Raquel Oliveira (IGC) vence Prémio Dona Antónia Adelaide Ferreira Revelação 2015 e faz doação à VAC

Investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) foi escolhida para o Prémio Revelação. Por cada garrafa vendida em Portugal da gama Reserva Dona Antónia de Porto Ferreira, nos meses de Agosto e Setembro de 2016,a VAC beneficiará de 50 cêntimos. A economista Teodora Cardoso foi a vencedora do Prémio na categoria Consagração de Carreira.

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Raquel Oliveira (à esquerda) e Teodora Cardoso (à direita)

Teodora Cardoso, presidente do Conselho das Finanças Públicas, e Raquel Oliveira, investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), ganharam a 28.ª edição do Prémio Dona Antónia Adelaide Ferreira. A investigadora do IGC escolheu a Associação Viver a Ciência (VAC) como entidade beneficiária de uma doação (50 cêntimos por cada garrafa vendida em Portugal da gama Reserva Dona Antónia de Porto Ferreira, nos meses de Agosto e Setembro de 2016) para ajudar “esta instituição a atingir os seus objectivos”.

O galardão, que todos os anos é entregue pela empresa que herdou o seu nome (incorporada no grupo Sogrape), visa distinguir duas mulheres portuguesas “cujos valores pessoais e profissionais se identificam com o perfil da vida e obra de Dona Antónia Adelaide Ferreira, personalidade carismática e fundamental no desenvolvimento da marca Porto Ferreira – a única das grandes casas de Vinho do Porto que se manteve em mãos portuguesas desde que foi fundada, em 1751, pelos Ferreiras da Régua”.

Pelo terceiro ano consecutivo, os promotores deste prémio decidiram atribuir dois prémios – o de Consagração de Carreira, concedido a Teodora Cardoso – que visa constituir “uma homenagem a uma obra realizada e merecedora de inequívoco reconhecimento público” –  e o Prémio Revelação, entregue a Raquel Oliveira, que pretende “servir de estímulo a uma carreira com relevância nacional em fase de lançamento ou de desenvolvimento”.
Mais sobre Raquel Oliveira:
Raquel Oliveira, que ganhou o Prémio Revelação, fundou em 2012 o seu laboratório – “Dinâmica dos Cromossomas” – no Instituto Gulbenkian de Ciência e foi recentemente galardoada com o Prémio de Instalação da European Molecular Biology Organization (EMBO), tendo também recebido uma prestigiante “Starting Grant” concedida pelo European Reserch Council (ERC).
Natural do Porto, Raquel Oliveira licenciou-se em 2002 em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tendo sido aluna da primeira edição do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra.
Doutorada pelo Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto e pela Universidade de Bayreuth na Alemanha, Raquel Oliveira rumou depois, em 2007, para o Reino Unido, onde realizou o seu trabalho de pós-doutoramento no Departamento de Bioquímica da Universidade de Oxford na área da regulação do ciclo celular.

Mais sobre Teodora Cardoso:
Teodora Cardoso, actual presidente do Conselho Superior do Conselho das Finanças Públicas, “tem uma longa e prestigiada carreira” na área das finanças públicas, nomeadamente ao serviço do Banco de Portugal, instituição de que foi administradora, tendo iniciado o seu percurso como investigadora do Centro de Economia e Finanças da Fundação Gulbenkian, após a licenciatura pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), actual Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Entre outros cargos, Teodora Cardoso foi também docente no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa e representou Portugal em diversas instituições internacionais no âmbito da União Europeia, do FMI ou do Banco Mundial.

Cinco mil euros para a Revelação e um donativo para a Associação Viver a Ciência
Por ter ganho o Prémio Dona Antónia, Raquel Oliveira vai receber cinco mil euros em dinheiro e ainda ver atribuído um donativo a um projecto com que se identifique – no caso, a Associação Viver a Ciência irá beneficiar de 50 cêntimos por cada garrafa vendida em Portugal da gama Reserva Dona Antónia de Porto Ferreira, nos meses de Agosto e Setembro de 2016, “ajudando assim esta instituição a atingir os seus objectivos”.

