Con(s)Ciência para compreender o Mar

A SCIAENA não é uma típica organização ambiental. É a associação de ciências marinhas e cooperação. A vontade de cooperar estende-se a todos, organizações e indivíduos. Incluir a sociedade civil na comunicação de ciência, com a participação activa do cidadão. Desde 2006, que a SCIAENA envolve quem estuda e usa a zona costeira. Pode ser cientista quem participa no inventário de biodiversidade. Pode ajudar à mudança de leis quem quer participar. Com a nossa costa plena de riqueza de fauna e flora, somos convidados a compreender o mar.

Dia 16 de Novembro passou na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o documentário The end of the Line (aqui anunciado no blog). Esta foi a primeira iniciativa da PONG-Pesca Plataforma de Organizações Não-Governamentais sobre a Pesca –. Quase 400 participantes assistiram ao impacto da sobrepesca nos nossos oceanos. “Além de um retrato catastrófico, é um filme motivador, por transmitir esperança na mudança de atitudes dos consumidores”, comenta Bárbara Horta e Costa. Este filme independente quer envolver toda a gente no que é uma decisão política. Um pequeno debate no final do filme, envolveu o autor da obra, ambientalistas, investigadores, um representante de uma parte do sector da pesca e dirigentes públicos.

A SCIAENA, associação de ciências marinhas e cooperação, sempre agiu para “fazer esta ponte entre a ciência e as pessoas”, diz-nos Bárbara, presidente da associação. A exibição do The end of the Line foi pensada neste sentido pela SCIAENA e outras quatro ONGA’s (LPN, Quercus, SPEA e GEOTA). Com a exibição pública do filme, queria-se incluir o participante, envolvê-lo na procura de respostas de sustentabilidade. Foi o primeiro evento desta plataforma, que têm como objectivo fortalecer a presença e representatividade do terceiro sector neste campo. Em Portugal e no resto da União Europeia, até ao final de 2009, a renovação da Política Comum das Pescas (PCP) está aberta a propostas da sociedade civil. Membros da PONG -Pesca- Plataforma de Organizações Não-Governamentais sobre a Pesca – estão agora activamente envolvidos, a desenvolver uma resposta para esta que será a terceira PCP.

Desta forma, com a co-coordenação da LPN e SCIAENA, a PONG-pesca- conspira por uma exploração sustentável dos recursos pesqueiros, Simultaneamente, a SCIAENA quer afirmar a importância do terceiro sector para implantar e gerir a rede Natura 2000, em meio marinho. A Natura 2000 marinha é uma rede a ser implantada de habitats de espécies raras ou ameaçadas a conservar. Tal como a maioria das iniciativas privadas de utilidade pública, a dedicação a estes projectos vem do trabalho voluntário. E, sem dúvida, envolver as pessoas directamente a melhor forma de comunicar o que se faz.

O Bioblitz é um inventário em 24 horas dos organismos vivos numa determinada área. Organizado pela SCIAENA em 2008 em Faro, dois Bioblitz vão ocorrer em 2010, desta vez nos meios fluvial e marinho! Em Faro fez-se um levantamento da biodiversidade pelo grupo de voluntários. Em Alviela, dias 5 e 6 de Junho de 2010 e na ria do Alvor em Outubro, coopera-se para um levantamento da biodiversidade. Com o trabalho de campo, todos cooperam para fazer ciência. A acompanhar os Bioblitz em Portugal, encontramos acções de divulgação que despertam a consciência ecológica da diversidade.

E com que apoios se desenvolvem estas  e outras actividades da SCIAENA? Na projecção do End of The Line colaboraram a coligação Ocean 2012, o Pew Environment Group e a Fundação Calouste Gulbenkian. Para iniciativas locais, como é o caso do Bioblitz em Alviela é importante o envolvimento da Câmara Municipal de Santarém. E o que puxa pessoas para esta associação com nome de género de peixe? Consciência, conforme explica Bárbara Horta e Costa, de que é preciso envolver as pessoas directamente na ciência da SCIAENA, de que “é preciso ter uma relação emocional”.

Publicado por João Cão

One response to “Con(s)Ciência para compreender o Mar

  1. Assim, através do seu exemplo de dedicação e amor pelo meio ambiente marinho (e não só…), estes jovens entusiastas dão um passo importante para uma vida natural mais sustentável, tendo como preocupação um valor que sempre esteve ligado à nossa geografia e história – o mar.

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