Arquivo da Categoria: Vida de cientista

Boas notícias: Novo magazine de informação sobre ciência e tecnologia estreia hoje na RTP2


Em Janeiro de 2009, dávamos conta, neste blogue, do fim do Magazine 2010 (após 12 anos de emissão). Notícia que, pelas palavras do próprio jornalista Vasco Trigo (Prémio Seeds of Science 2010 – Comunicação), deixava aberta uma janela de continuidade: «Um programa de Ciência e Tecnologia é fundamental no Serviço Público. A RTP sabe isso e portanto estou já a preparar um novo projecto nessa área», dizia-nos. E eis o resultado:

A 20 de Outubro de 2010, hoje, estreia (às 19h20, na RTP2) o Programa Com Ciência, magazine de informação sobre ciência, tecnologia e inovação, coordenado e apresentado por Vasco Trigo, e que certamente retomará o trilho informativo desbravado pelo 2010 (primeiramente denominado de “2001”).

A página dedicada ao programa, no website da RTP, não tem ainda muita informação, mas para ir sabendo mais novidades sobre o programa nada como estar atento ao Blogue Com Ciência, à página facebook do programa e ao twitter do próprio Vasco Trigo.

Publicado por Sílvio Mendes

Fascinar Darwin e Galileo.

"Pale Blue Dot", fotografia da Terra, captada em 1990 pela sonda Voyager 1, a pedido de Carl Sagan.

No último livro de Jonah Lehrer, Como Decidimos, o autor afirma que as situações de stress podem alterar o uso da razão, e que, em muitos estados de pânico, deixamos de dar ouvidos à racionalidade, só ela capaz de gerar pensamentos criativos ou ponderados.

A presente crise económica faz-se sentir também na ciência. No Reino Unido, ciências como a astronomia ou as ciências espaciais estão a sofrer uma forte reestruturação a vários níveis, incluindo cortes orçamentais e redistribuição de fundos, o que pode criar algum stress, ou até, pânico na comunidade.

No entanto, em Portugal, o primeiro-ministro José Sócrates assumiu dedicar 3% do PIB ao sector científico em 2020, contra os presentes 1.5%, o que deverá deixar a comunidade científica portuguesa com esperanças no futuro próximo, e menos nervosa quanto aos financiamentos.

São vários os membros da comunidade científica que defendem a exploração da Terra, em detrimento da exploração do espaço. Entendem que ainda há muito para descobrir no nosso planeta, em particular no que diz respeito, por exemplo, à exploração do fundo dos oceanos. A procura de vida extraterrestre é vista por estes especialistas, num contexto de recursos financeiros e humanos limitados, como um desperdício de tempo e dinheiro e, por isso, algo que deverá ser do domínio da ficção científica.

Todavia, a verdade é que a exploração espacial e o conhecimento do nosso planeta não são actividades estanques: de uma podem-se retirar conclusões acerca da outra, e vice-versa. Para além disso, a procura de vida noutros planetas há muito que deixou de ser exclusividade da ficção científica, e passou a pertencer ao domínio da astrobiologia. A astrobiologia, mais do que uma fusão entre a astronomia e a biologia, é uma ciência multidisciplinar – inclui, para além das duas mencionadas, física, química, geologia, astronomia, ciências da terra e da vida, entre outras.

A astrobiologia estuda, em particular, o surgimento, evolução e adaptação da vida na Terra. Esse estudo concretiza-se em expedições a locais recônditos no nosso planeta, como é o caso da que decorre, neste momento, à Hydrate Ridge, na costa do Oregon, E.U.A., empreendida por Jeff Marlow, do California Institute of Technology.

Esta expedição irá analisar microorganismos produtores de metano presentes em chaminés hidrotérmicas no fundo dos oceanos. Isto permite-nos não só alargar os nossos conhecimentos sobre extremófilos (organismos que vivem em condições extremas na Terra), mas também saber mais sobre indícios de vida extraterrestre. Especialmente, se tivermos em conta que os níveis de metano presentemente observados em Marte podem ser sinais da presença de microorganismos extraterrestres.

