões de posters, palestras sobre “Ciência e Sociedade”  e “Mulheres na Ciência”, e actividades e workshops sobre a Progressão da Carreira alargam o programa científico da Embo Meeting 2010.

Inscrição antecipada & prazo de submissão de resumos: 15 de Maio
Data limite de inscrição: 15 de Agosto

Para obter mais informações, submeter resumos e inscrever-se, visite: www.the-embo-meeting.org

Publicado por Sílvio Mendes

Chumbada actualização extraordinária de bolsas de investigação científica

Os projectos de lei do PCP e do Bloco de Esquerda para a actualização extraordinária das bolsas de investigação foram rejeitados no Parlamento com os votos contra do PS e a abstenção do PSD e CDS.

Como a notícia não vai muito a fundo, aqui ficam as intervenções das diferentes bancadas parlamentares que ontem debateram estas questões na Assembleia da República.

PCP (ver texto no site oficial):


PEV

BE (ver texto no Esquerda.net):

PSD (ver texto no site do Grupo Parlamentar do PSD)

Nota: Não encontrei na rede nenhuma referência a intervenções nem documentos relativos às mesmas por parte das Bancadas Parlamentares do CDS (abstenção) e do PS (voto contra) sobre estas matérias. Caso alguém as encontre, agradecemos que as partilhem também por aqui.

Entretanto, e para terminar, fica uma sugestão de leitura ao texto “Tudo Água“, assinado por David Marçal, no blogue De Rerum Natura, onde também se encontram os links para os projectos de lei reprovados.

Publicado por Sílvio Mendes

Comissão de Educação e Ciência: quem olha pelas políticas de ciência no Parlamento


O trabalho desenvolvido no Parlamento português nas áreas da Educação, da Ciência, do Desporto e da Juventude passa pela pasta da Comissão de Educação e Ciência (CEC). Apresentamos aqui a página web da Comissão, que pretende aproximar eleitos e eleitores «na prossecução de maior transparência, necessária à dignificação do Parlamento», como escreve Luiz Fagundes Duarte, actual presidente da CEC, na mensagem de boas-vindas do website.

As competências da Comissão de Educação e Ciência passam pelo controlo político na áreas tuteladas pela Presidência do Conselho de Ministros e pelos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. No caso particular da Ciência, acompanham as políticas e a sua execução em matérias relacionadas com a investigação científica, com o desenvolvimento tecnológico e a inovação.

A CEC da XI Legislatura é presidida por Luiz Fagundes Duarte (PS), que marcará presença no Workshop Ciência, Política e os Media (a 15 de Abril), e tem como vice-presidentes os deputados José Ferreira Gomes (PSD) e Manuel Tiago (PCP). Na lista que constitui a 8ª CEC constam ainda nomes como José Manuel Rodrigues (CDS-PP), Ana Drago (BE) e Heloísa Apolónia (PEV). (ver lista completa)

No website da Comissão, destaca-se ainda um apelo para que os visistantes partilhem a sua opinião sobre «os mais diversos aspectos respeitantes às áreas de Comissão» e, sobretudo, façam chegar «o seu contributo sobre os documentos em análise, antes da sua aprovação».

Nota: A Comissão Parlamentar levou a cabo, a 3 de Março de 2009, durante o mandato da anterior legislatura, uma Conferência Parlamentar Sobre Ciência, evento que foi registado e reportado neste blogue. Recorde aqui o que foi dito durante (e na sequência d’) essa sessão.



Este texto integra o dossier especial criado para o Workshop Ciência, Política e os Media (15 de Abril de 2010, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa)

Publicado por Sílvio Mendes

Quem é quem no “Workshop Ciência, Política e os Media” – Sessão 3

O que se pretende com a comunicação de ciência

– Divulgação, diálogo e/ou lobby?