Criados em 1988, os Prémios Dona Antónia já distinguiram, entre outras, Maria Barroso, Leonor Beleza, Vera Nobre da Costa, Isabel Jonet e Joana Carneiro – figuras femininas que, de acordo com os promotores do galardão, encarnam o espírito da iniciativa de distinguir mulheres portuguesas que, “devido às suas características humanas e capacidades de empreendedorismo, tenham replicado de alguma forma o excepcional exemplo de Dona Antónia nos tempos de hoje, nomeadamente através do contributo para o desenvolvimento económico, social e cultural do país”.

Herdeira de uma família abastada do Douro que assumiu a liderança dos negócios familiares no cultivo da vinha e na produção de vinha do Porto, após ter ficado viúva aos 33 anos, Dona Antónia Adelaide Ferreira, que faleceu em 1896, ficou historicamente conhecida como a “Ferreirinha”.

Saber mais: Site Sogrape Vinhos

Conferências gratuitas sobre Saúde Global e Diplomacia em Saúde em Lisboa

São duas novas áreas de investigação e abordam as relações interdisciplinares entre o desenvolvimento na saúde e o desenvolvimento político, económico e social. As cinco sessões públicas de entrada livre (de 20 a 24 de Junho, às 18h, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa) integram-se no Curso de Verão do Lisbon Institute of Global Mental Health e são apresentadas por alguns dos maiores especialistas internacionais na temática.

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 TEMAS E ORADORES
18h, Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa)

20 de junho
Health and Development
Joana Mira Godinho (Especialista em Saúde Pública, Gestora do setor da Saúde para a América Latina e Caraíbas do Banco Mundial (2010-2014))

21 de junho
Eradicating diseases: is it possible? Opportunities and challenges
Mirta Roses Periago
(Diretora Emérita da Organização Pan-Americana da Saúde (2003-2013))

22 de junho
The global debate on a Global Strategy to reduce harmful use of alcohol
Benedetto Saraceno
(Professor de Saúde Global, Universidade NOVA de Lisboa)

23 de junho
Equity and Global Health
Sir George Alleyne
(Diretor Emérito da Organização Pan-Americana da Saúde (1995-2003))

24 de junho
Cultural diversity, mental health and gender issues
Jorge Sampaio
(Presidente da República Portuguesa (1996-2006) e Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações (2007-2013))

Saber mais: Summer Course on Global Health and Health Diplomacy

Há Música na natureza: aranhas “guitarristas”

Depois de ler este texto, nunca mais olhará para uma aranha da mesma forma. É que quando uma aranha constrói a sua teia, acontece uma coisa extraordinária: afina cada um dos seus fios, esticando-os ou encurtando-os, como se fosse um instrumento musical. Cada fio vibra a uma frequência diferente. Quando um insecto pousa na teia, a aranha consegue calcular onde ele está, através da analise do padrão e da natureza das vibrações da teia e do correspondente fio.
A aranha consegue, através desse processo, distinguir uma deliciosa refeição deliciosa de um potencial “encontro romântico”.

As conclusões são de um grupo de investigação britânico – o Oxford Silk Group – e podem ser lidas com mais detalhe aqui (em inglês). Adam Cole, da NPR, transformou-as neste incrível vídeo de animação.

Rolanda Albuquerque de Matos (1926-2015)

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(c) Joana Barros, Associação Viver a Ciência, 2008.

Rolanda Albuquerque de Matos (1926-2015), primeira mulher licenciada em Biologia em Portugal que dedicou grande parte da sua vida ao estudo dos Moluscos.
Da sua extensa actividade científica resultou a mais completa listagem das espécies de caracóis que ocorrem em Portugal. O seu trabalho foi também fonte de inspiração para a Associação Viver a Ciência, na elaboração do projecto “Sair da Concha” (de Raquel Gaspar), com o qual colaborou. Razões mais que suficientes para lhe deixarmos aqui a nossa homenagem.

