
Rosalía de Castro, grande poeta galega do séc. XIX
«A universalidade é um local sem paredes». Isso: Miguel Torga, bem português, também foi mencionado na noite de terça-feira, que a II Edição da Mostra de Ciencia e Cinema da Corunha dedicou à poesia. Intercalada por uma onírica actuação musical de Gaudi Galego, Guilhermo Fernández e Xabier Díaz – na retina fica o ajustadíssimo refrão de uma das canções: «Eu, astronauta lírico em terra/ indo ao teu lado, leve, pensativo» -, o recital “Poesia + Ciencia” fez a justa ponte de beleza entre as duas “artes”.
Os nomes, dos autores dos textos, não consegui fixar, nem estou certo que as frases, a métrica e lágrima tenham sido mesmo as que aqui apresento, mas aqui ficam misturadas pela universalidade e o anonimato. Porque «a arte, a filosofia e a ciência são cordas da mesma harpa». E, se a poesia é «o maior milagre do mundo», também Einstein terá tido como maior pretensão «cavar uma teoria elegante». «Não somos mais que uma gota de luz», alguém recita. E aí vem a montanha russa da História, pela mão de Sófocles: «No Universo há muitas coisas estranhas, mas a mais estranha é o ser humano».
No palco do belo Teatro Rosalía de Castro estiveram os poetas galegos Marica Campo, Emma Couceiro, Estibaliz Espinosa, Alfredo Ferreiro, Manuel Rivas e Xavier Seoane. Lucía Aldao apresentou a sessão.
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