De facto, as missões a Marte, como é o caso da ExoMars, têm de ter em conta todas as análises previamente realizadas na Terra. E os resultados dessas missões, por sua vez, podem conduzir-nos a avanços na compreensão da origem da vida na Terra e evolução das espécies.

No que diz respeito à exploração subaquática e à descoberta de novas espécies na Terra, podemos dar o exemplo do projecto DepthX. Trata-se de um robot, financiado pela NASA, cujo objectivo é o de mapear e recolher amostras de água e microrganismos provenientes de uma dolina na península de Yucatán, no México.

Com 318 metros de profundidade, trata-se da dolina mais profunda do mundo e, por isso, esperaram encontrar-se condições nunca antes exploradas. Com efeito, desde 2007, vários mergulhos (com profundidade máxima de 275 metros) e análises laboratoriais das amostras revelaram que existem ali mais de 100 tipos de microrganismos, alguns dos quais até agora desconhecidos, e capazes de sobreviver em condições consideradas adversas para o desenvolvimento da vida. Estes resultados foram publicados em Março na revista Astrobiology.

Aliás, se olharmos para o índice de conteúdos de alguns números desta publicação, e até de outras na área, percebemos que o estudo de extremófilos é um dos campos mais activos e produtivos da astrobiologia.

Em todo o globo existem habitats como a dolina explorada pelo robot DepthX – desde o Oceano Árctico à Antárctica. Por isso, nesses locais, existem fortes possibilidades de se encontrarem pistas sobre os tipos de vida existentes em outras zonas do sistema solar e do universo.

Os astrobiólogos já perceberam há muito tempo que, até se descobrir vida noutros planetas, há muito para aprender sobre a vida na Terra, o único planeta que conhecemos com vida.

Alguns especialistas entendem ser mais seguro estudar a origem da vida na Terra, ao invés de investigar a hipótese de que a vida no nosso planeta pode ter origem extraterrestre. No entanto, ao enveredarmos pela primeira hipótese, não podemos excluir a outra: a de que a vida, ou alguns dos seus constituintes básicos, tiveram ou podem ter origem fora da Terra.

Muito recentemente foram descobertas bases nitrogenadas de origem extraterrestre num meteorito encontrado na Austrália. Tratam-se de moléculas que são a base do ADN e ARN. Esta descoberta demonstra, assim, a possibilidade de algumas das moléculas essenciais à vida terem sido trazidas do espaço para a Terra, em meteoritos.

Pensa-se que a vida na Terra teve origem, em termos geológicos, pouco depois de um pesado bombardeamento de meteoritos e cometas, ocorrido entre 4.6 a 3.8 mil milhões de anos, e que contribuiu com moléculas orgânicas possivelmente fundamentais para a origem e evolução da vida no nosso planeta.

A descoberta de indícios de vida num planeta (por exemplo, Marte) ou numa lua do nosso sistema solar (por exemplo, Titã ou Europa) pode também esclarecer-nos sobre a origem e história da vida na Terra. Sabemos que ainda há muito para descobrir no nosso planeta, mas não é por isso que podemos descurar o resto do universo. É neste espírito de exploração e descoberta que a NASA, ESA e outras agências espaciais investem na procura de vida extraterrestre.

E, numa perspectiva mais geral, temos que admitir que o desenvolvimento científico e tecnológico está intimamente ligado ao índice de desenvolvimento humano de um país ou região. É certo que em países onde a eliminação da pobreza e da fome são uma prioridade, qualquer actividade que não tente resolver directamente estas questões não é fácil de apoiar e justificar. Mas, por outro lado, há diversos estudos que nos dizem que investimentos na exploração espacial em tempos de crise têm ajudado países a enfrentá-la e ultrapassá-la. Isto demonstra que o investimento em ciências básicas tem não só um grande retorno cultural e humano, mas também retorno económico.