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Texto de Rolanda Matos, integrado no livro “Caracol, Caracol, põe os pauzinhos ao sol” (Projecto “Sair da Concha”, Associação Viver a Ciência).

 

Nota biográfica:
Rolanda Albuquerque Matos era licenciada em Ciências Biológicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Entre 1949 e 1954 foi, na mesma Faculdade, responsável pelas aulas práticas das cadeiras de Zoologia e Antropologia, ao mesmo tempo que prosseguia trabalhos de investigação iniciados dois anos antes no Museu e Laboratório Antropológico.
Depois, já em Lisboa, grande parte da sua actividade científica foi desenvolvida no Centro de Genética e Biologia Molecular, onde efectuou principalmente estudos sobre genética de Helicídeos.
Posteriormente, dedicou-se à sistemática e cartografia dos Gastrópodes Testáceos terrestres portugueses, tendo frequentado por largos períodos os Museus de Zoologia das Universidades Clássicas portuguesas: Lisboa, Coimbra e, mais assiduamente, Porto, para estudo das colecções neles depositadas.
Outros temas de estudo foram: citologia, citoquímica e diferenciação celular, tecnologia lanar, sistemática de Peixes e Anfíbios, ecologia e protecção da fauna portuguesa. É autora de mais de setenta publicações científicas: trabalhos de investigação, divulgação, formação e traduções.

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Mais: Projecto “Sair da Concha” | Entrevista a Rolanda Matos no Boletim Biólogos | Biografia pelo Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

Novo instituto internacional de saúde mental abre portas em Lisboa

O Lisbon Institute for Global Mental Health (LIGMH) apresenta-se publicamente a 16 de Abril, na Fundação Calouste Gulbenkian, a partir das 18h.

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O novo Instituto propõe-se dar continuidade aos projetos de saúde mental global desenvolvidos nos últimos anos através da colaboração entre a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e a Organização Mundial de Saúde, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

O Instituto terá como principais objetivos gerar conhecimento inovador, desenvolver atividades de formação e prestar colaboração técnica a governos e organizações não-governamentais nas áreas de saúde mental e determinantes sociais; doenças mentais e doenças crónicas; políticas e serviços de saúde mental; saúde mental e direitos humanos.

As atividades do Instituto terão como base uma perspetiva de saúde pública. A evidência científica e o interesse público representarão as duas forças básicas do seu compromisso técnico e moral.

O LIGMH integrará entre os seus membros institucionais a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (instituição promotora e acolhedora), a Escola Nacional de Saúde Pública e a Fundação Calouste Gulbenkian, e contará com um Conselho Científico Internacional, composto por algumas das personalidades científicas de maior prestígio mundial na área da saúde mental global.

Entre as iniciativas que integram a ação do Instituto no futuro imediato destacam-se a coordenação da Gulbenkian Global Mental Health Platform, com projectos no Brasil, na Índia, Geórgia, Cabo Verde e Portugal, a coordenação da EU Joint Action on Mental Health and Wellbeing, a coordenação de vários Work Packages do EU Mental Health Policy Consortium, a coordenação do Gulbenkian Global Health and Health Diplomacy Course e a colaboração no International Master on Mental Health Policy and Services.

As quatro dimensões do Lisbon Institute of Global Mental Health (LIGMH):

Gulbenkian Global Mental Health Platform
A Plataforma promove iniciativas que apoiam os esforços da OMS para melhorar a saúde mental das populações em todo o mundo, e em particular nos países de poucos recursos.

Projetos de saúde mental na União Europeia
Um dos principais objetivos do LIGMH é contribuir para desenvolver um plano de ação continuado em políticas de saúde mental na Europa.

Ensino
O LIGMH pretende desenvolver em colaboração com a FCM/NMS atividades de formação para líderes de saúde mental de todo o mundo.

