Darwin continua em alta na Fundação Calouste Gulbenkian. Depois da inauguração da exposição “A evolução de Darwin”, a 12 de Fevereiro, perfila-se já a estreia da peça “O professor de Darwin”, peça da autoria Hélder Costa levada a cena pela Companhia de Teatro A Barraca.A peça apresenta ao público o professor John Henslow, de importante influência na formação do jovem Charles Darwin e a tertúlia que ele organizou na Universidade de Cambridge, berço de brilhantes cientistas e filósofos ingleses e irlandeses do século XIX.
Debruça-se ainda sobre temas universais como esclavagismo, racismo e nazismo, e também aborda o debate actual entre ciência e criacionismo.
O espectáculo promete poesia, música e humor para uma comunicação mais directa e lúdica com o público. Representado por uma actriz (Susana Costa) e dois actores (Sérgio Moras e Sérgio Moura Afonso), tem a duração de 1 hora.
Os espectáculos realizam-se no Auditório 3, da Fundação Calouste Gulbenkian, às 15h, nos dias 21 de Fevereiro, 14 e 28 de Março, 4 e 18 de Abril e 9 de Maio. O bilhete custa 4 euros e inclui visita à exposição “A evolução de Darwin”
Darwin e o canto dos canários cegos
A Barraca apresenta Darwin em dose dupla. Apresenta também, mediante marcação para escolas, a peça “Darwin e o canto dos canários cegos”, que acompanha a viagem de Darwin à roda do mundo, durante quatro anos, no navio Beagle.
«Durante este espectáculo o público vai assistir ao aventuroso e dificil percurso do extraordinário cientista inventor da teoria da evolução das espécies (…) E foi durante essa viagem que assumiu o compromisso de lutar contra a escravidão depois de ter assistido a um negro cortar a sua própria língua; tinham-no cegado para cantar melhor como faziam com os canários… Esse crime traumatizou-o para sempre, e foi com o auxilio de Emma, sua mulher e companheira de investigação que superou os medos e as hesitações de ordem religiosa que o afligiam», escreveu-se no texto promocional da peça.

