Literatura e Ciência (26): Dulce Maria Cardoso e os silêncios como buracos negros

O mais recente romance de Dulce Maria Cardoso – o aclamado O Retorno (Tinta da China, 2011) [Livro do Ano/Prémio Especial da Crítica nos Prémios LER/Booktailors 2011; “uma obra-prima” para Urbano Tavares Rodrigues; “o primeiro caso sério de reflexão literária sobre os 500 mil retornados que aterraram em Portugal em 1975” segundo José Riço Direitinho] – junta-se à galeria da rubrica Literatura e Ciência com um delicioso paralelismo entre as coisas sobre as quais não se fala e os buracos negros. O melhor é ler o excerto (e apanhar boleia e ler o livro todo também).

«Não falamos sobre o que aconteceu ao pai mas é como se isso sugasse todas as conversas. Todas as conversas e todos os silêncios. O Lee andava sempre a ler nas revistas coisas sobre os buracos negros, buracos que são como estrelas ao contrário e que em vez de darem luz engolem tudo o que está à sua volta, até a própria luz. A prisão do pai foi a mesma coisa.»

Dulce Maria Cardoso, in O Retorno

Publicado por Sílvio Mendes

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