Os Sons da Ciência (30): Uma música de Róisín Murphy e o Amor do nosso… Cérebro?!


Não se pode lutar contra o amor, a química do amor, a biologia do amor ou os seus impulsionadores biológicos: a atracção sexual e a ligação afectiva. Felizmente os avanços nas área das Neurociências vão-nos dando algumas pistas para compreender como o nosso cérebro nos permite sentir dessa forma. (Avisa-se desde já que este não é um post super romântico e lamechas, vamos directos para a química!)

A Róisín Murphy (ex- Moloko) está com um problema (que apresenta no tema Overpowered, integrado no álbum homónimo de 2007): sente-se impotente face aos químicos que flutuam no seu cérebro, químicos esses que a ciência ainda não consegue explicar.


«When I think that I’m over you
I’m overpowered
It’s long overdue
I’m overpowered

As science struggles on to try to explain
Oxytoxins flowing ever into my brain»

Ok, a ciência não explica tudo, mas explica algumas coisas como a Ocitocina e  outras que tais toxinas que afligem a menina Róisín.

Um dos primeiros sinais de enamoramento é o “palpitar dos corações”, ou seja, as fases iniciais de amor induzem uma reposta de stress e os níveis de adrenalina e cortisol aumentam no sangue. Na fase de atracção a Dopamina e a Serotonina desempenham também um papel fundamental. A Dopamina está associada com a estimulação de desejo e recompensa.

Helen Fisher observou, através de MRI scans, que quando os vountários para o estudo observam uma fotografia da pessoa pela qual estavam apaixonadas, o sistema dopaminérgico era activado. Por seu lado a Serotonina faz com que estejamos sempre a pensar na pessoa amada (que bonito…), mas para isso é necessário um equilíbrio muito delicado entre a Serotonina e a Dopamina, como Helen explica no seu capítulo do livro “Grandes Ideias Perigosas

Depois é necessário “manter a chama”, estabelecer uma ligação afectiva é importante para que os casais fiquem juntos o tempo suficiente para terem e cuidarem de filhos. E aqui entra em acção a Ocitocina (com que a Róisín se preocupa) e a Vasopressina. Mas para percebermos melhor como nos apaixonarmos e nos mantermos apaixonados, nada melhor do que ouvir a palestra fascinante da Helen para a TED.

Publicado por Sílvia Castro

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s