4. Viagens na minha tese

É de facto um privilégio os investigadores terem oportunidade de viajar para ir a conferências, encontros da rede de trabalho, etc. É justificado na medida em que faz sentido trocar experiências com pessoas que trabalham no mesma área que nós, especialmente quando esta vai sendo inventada todos os dias. Não fui a tantas conferências e encontros quanto poderia. Mas de quase todas trouxe qualquer coisa de interessante, que nalguns casos se passou a utilizar no laboratório em Oeiras.

Às vezes esta oportunidade e quase obrigação de viajar não parece tanto um privilégio. Por exemplo, fui umas cinco vezes a Hamburgo e posso dizer envergonhadamente que não conheço Hamburgo. Invariavelmente apanhei um táxi no aeroporto para o sincrotrão, para depois passar vários dias num túnel a fazer experiências com raio-X e cristais de proteínas a 173 graus negativos, dormindo e alimentando-me quando era mais conveniente para os cristais, para voltar a enfiar-me num táxi directo para o aeroporto. O mais que me aproximei de Hamburgo foram os arredores. Peguei numa bicicleta, mas não consegui chegar ao centro, tinha que voltar para os meus cristais, o tempo tinha acabado. Mas sei que Hamburgo tem uma zona portuária magnifica e uma rua só com prostitutas. Nunca vi nada disso, mas contaram-me! Um dia hei-de lá ir. Mas para a próxima, apanho o autocarro.

Publicado por David Marçal

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