Sessão 3 – 14h00 (15 de Abril, Fundação Calouste Gulbenkian)

Biografias dos participantes:

Ana Noronha | Ciência Viva

É directora da Agência Ciência Viva, onde são desenvolvidas iniciativas de promoção da cultura científica e tecnológica. Terminou o curso de Física em 1980 na Universidade de Lisboa e fez o doutoramento no Instituto Superior Técnico, também em Física, na área dos Sistemas Não-lineares. Foi professora auxiliar no Departamento de Física do Instituto Superior Técnico e integra a equipa da Ciência Viva desde 1997, pertencendo à direcção desde 1999. Como elemento da Ciência Viva, pertence ao Advisory Committee on Education da Agência Espacial Europeia (ESA).

Ligações: Ciência Viva | Agência Espacial Europeia


José Xavier | Instituto do Mar da Universidade de Coimbra – British Antarctic Survey

Doutorado em Zoologia pela Universidade de Cambridge, Reino Unido, é representante de Portugal em três programas científicos internacionais e investigador principal no projecto nacional POLAR. Foi co-organizador do programa educacional LATITUDE60!, sobre as regiões polares, e tem estado activamente envolvido com os media para promover ciência junto do público em geral. Estuda o comportamento de pinguins e albatrozes em relação às alterações climáticas e é o cientista português que realizou a mais longa expedição científica de Portugal na Antárctica.

Ligações: Blogue Ciência Polar | Portal Polar | Instituto do Mar da Universidade de Coimbra

Marta Agostinho | Instituto de Medicina Molecular

É directora da Unidade de Comunicação do IMM, onde coordena projectos na área de Ciência e Sociedade, assuntos relacionados com a comunicação do Instituto, eventos com o público e a interacção com os media. É licenciada em Bioquímica, doutorou-se em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e fez investigação na área da expressão génica. É pós-graduada em “Ciência e Sociedade” pela The Open University e foi recentemente eleita para integrar o Comité de “Ciência e Sociedade” da Federação Europeia das Sociedades de Bioquímica – FEBS.

Ligações: IMM| Federação Europeia das Sociedade de Bioquímica


Paulo Gama Mota | Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

É director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, inaugurado em 2006 e instalado no Laboratório Chimico. Foi responsável por vários projectos da Ciência Viva junto das escolas, director do Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva entre 2002 e 2007, e coordenou a realização de várias exposições de divulgação e comunicação de ciência. É licenciado em Biologia pela Universidade de Coimbra e doutorou-se em Biologia, com especialidade em Ecologia Animal.

Ligações: Museu da Ciência da Universidade de Coimbra | Entrevista à Ciência Viva TV | Blogue De Rerum Natura

Joana Barros | Associação Viver a Ciência

Coordena a Associação Viver a Ciência desde 2008. Estudou Genética Molecular no Kings College London e fez o doutoramento no Institute of Cancer Research. No âmbito do seu trabalho de pós-doutoramento na VAC realizou várias iniciativas com o objectivo de promover a carreira de investigador e de levar a ciência ao grande público. Nomeadamente, produziu o caderno “Profissão: Cientista – retratos de uma geração em trânsito” e o livro “Vidas a Descobrir – Mulheres cientistas do mundo lusófono”, que originou recentemente uma exposição de fotografia homónima.

Ligações: Associação Viver a Ciência | Livro “Vidas a Descobrir – Mulheres Cientistas do mundo lusófono” | Caderno “Profissão: Cientista – retratos de uma geração em trânsito”

Painel:
Ana Noronha, Ciência Viva
José Xavier, Instituto do Mar da Universidade de Coimbra; British Antartic Survey
Marta Agostinho, Instituto de Medicina Molecular
Paulo Gama Mota, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Moderador:
Joana Barros, Associação Viver a Ciência
Relator:
Sílvio Mendes, Comunicador de Ciência



Este texto integra o dossier especial criado para o Workshop Ciência, Política e os Media (15 de Abril de 2010, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa)