Ciência e Literatura (2): Alice Vieira

Julho 3, 2009 · Deixe um comentário

elreitadinhoO livro “Graças e Desgraças da Corte de E-Rei Tadinho – Monarca Iluminado do Reino das Cem Janelas” é uma deliciosa explosão de fantasia que, a ter que ocupar uma prateleira, merece honras de lugar cativo bem próximo do genial “Aventuras de João Sem Medo”, de José Gomes Ferreira.

Adiante, no Reino das Cem Janelas, liderado por El-Rei Tadinho, Alice Vieira não se esquece de também adicionar ciência (através da figura de um físico) à barafunda que habita transversalmente o imaginário do livro. Aqui fica o registo:

«Diziam os grandes livros de leis do Reino das Cem Janelas que a crise, quando nascia, era para todos. Ou seja: se faltava comida na mesa do ferreiro, também faltava na mesa do juiz; se entrava água em casa do pedreiro, também entrava em casa do físico da corte.»

«Ao fim de meia hora de guinadas, a cabeça já lhe doía tanto que el-rei não teve outro remédio senão chamar o físico da corte, coisa que ele geralmente só fazia em casos desesperados.
(…)
- Então esse físico quando é que vem?
- Estou aqui, majestade, estou aqui – ouviu-se a voz do físico.
- Já não era sem tempo! Julgas que sou doente da caixa para esperar por ti este tempo todo?
O físico examinou el-rei com todo o cuidado. E depois perguntou:
- Haveis tomado o chá de mandrágora como vos receitei?
O rei disse que sim.
- Haveis dado todas as noites três voltas a pé-coxinho à sala do trono, como vos prescrevi?
O rei disse que sim.
- Haveis dormido de janela aberta como vos recomendei?
O rei disse que sim.
(…)
- Tendes pago a horas, ao dragão, a vossa conta de electricidade?
O rei voltou a dizer que sim.
Então o físico suspirou e acabou por declarar:
- Então não sei que vos faça, majestade. Deveis ter doença rara que ainda não aprendi a curar. De qualquer modo vou consultar os meus livros e pode ser que por lá encontre a cura do vosso mal.
- Vai, vai, que bem precisas de estudar um bocado – disse el-rei, que nunca tinha confiado muito na ciência do seu físico.»

Alice Vieira, in “Graças e Desgraças da Corte de E-Rei Tadinho – Monarca Iluminado do Reino das Cem Janelas”

Publicado por Sílvio Mendes

→ Leave a CommentCategorias: Literatura e Ciência
Tagged: , , ,

Ir. E voltar?

Julho 2, 2009 · Deixe um comentário

fugaNo website do Ciência Hoje está congelado (com comentários “úteis” publicados entre 2005 e 2007) um Fórum de discussão acerca do estado da ciência em Portugal. Chamo particular atenção para a intensa troca de opinião sobre a ‘fuga de cérebros’.

Não se pode dizer que o registo de ideias seja tão incontornável como acontece nos romances de Eça de Queiroz – «Pois eu, assim que possa, é direitinho para Paris! Aquilo é que é terra! Isto aqui é um chiqueiro…» – mas a verdade é que esse conjunto de comentários e queixas teima em não caducar e parece caminhar também a passos largos para se juntar a Os Maias como documento intemporal.
A confirmar essa ideia continua este texto (”Cientistas em Saldos”) publicado por David Marçal, em Outubro passado, no Público.

Aqui ficam algumas das ideias e desabafos semeados no referido Fórum:

«Cara Ana, não volte! Não destrua a sua vida. Volte e Portugal de férias, ou em trabalho temporário, ou em sabática, ou para vir a casamentos, mas jamais para fazer ciência. Fuja!»

«Acabei de receber este link por email de uma amiga em Portugal e estou aqui como uma esponja a tentar reter tanta informação nova sobre o presente panorama da ciência em Portugal de onde saí há quase 20 anos. Fui fazer o meu PhD no estrangeiro e não voltei. Para grande aborrecimento das instituições financiadoras de bolsas em Portugal, grande parte dos portugueses que saem, nunca mais voltam.»

«Não acho que haja razão para não explorar a possibilidade de fazer ciência em Portugal. O camhino também se faz caminhando.»

«Eu estou a acabar um doutoramento misto entre Portugal e França (Grenoble). No entanto logo que acabe não conto procurar continuar a minha carreira em Portugal. Os últimos anos tem sido dificeis e não se espera melhores ventos para breve. Em Portugal um jovem cientista não é valorizado e tem condições de trabalho fracas para as qualificações que tem e para o que se deveria esperar que contribuisse.»

Para ler respostas, contra-respostas, a endogamia e outros temas, o caminho faz-se por aqui.

Publicado por Sílvio Mendes

→ Leave a CommentCategorias: Cientistas portugueses · Políticas de Ciência · Vida de cientista
Tagged: , ,

Cientistas cómicos??!? Ahahaha!

Junho 24, 2009 · Deixe um comentário

Ensaio dos Cientistas de pé, no Fórum Lisboa.

Mais sobre os Cientistas ao Palco, aqui.