A exploração espacial e áreas afins, na vanguarda da ciência e tecnologia, respondem a questões elementares sobre a nossa existência, inspiram artistas, escritores e sonhadores, geram riqueza e impulsionam a inovação e economia. Até porque diversos relatórios apontam para que as maiores contribuições da exploração espacial não se tratem apenas de aplicações tecnológicas ou avanços científicos, mas sim, de algo maior: a oportunidade para alargar os nossos horizontes, descobrir a beleza e a grandeza do Universo e do nosso lugar nele. E como nos diz Sir Martin Rees, presidente da Royal Society, a possibilidade de existir vida extraterrestre “teria fascinado Darwin e Galileo, 400 anos depois de ter construído os seus telescópios e olhado para as crateras na Lua.”

Por Maria Cruz, Zita Martins e Pedro Russo*
* em colaboração com Joana Martins (Science Office)


Notas biográficas sobre os autores:

Maria Cruz
Licenciou-se em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico e doutorou-se em Astrofísica pela Universidade de Oxford. Um estágio de três meses no Gabinete Parlamentar de Ciência e Tecnologia do Reino Unido despertou-lhe o interesse pela comunicação e pela política de ciência. De seguida, coordenou a produção do primeiro plano estratégico para a astronomia Europeia, ASTRONET, colaborando em paralelo com a associação britânica Sense About Science. Actualmente é editora de astronomia e astrofisica da revista Science. Mais informações: http://uk.linkedin.com/in/mariajcruz

Zita Martins
Após ter estudado Química no Instituto Superior Técnico, obteve o doutoramento em Astrobiologia pela Universidade de Leiden na Holanda. Foi Cientista Convidada da NASA em 2005 e 2006. Entre 2007 e 2009 foi investigadora associada no Imperial College em Londres. Actualmente é University Research Fellow da Royal Society no Imperial College e membro do comité da Astrobiology Society of Britain. Mais informações: http://uk.linkedin.com/pub/zita-martins/9/925/b8

Pedro Russo
Licenciou-se em Astronomia e tem um Mestrado em geofísica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Porto. No Centro Multimeios de Espinho, descobriu o gosto pela comunicação da ciência. Presentemente coordena globalmente o Ano Internacional da Astronomia 2009, uma iniciativa da União Astronómica Internacional e da UNESCO e apoiada ao mais alto nível pelas Nações Unidas. Vive em Munique e está integrado no grupo de trabalho da Agência Espacial Europeia/Telescópio Espacial Hubble na Organização Europeia para a Investigação em Astronomia no Hemisfério Sul (ESO). A nível internacional colabora activamente com diferentes organizações como: União Astronómica Internacional, Comissão 55-Comunicação de Astronomia com o Público; Rede Europeia de Ciências Planetárias (Europlanet); União Geofísica Internacional e Federação Astronáutica Internacional. É o editor da revista científica Communicating Astronomy with the Public Journal. Mais informações: http://www.eso.org/~prusso/

Joana Martins
Joana Martins nasceu em 1987 na pequena vila de Sever do Vouga, distrito de Aveiro. Desde os primeiros anos de escola mostrou apetência para as artes e línguas. Enveredou pela licenciatura em Ciências da Comunicação, vertente de Jornalismo, que concluiu em 2010. Antes de se juntar ao Science Office, fez  dois estágios, na área do jornalismo online e imprensa escrita.

“Dance your Ph.D .2010” ou Os meninos dançam?

A proposta parte da Gonzo Labs (instituição que cruza arte e ciência) e, à primeira vista, tem a sua dose de excentricidade: transformar uma tese de doutoramento numa dança, gravar a dança em vídeo e colocá-la on-line. Depois é só esperar ser seleccionado para a final e, se tudo correr bem, ganhar um prémio (relativamente) chorudo à conta disso.

Física, Biologia, Química e Ciências Sociais são as principais categorias, mas o regulamento é suficientemente amplo para que todos possam participar. Se já tem uma coreografia na cabeça é tempo de se apressar: inscrições fecham no dia 1 de Setembro.

Mais pormenores no website do concurso, para os interessados. E duas coreografias vencedoras da edição do ano passado, para os curiosos.

