Literatura e Ciência (28): João Paiva mistura poesia com química


O centenário da Sociedade Portuguesa de Química foi a alavanca perfeita para a publicação do livro quase poesia quase química (2012) disponível gratuitamente em versão digital . O autor, João Paiva, docente na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, oferece 33 poemas que fundem o seu gosto pela escrita e pela divulgação de ciência. Densidade, que aqui publicamos, é um deles.

«Densidade

Quando me
centro em mim,
cresce a minha densidade.
Mais massa
no mesmo volume
das minhas possibilidades.
Cheio,
deixo de flutuar.»

Numa entrevista publicada no site Ciência 2.0., João Paiva explica os porquês deste livro:

«Tenho um certo gosto pela poesia já prévio à ciência. É muito curioso. A poesia sobre ciência começou com uma brincadeira, quando fiz algumas adivinhas para os alunos. Depois achei que poderia fazer alguns exercícios mais elaborados de misturar a poesia com a química e há aí algum sentido de sedução pela química, a pretexto da poesia e há alguma sedução também pela poesia e pelo gosto do jogo de palavras, pela comunicação e pela semântica. Tenho feito algumas sessões em escolas e com outros públicos com esses poemas que têm a sua graça e ainda estou a avaliar essa experiência. Tem sido engraçado e interessante. E a poesia pode ser uma das muitas formas de comunicar ciência. Não há qualquer dúvida sobre isso.»

Publicado por Sílvio Mendes

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