3. A luta continuada

Camping frente à AR, Outubro de 2006

Camping frente à AR, Outubro de 2006

É uma luta continuada, a dos bolseiros de investigação científica. Se no 4 falei do privilégio de viajar, nem tudo são rosas. Nem um privilégio necessário compensa a falta de direitos básicos de um grupo de cidadãos que trabalha para o bem estar e desenvolvimento das sociedades em que está inserido.

Os jovens investigadores não têm, por exemplo, direito ao regime geral de segurança social, nem baixa por doença, subsidio de desemprego, etc. Mas não me vou aqui alongar sobre isso, escrevi um artigo de opinião recentemente no Público acerca deste assunto.

A ciência não interessa para nada. Até ao dia que uma eventual mutação num vírus da gripe ameaça a saúde pública. Ou uma linha de alta tensão. Ou as radiações dos telemóveis. Mas a importância da investigação, e consequentemente das condições dos recursos humanos que nela trabalham, não é percepcionada de um modo muito imediato pela sociedade. Por isso, as luta dos jovens investigadores não se faz de grandes saltos, como se os camionistas entrassem em greve. Faz-se degrau a degrau. E eu acho que também faz parte, para quem faz um doutoramento com uma bolsa, ajudar a subir uns degraus desta escada.

Publicado por David Marçal

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