Coisas de Física (com humor)

2De todos os cientistas que existem, dos que já foram e os que ainda estão para vir, os físicos são – com todo o respeito – os que apresentam maior índice de maluquice.
Eu próprio já fiquei traumatizado.

Eis que uma vez tive uma aula com uma professora de física que a dada altura nos disse o seguinte (e juro que isto aconteceu-me!): «Vocês hão-de experimentar ir para dentro de um elevador com uma balança. Pousam a balança no chão e colocam-se em cima dela. De seguida pedem a alguém para cortar os cabos que seguram o elevador e deixam a força da gravidade fazer o resto. Depois, vejam se estas expressões e estes cálculos que eu tenho aqui no quadro fazem – ou não fazem – sentido.»

Ora bem, quem é a alma que se lembra de ir para dentro de um elevador com uma balança e depois manda cortar os cabos? Ir apenas para dentro de um elevador com uma balança ainda se percebe – trata-se um sítio espectacular para nos pesarmos. Mas mandar cortar os cabos do elevador enquanto lá estivermos não me parece que seja lá muito boa ideia.

Mas não é tudo no que diz respeito aos físicos. Para as pessoas ditas normais, o trabalho pode ser definido, entre outras coisas, por: actividade física ou intelectual com o objectivo de desempenhar uma função ou realizar uma tarefa. Quanto a mim, parece-me lógico e faz sentido. Mas, segundo os físicos, o trabalho é o produto interno entre a força e o deslocamento. Isto não é de doidos?! E para nós, o que é uma força? Uma força pode-se definir como uma causa capaz de produzir um efeito. Mas para os físicos, não. A força é a massa a multiplicar pela aceleração!

Estou a imaginar uma conversa entre dois físicos:
– Boa tarde professor, como está?
– Ora viva, professor Carlos. Estou bem e o meu caro colega?
– Também. Então e que novidades me conta?
– Olhe, o meu filho acabou o curso e agora anda à procura do produto interno entre a força e o deslocamento.
– Ah, não se preocupe. É preciso é que ele tenha massa a multiplicar pela aceleração de vontade.

E ainda não é tudo. Segundo os físicos, no que diz respeito ao universo, as pedras e as pessoas são fundamentalmente o mesmo. Isto é: pode um quilo de pedra ser trocado por um quilo de carne, que isso não afecta o peso total do universo. Realmente, eu aqui tenho de concordar, mas só para alguns casos. Por exemplo, se substituíssem os políticos portugueses por calhaus, provavelmente o efeito seria o mesmo, ou até mesmo melhor (até hoje eu nunca conheci uma pedra que tomasse más decisões e pudesse ser corrupta!). Ou se se substituísse os concorrentes da Casa dos Segredos por calhaus, penso que isso também não iria alterar o QI dentro da casa.

Publicado por Pedro Lino

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