Publicado por Sílvio Mendes

Bíblia nas Escolas Públicas Portuguesas

É bem conhecida a batalha sobre o ensino de Evolução vs. Criacionismo, que tem o seu maior palco nos EUA, mas que já assume frentes na Europa, em particular na Turquia, França, Suíça, Bélgica, Polónia, Rússia, Itália, Grã-Bretanha, Sérvia, Holanda e Alemanha (ver Relatório Europeu). Não esquecer que existe em Mafra, Portugal, o único Museu Europeu dedicado ao Criacionismo.

Vem isto a propósito de um fenómeno que me chegou recentemente à atenção. Não encontrando talvez espaço ou condições para actualmente batalhar para igual representação do criacionismo (vs. evolucionismo) nas aulas de ciências, os movimentos cristãos encontraram espaço nas aulas de Inglês (!), nomeadamente através do ensino da Bíblia. Tal faz parte de um movimento internacional (ver blog), com presença em Portugal (ver), que recebe destaque nos sítios de algumas escolas (ver por exemplo um dos projectos da Escola Secundária D. Dinis ou uma referência a um poster sobre o projecto, desta escola, no sítio do Ministério da Educação). Não é de espantar que no blog Português do movimento Across the Bible – PT (ATB-PT) surja uma referência ao Museu de Criacionismo em Mafra. O mesmo blog informa que o ATB-PT tem actividade há 7 anos, com alunos da primária ao secundário! Numa cadeira obrigatória: o Inglês.

Ora, para o currículo das aulas de inglês há inúmeras obras de literatura inglesa (que não é o caso da Bíblia) que melhor servirão objectivos pedagógicos do ensino de inglês. Esta é mais uma demonstração da ferocidade e criatividade (honra lhes seja feita) do movimento cristão de introduzir a Bíblia de qualquer forma na escola laica. Se este falhar, certamente tentarão introduzir a Bíblia nas aulas de Matemática, Educação Física, ou Educação Manual (afinal Jesus era carpinteiro). Mas esta capacidade serpentina do movimento Cristão exige uma defensa firme da escola pública laica. É lamentável que o Ministério da Educação (ME) tenha permitido esta intromissão mascarada mas transparente. Não tendo o ME intervido quando devia, cabe à cidadania intervir e exigir que as escolas públicas Portuguesas não adiram a este programa. Não deixa de ser irónico que esta situação tenha lugar quando se comemora o Centenário da I República, que tanto fez pela escolaridade pública laica.

A Constituição da República Portuguesa (CRP) garante a liberdade de religião (Art 41) e estipula (no Art. 42) que o “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.” (ponto 2) e que “O ensino público não será confessional.” (ponto 3). Só um evangelismo militante explica este atropelo à CRP.

Leiam e assinem a petição «Pela Escola Pública Portuguesa Laica»

Extracto de texto maior na Jangada de Pedra.

Publicado por André Levy

Ciência na UL: Os ouriços-do-mar e os segredos do cola e descola


Romana Almeida Santos,
investigadora na Unidade de Investigação em Ciências Orais e Biomédicas da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, apresenta-nos uma palestra intitulada «Biotecnologia Azul: Novos adesivos inspirados em ouriços-do-mar ». É já na próxima sexta-feira, 16 de Julho, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa.

Integrada no ciclo de palestras “Ciência em Português”, a iniciativa centra-se na possibilidade de criação de bioadesivos (inspirados em ouriços-do-mar), resistentes e eficazes em água, e que podem adquirir aplicações biotecnológicas e industriais.
É a última sessão (antes do período de férias) de um ciclo
que começou em 21 de Maio e já contou com intervenções de Miguel Centeno Brito, José Eduardo Franco, Hugo Cardoso e Ana Luísa Raposo.

Sinopse:

«Já alguma vez pensou como se agarram os ouriços-do-mar às rochas para não serem arrastados pelas ondas? Fazem-nos através de órgãos adesivos especializados, que produzem secreções adesivas e “desadesivas”, colando-se e descolando-se repetidamente. Ao contrário da maioria das colas sintéticas, estes bioadesivos são resistentes e eficazes em água, pelo que podem vir a ter variadas aplicações biotecnológicas (ex. adesivo dentário) e industriais (ex. construção subaquática).»