Investigação
O desenvolvimento de estudos epidemiológicos e de investigação de serviços de saúde mental a nível global é um objetivo prioritário do LIGMH .

Saber mais: Site Oficial

Entrevista (com humor)

ImageFicar sem financiamento para a ciência tem graves consequências. Entrevistámos um professor universitário que trabalha em investigação, mas que, devido aos cortes do Governo, ficou sem condições para poder trabalhar. 

 

 

– Boa tarde, professor.
– Boa tarde.
– Antes de mais, obrigado por ter aceitado o convite e nos conceder esta entrevista.
– Ora essa.
– Gostaria de começar por lhe pedir que explicasse para as pessoas lá em casa em que consiste o seu trabalho.
– Com certeza. O meu trabalho consiste em desenvolver moléculas capazes de criar partículas que estão envolvidas na resposta inflamatória.
– Podia ser mais específico, professor?
– Não só podia, como irei sê-lo.
– Óptimo.
– O senhor já teve alguma vez a garganta inflamada?
– Claro que sim.
– Tomou alguma coisa?
– Na maior parte das vezes, não.
– E na menor parte das vezes?
– Tomei anti-inflamatório.
– Ai foi?
– Foi.
– Pois digo-lhe o seguinte. Os anti-inflamatórios que estão aí no mercado são uma autêntica porcaria.
– Porquê?
– Só fazem mal. Você sabia que pode ter uma úlcera no estômago se tomar Brufen? Mas não se preocupe agora com isso. O que eu faço, respondendo à sua pergunta, é pesquisa científica no âmbito de desenvolver um medicamento realmente indicado para combater as inflamações.
– E como estão a correr as coisas?
– Desde que o Governo resolveu fazer estes cortes todos na investigação, não muito bem.
– Tem financiamento para poder ter o material necessário e fazer os devidos ensaios no seu laboratório?
– Na verdade, não.
– E tem financiamento para poder ter uma equipa de investigadores a trabalhar consigo?
– Também não.
– Quer isto dizer que está neste momento a trabalhar com dificuldades?
– Sim, admito que não está a ser fácil. Para você ter uma ideia, a câmara de fluxo laminar avariou no outro dia, e desde então quando quero trabalhar em condições de assepsia, acendo um cigarro ao canto da boca e espero que o fumo afaste as possíveis contaminações das minhas culturas celulares.
– Os microbiólogos costumam trabalhar à chama….
– À chama?! Você já viu o perigo que isso é?!
– Pois… realmente…. Mas pode falar um pouco mais sobre a sua pesquisa?
– O que pretende saber ao certo?
– Quais são as substâncias que o professor está a testar na resposta inflamatória?- Pinnae pullum.
– Nunca ouvi falar. Consegue explicar o que é?
– Ora bem, basicamente é, digamos, pena de galinha.
– Pena de galinha?!
– Sim.
– O facto de usar pena de galinha nas suas pesquisas é uma decisão que tem a ver com os cortes do Governo?
– Não. Na verdade foi uma opção minha. Mas atenção, não pense que é uma pena de galinha qualquer.
– Então?
– É uma pena de galinha que é diluída em água sucessivas vezes.
– Como é que se dilui pena de galinha em água?
– Também não vai querer que eu lhe conte tudo, pois não?
– Sabe, é que sou levado a crer que o professor faz investigação em homeopatia.

