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Concurso de imagens «A Física da Vida» aceita trabalhos de ciência e arte até 31 de Março

Encontra-se aberto, até 31 de Março, o período de submissão de imagens para o concurso e exposição de ciência e arte sobre A Física da Vida.

O objectivo da exposição passar por «dar a conhecer não só a estética associada à investigação científica, mas também diferentes visões artísticas sobre um tópico científico», estando a participação aberta tanto para cientistas como para artistas.

O concurso (e posterior exposição) realiza-se no âmbito do EMBO Workshop intitulado Biophysical Mechanisms of Development (BMD), a realizar entre 24 e 27 de Maio, no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras.

O autor da obra premiada receberá uma Apple TV e será convidado para o jantar de Gala do workshop.

Datas importantes:
:: 31 de Março de 2011 – Data limite para submissão de imagens
:: De 11 de Abril a 6 de Maio de 2011 – Imagens sujeitas a votação na página Facebook do Evento
:: 7 de Maio – Notificação dos seleccionados
:: De 24 a 27 de Maio – Exibição dos trabalhos seleccionados no EMBO BMS2011
:: 26 de Maio – Anúncio do vencedor e Cerimónia e Entrega do Prémio

As imagens concorrentes devem ser enviadas para o endereço bmdart@igc.gulbenkian.pt.

Mais informações: Website | Página Facebook

Publicado por Sílvio Mendes

Regresso dos cérebros?

F001/2908Para além de destacar a visita do FC Porto ao terreno do Manchester United nos quartos de final da Liga dos Campeões (?), o portal Ciência Hoje avança com duas notícias que dão conta do regresso de dois investigadores portugueses de renome a laboratórios nacionais. A reflexão sobre a “fuga de cérebros” já tem sido feita neste blogue, nomeadamente através de um interessante texto assinado por David Marçal, e importa perceber o real significado destas notícias.

A primeira, dá-nos conta do regresso de Rui Costa, que chefia um grupo de investigação sobre neurobiologia da acção nos Institutos Nacionais de Saúde (INH) dos Estados Unidos da América. A partir de Abril, regressa a Portugal para integrar o projecto de Neurociências da Fundação Champalimaud. «Rui Costa vai trazer a maioria da sua equipa de investigação para Portugal, que funcionará no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, enquanto o edifício da Fundação Champalimaud não estiver concluído, mas continuará a chefiar o seu laboratório de Neurobiologia da Acção dos NIH», noticia o Ciência Hoje.

A segunda notícia, apresenta o percurso de outro investigador que regressou a Portugal. Chama-se João Relvas, é neurocientista, e lidera actualmente um grupo de Investigação no Instituto de Biologia Molecular e Celular, no Porto (IBMC), depois de uma longa permanência no estrangeiro. “Agora há mais ilhas, que começam a ter condições melhores e massa crítica, mas estamos ainda numa fase embrionária que só vai dar frutos daqui a alguns anos”, declarou. “Lamenta, todavia, a falta de apoio aos investigadores séniores que querem regressar a Portugal”, acrescenta o portal.

O aviso também já havia sido deixado pela bióloga Cecília Arraiano, quando foi alvo de distinção pela EMBO: «Em Portugal têm sido muito poucos os que me têm apoiado», reclamava.

O mais curioso é que as duas notícias surgem “coladas” na página do Ciência Hoje, o que pode transmitir uma ideia (falsa) de inversão do fenómeno. Estarão realmente reunidas as melhores condições para o regresso dos cientistas portugueses aos nossos laboratórios? E os mais novos, precisam de décadas de investigação no estrangeiro para serem reconhecidos dentro de portas?

Publicado por Sílvio Mendes