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).

Publicado por Sílvio Mendes

Ciência na UL: Bater os pés sem bater as botas ou como o cérebro entende o significado das palavras


Ana Luísa Raposo
é investigadora no Centro de Investigação em Psicologia, na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e apresenta, na próxima sexta-feira, 2 de Julho, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, a palestra intitulada «Bater os pés sem bater as botas: como o cérebro entende o significado das palavras».

A sessão explorará, por exemplo, como o cérebro distingue o sentido literal e metafórico das palavras e é a quarta do ciclo de palestras “Ciência em Potuguês”, que começou em 21 de Maio e já contou com intervenções de Miguel Centeno Brito, José Eduardo Franco e Hugo Cardoso.

Sinopse:

O significado que atribuímos às palavras e a sua representação no cérebro está no cerne tanto dos estudos clássicos como de investigações de ponta. Apesar de as palavras terem um significado específico, este é quase sempre influenciado pelo contexto. Quando ouvimos “A Maria bateu o pé” ou “A Maria bateu as botas”, como sabemos que frases tão diferentes têm significados tão diferentes? O trabalho de Ana Luísa Raposo tenta descobrir como regiões neuronais interagem para extrair o significado correcto dos conceitos e como o cérebro distingue o sentido literal e metafórico das palavras.»


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).

Publicado por Sílvio Mendes

Procuram-se Cientistas para fazer teatro!

Cientistas ao Palco
Noite dos investigadores 2010

"De que falamos quando falamos de cientistas?" no Teatro Municipal de Bragança a 12 de Setembro de 2009

"De que falamos quando falamos de cientistas?" no Teatro Municipal de Bragança a 12 de Setembro de 2009

O projecto Cientistas ao Palco nasceu no ano passado, no âmbito da Noite Europeia dos Investigadores 2009. Os cientistas, o seu trabalho e a sua vida, foram celebrados através do teatro, subindo literalmente ao palco – como dramaturgos e actores dos espectáculos apresentados em quatro cidades, dirigidos por encenadores e criativos.

Mais sobre os Cientistas ao Palco aqui.

Este ano os Cientistas ao Palco estão de volta, com novos espectáculos que serão apresentados no dia 24 de Setembro no Porto, Coimbra, Lisboa e Faro. Em Lisboa a Noite decorrerá no Jardim Botânico Tropical.

AUDIÇÃO – LISBOA

À procura de cientistas para fazer teatro!

Está aberta uma audição para cientistas (homens) para ingressarem no espectáculo O Último dos Texugos, escrito por Bruno Pinto (investigador/biólogo) e encenado pelo actor Romeu Costa.

A audição será realizada no próximo dia 20 de Junho. Os interessados deverão preencher e enviar a ficha de inscrição para cientistasaopalco@gmail.com até dia 18 de Junho.

A audição consistirá em exercícios simples de grupo e a leitura de uma cena da peça (que será enviada depois de recebida a inscrição). Se é investigador e gostava de participar num projecto de Teatro, mesmo que não tenha qualquer experiência, esta é a oportunidade. O elenco será formado exclusivamente por investigadores.

Quem são os parceiros do projecto Cientistas ao Palco 2010?

Universidade do Porto (coordenador nacional), Instituto de Biologia Molecular e Celular, Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, Instituto de Investigação Científica Tropical, Associação Viver a Ciência, Universidade do Algarve, Natura Algarve, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Instituto Gulbenkian de Ciência.

O que é a Noite Europeia dos Investigadores?

A Noite dos Investigadores 2010 é uma iniciativa do Programa Marie Curie no âmbito do Sétimo Programa-Quadro da Comissão Europeia (FP7-People). Tem como objectivo aproximar os cientistas dos cidadãos e decorrerá em simultâneo em várias cidades europeias no dia 24 de Setembro.

Mais sobre a Noite Europeia dos Investigadores aqui.

