A Genética do Amor (com humor)

4Existe uma empresa chamada “GenePartner” que, com base no perfil genético das pessoas, determina o nível de compatibilidade biológica entre os casais, mediante o pagamento de 249 dólares. Ou seja, dizem-nos a probabilidade que um casal tem – em termos biológicos – de vir a desfrutar de uma relação de sucesso e longa duração, ou se simplesmente não foram feitos um para o outro. No fundo, esta empresa utiliza a biologia para nos dizer com quem temos química.

No entanto, penso que estes testes genéticos podem gerar conflitos entre pais e filhos. Estou a imaginar uma adolescente de 16 anos a dizer aos pais:
– A culpa é toda vossa! O Carlinhos é tao giro, mas não nos damos bem, e a culpa é vossa que me transmitiram estes genes.
– Calma, filha – diz o pai. – O facto de teres o nariz tão grande é culpa do teu bisavô. Ah, e se daqui a uns anos tiveres problemas de flatulência, já sabes, é do lado da tua mãe. Ainda ontem após comermos feijoada ao jantar tive de ir dormir para o sofá, e mesmo assim foi preciso abrir as janelas.

Mas a empresa vai mais longe e diz mesmo que os resultados mostram o «sucesso de fertilidade» e a «compatibilidade de uma vida sexual mais satisfatória». Esta última pode aplicar-se também ao negócio da prostituição – o cliente pode pedir um teste para ver se vale a pena o dinheiro investido durante os próximos 30 minutos (para que fique bem claro: eu não sei se, na verdade, são 30 minutos, isto foi um amigo meu que me contou).

O que acontece é que a GenePartner baseia-se numa classe de proteínas designada MHC (Major Histocompatibility Complex) para determinar a compatibilidade entre homens e mulheres, com base num princípio muito simples: quanto maior a diferença entre as classes destas moléculas entre um e outro, maior a probabilidade de as coisas correrem bem. Ou seja, os opostos atraem-se. O que, basicamente, não é nada que não saibamos já – um homem rico e feio tem boas hipóteses de casar com uma mulher que tenha poucos dígitos na conta bancaria mas que seja elegante (ou em linguagem masculina: podre de boa!).

Contudo, muitas pessoas dizem que preferem não saber este tipo de resultados, mesmo que o serviço fosse gratuito. Eu compreendo muito bem, não vá o teste genético dizer-nos que a nossa alma metade é o Manuel Luís Goucha!

Publicado por Pedro Lino

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