(pequena pausa de estupefacção de ambas as partes) 

– Homeopatia?! Você é doido?! Acha que eu ando aqui a nadar em dinheiro? Você sabe a quantidade de água que é preciso ter para fazer investigação em homeopatia? Oiça o seguinte. Nós no laboratório não temos dinheiro para extravagâncias. Pura e simplesmente não temos. Eu apenas estou autorizado a gastar 800 litros de água por dia. Como acha que podia fazer investigação em homeopatia?
– Mas mesmo em condições precárias, consegue ter resultados com a sua pesquisa científica?
– Consigo. Mas não com a pena de galinha na resposta inflamatória. Devido à escassez de fundos, ficámos sem os ratinhos de laboratório. Agora as únicas cobaias a que tenho direito são dois gatos abandonados por semana. Não ajuda lá muito nos ensaios.
– Pois. Então tem tido resultados em quê?
– Astrologia.
– Astrologia?!
– Astrologia. E estou a descobrir coisas fascinantes.
– Quer partilhar connosco, professor?
– Com certeza. Por exemplo, as pessoas que nasceram em Maio têm que ter em conta que as mudanças nem sempre são fáceis, especialmente quando nos habituamos a algo ou alguém. No entanto são por vezes necessárias, para que haja renovação.
– …..
– Não acredita, é?
– Não digo que não acredito, mas é um pouco vago. Não nos quer dar outro exemplo?
– Com certeza. Quem nasceu em Novembro, esta semana pode receber uma informação importante, ou um sinal, e sentirá a energia do movimento a voltar à sua vida.
– Pois…
– O senhor nasceu em que mês?
– Agosto.
– Então posso-lhe dizer que deve confiar na sua sabedoria interior, assim como ouvir os outros, para poder atingir o equilíbrio.
– Obrigado pelo conselho, professor. Além das penas de galinha na resposta inflamatória e da Astrologia, existe mais algum projecto em que esteja envolvido?
– Por enquanto, não. Mas posso-lhe dizer que se o Governo continuar com estes cortes, vou ponderar entrar para a política. Irónico, não é? Mas digo-lhe o seguinte: eu é que ainda vou fazer a diferença. Quer que lhe conte das minhas ideias para dinamizar o nosso país? Sabe, é que eu tenho um primo que é Secretário de Estado e…
– Obrigado, professor, mas estamos sem tempo. Temos que ficar por aqui.
– Se você o diz…
– Obrigado pela entrevista, e até a uma próxima.
– Ora essa. Eu é que agradeço.

Publicado por Pedro Lino

Edgar Martins, o “fotógrafo-astronauta” português

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O jornal britânico The Independent deu, no passado fim-de-semana, especial destaque às fotografias de Edgar Martins, que nasceu em Portugal (em 1977) e cresceu em Macau. Está a expô-las actualmente em Londres, até 29 de Maio. A 19 de Junho, a exposição estará no edifício principal da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Portugal). E seguirá para países como França, Alemanha, Brasil, Estados Unidos e Japão.

A exposição chama-se The Rehearsal of Space and the Poetic Impossibility to Manage the Infinite (O Ensaio do Espaço e a Impossibilidade Poética de Conter o Infinito) e apresenta 86 fotografias que vão da escala macro – foguetes, satélites, módulos de treino, salas limpas – aos componentes micro, quase invisíveis ao olho humano. Foram captadas em estabelecimentos da Agência Espacial Europeia (ESA) e parceiros, passando por cerca de vinte locais, como Reino Unido, Holanda, França, Alemanha, Espanha, Rússia, Cazaquistão e Guiana Francesa. Foi mesmo a primeira vez na história da ESA que um artista teve acesso exclusivo às suas instalações, staff, programas, tecnologia e parceiros.

Edgar Martins, que trabalhou as imagens desde 2012, confessou à revista de domingo do jornal The Independent que também ele desejou tornar-se astronauta quando era criança. Através da fotografia, acabou por realizar o sonho de uma forma alternativa: colocando a história e o espólio da ESA em diálogo com as artes e o público em geral.

O projecto aprofundou ainda mais uma convicção que Edgar Martins já tinha: os programas de exploração espacial têm uma importância fundamental no desenvolvimento da ciência, engenharia, educação, medicina e inspiram aplicações com consequências positivas para todos nós no futuro, como disse ao The Independent.

Saber mais: Notícia no site da ESA | Notícia do The IndepentSite de Edgar Martins | Site da Exposição em Londres

Publicado por Sílvio Mendes