Reflicta sobre “A cultura portuguesa em Negativo” na segunda sessão do ciclo “Ciência em Português”


José Eduardo Franco,
investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, conduz, na próxima sexta-feira, às 18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, uma palestra intitulada “A cultura Portuguesa em Negativo: “Anti-semitismo, antijesuitismo, antiprotestantismo, antimaçonismo, anticomunismo, antifeminismo,…”.

É a segunda vida do ciclo de palestras “Ciência em Português”, estreada a 21 de Maio com o tema “Energia Solar Fotovoltaica”. E, como regra sagrada do ciclo, a entrada continua a ser livre para os visitantes.

Sinopse:
«Abordaremos de uma forma analítica algumas das mais significativas correntes e discursos centrados numa percepção negativa de um ‘Outro’ (p. ex. antisemitismo, anticlericalismo, antifeminismo, anticomunismo, antimaçonismo, antiamericanismo, …) no âmbito da história da cultural portuguesa. Neste sentido, procuraremos compreender de que modo os discursos propagandísticos e intolerantes criaram e demonizaram as diferenças. Lançaremos, pois, um olhar hermenêutico sobre a história da cultura através de imagens em ‘negativo’, para empregar uma metáfora fotográfica.»


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).

Energia solar fotovoltaica alimenta primeira sessão do ciclo de palestras “Ciência em Português”

Miguel Centeno Brito, do Departamento de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, apresenta amanhã (21 de Maio), às18h30, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, uma palestra sobre Energia Solar Fotovoltaica. É a primeira do ciclo “Ciência em Português”. A entrada é livre para todos os visitantes.

Sinopse:

A energia solar fotovoltaica consiste na produção de electricidade a partir de radiação solar, uma fonte inesgotável de energia limpa. No entanto, o custo das células solares é ainda demasiado elevado para permitir a disseminação destas tecnologias em larga escala. Depois de um enquadramento histórico e de uma breve descrição do princípio de funcionamento das células fotovoltaicas, abordar-se-ão os principais desafios tecnológicos que se colocam ao aproveitamento da energia solar, apontando recentes desenvolvimentos para os ultrapassar.


Este texto integra o dossier especial criado para o “Ciência na UL” (conjunto de actividades que inclui o ciclo de palestras “Ciência em Português”, uma série de artigos publicados em jornal – “Um investigador em Portugal” e curtas-metragens com investigadores – “Ciência na 1ª pessoa”).


Publicado por Sílvio Mendes

Espaço Ciência no Mundo Mix durante todo o fim-de-semana

Já arrancou a 24ª edição do Mercado Mundo Mix, no Castelo São Jorge. Este ano volta a haver um Espaço Ciência, partilhado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e pela Associação Viver a Ciência (VAC).

Horários: Sexta-feira, sábado e domingo (14, 15 e 16 de Maio), das 12h às 23h.

PROGRAMAÇÃO DO ESPAÇO CIÊNCIA NO MERCADO MUNDO MIX:

Sexta-feira , 14 de Maio
A partir das 18h
Actividade do Cooking Lab
Recorrendo à gastronomia molecular, vai ser possível preparar, e provar, gelados refrigerados com azoto líquido.

Sábado, 15 de Maio
17h-19h00
Actividades da Associação Viver a Ciência
Ateliê de divulgação científica para as crianças sobre a vida marinha: esta actividade inicia-se com a narração da história do livro “Os Amigos da Menina do Mar”, explorando alguns segredos de animais marinhos de uma forma divertida e interactiva. De seguida as crianças podem participar em jogos e actividades com uma forte componente cientifica e artística.

Domingo, 16 de Maio
14h00 -16h00
18h00 – 20h00
Actividade do Instituto Gulbenkian de Ciência:
Extracção de ADN de Morangos. A maioria da experiências de Biologia requerem a extracção de ADN de células. Nesta actividade iremos extrair ADN de morango usando o mesmo método que se utiliza diariamente em laboratórios mas recorrendo a produtos domésticos – morangos, detergente da loiça, sal de cozinha, filtros de café e álcool.

Foi assim o Espaço Ciência. no Mundo Mix, em 2009.

Foi assim o Espaço Ciência. no Mundo Mix, em 2009.

Publicado por Sílvio Mendes