
Exposição "Hominídios e Hominidas", no Domus.
A probabilidade de encontrarmos três Museus de Ciência numa cidade “periférica” (os galegos há-de desculpar-me o termo) com cerca de 250 mil habitantes é, certamente, muito baixa. Mas aceitemos um exercício: personifiquemos as probabilidades (de acordo com as suas especificidades). Necessitam, certamente, de uma casa e esta vive na Corunha. E atenção: cruzando as palavras “Museu” e “Corunha”, é possível fazer trocadilhos com isto: (=mc2). Ainda que sejam três – os museus – Einstein de certeza que não se importará. (=mc2) é mesmo o logótipo perfeito usado para promover esta trilogia.
Na Casa de las Ciencias, primeiro a ser construído, pode ser apreciado um planetário digital e o pêndulo de Foucoult. É o refúgio da física e da astronomia. No Acuario Finisterrae quem manda são as espécies marinhas, com especial destaque para as da costa galega. O Aquário cumpre a sua missão e mete água por todo o lado: 4,4 milhões de litros. E no Domus (la Casa del hombre) é apresentada a espécie humana em toda a sua dimensão, numa reflexão interactiva que permite ao visitante conhecer melhor as suas origens, a evolução histórica e as características específicas do ser humano.
Para ajudar na gestão e manutenção destes museus, existe a Asociación de Amigos de la Casa de las Ciencias, responsável também pelo Prémio Luis Freire, que promove anualmente a criatividade científica junto do público escolar e pelo Dia de la Ciencia en la Calle, festival que, no primeiro sábado de Maio de cada ano, enche as ruas da Corunha com milhares de curiosos em torno de actividades de experimentação e divulgação de ciência.
E para quê tudo isto? O website dos Museus resume esta vocação da seguinte forma: «Sin ciencia no hay cultura y que, por lo tanto, el analfabetismo científico es pura y sencillamente analfabetismo». Alguém já viu uma cidade assim?
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