Publicado por David Marçal

→ Leave a CommentCategorias: Cientistas ao palco
Tagged: ,

Ir à Bola com Ciência

Junho 24, 2009 · 2 Comentários

abola

O ainda país dos F’s andou silenciosamente inquieto durante a tarde de ontem, quando sentiu que algo de estranho se passava com o website d’ A Bola. Feitas as contas, é o portal de informação mais visitado do país e nunca se sabe quando chega um novo reforço para o Benfica. Uma desgraça, portanto, sentir que a “bíblia do desporto” estava offline durante umas horas.

Para sossego de todos os utilizadores, a explicação da baixa, embora dificil de compreender em pleno 2009, era simples: o novo site estava a caminho. E já chegou, com a novidade de anexar às notícias sobre desporto um leque de conteúdos de informação generalista, tudo aglomerado na secção “Outros Mundos“.

No que aqui ao estaminé diz respeito, há ainda uma novidade de peso a registar. Há muito que a ciência vagueia pelos meandros do jornalismo desportivo – note-se, por exemplo, o título “Real Madrid blinda Cristiano Ronaldo com cláusula astronómica e mil milhões” – mas agora tem direito a etiqueta própria.

Soa-me bem: Um tipo vai à Bola e leva com Ciência. Resta-nos acompanhar com que critérios e qual a amplitude do engenho.

As primeiras Notícias sobre ciência n’A Bola: Evolução é mais rápida em climas temperados | Começou a construção da primeira estação para turismo espacial | Sonda espacial japonesa choca com a lua

Publicado por Sílvio Mendes

→ 2 CommentsCategorias: Comunicação de Ciência
Tagged:

Ciência na Literatura: José Rodrigues Miguéis

Junho 22, 2009 · Deixe um comentário

o pão não cai do céuUma citação da obra do escritor que viveu grande parte da sua vida nos Estados Unidos, onde viria a morrer em 1980, e que foi eleito académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (Janeiro de 1976), inaugura esta nova rubrica. Objectivo: Simples. Partilhar testemunhos literários que façam referência à ciência e/ou exponham de algum modo, sempre com o seu estilo literário assumido, o pensamento científico. A consciência da sua evolução, através de uma literatura que lhe foi e é paralela, torna a relação com a ciência mais rica. Se concordam, juntem-se, funcionamos 24 horas por dia em regime de liberdade.

“O Dr. Palma era um rapaz (como ele dizia) de sessenta anos. Considerado o melhor e o mais estudioso dos clínicos da região, vinham consultá-lo ou chamavam-no os ricos de todo o distrito de Beja. Punha os novatos à prova, e saía sempre vencedor porque estava ao corrente de todas as novidades pela leitura de revistas médicas. Ele aproveitava o ensejo de uma gripe ou trabuzana intestinal para injectar aos pacientes algumas noções de política: «Que remédio têm eles senão ouvir-me! Dou-lhes aspirina e bicarbonato, um clister ou uma injecção de água destilada, e de caminho casco-lhes. Eles vingam-se de mim chamando o padre, e depois dizem que foi um milagre que os curou das hemorróidas ou da caganeira!»”.

José Rodrigues Miguéis, in “o pão não cai do céu”

Publicado por Sílvio Mendes

→ Leave a CommentCategorias: Literatura e Ciência
Tagged: , , ,

Cientistas ao Palco em Oeiras

Junho 18, 2009 · Deixe um comentário

Cientistas ao Palco em Oeiras
Este sábado, dia 20 de Junho, entre as 14h e as 19h30 actividades dos cientistas que se juntam à festa do 250º aniversário – Celebrar Oeiras
Às 18h00 no Palco Família
Cientistas ao Fórum e Cientistas de Pé
O grupo do Teatro Fórum irá recriar todo o processo de criação de um espectáculo: o que é o teatro fórum? o recrutamento dos actores/cientistas; os ensaios; a cena de fórum. Será aberto a perguntas e discussão com a plateia. Para terminar, actuarão os cientistas-de-pé – stand-up comedy por cientistas!
E das 14h00 às 18h00 na Zona Futuro tragam as crianças para meter a mão na massa científica
O DNA de morango – invisível? Não, senhor!
Uma experiência simples que permite extrair e visualizar o DNA de morango. Recorrendo a produtos domésticos – morangos, detergente da loiça, sal de cozinha, filtros de café e álcool – crianças e adultos reproduzem o processo de extracção de DNA utilizado pelos cientistas, podendo levar o DNA para casa, para guardar para sempre!
Células de plasticina
Somos formados por triliões de células…não são todas iguais: têm formas diferentes e fazem coisas diferentes. As células do sangue transportam oxigénio; as do músculo da perna ajudam-nos a dar pontapés na bola. Com plasticina de várias cores, crianças e adultos podem experimentar construir células diferentes, para levar para casa.
O código dos genomas em gomas
A molécula de DNA funciona como uma receita para fazer um ser vivo. Através de um código químico representado pelas letras A, T, C e G é possível construir todas as proteínas que fazem um organismo. A informação contida no DNA pode ser copiada para uma nova molécula de DNA e desta para outra, e outra, até ao infinito, mantendo sempre a mesma receita. Usando gomas de várias cores, crianças e adultos vão poder explorar o que a torna o DNA uma molécula tão especial.
Olhando para dentro de uma molécula
Desde a água ao DNA, o nosso mundo é feito de muitas moléculas diferentes. Através de modelos simples e simulações em computador crianças e adultos poderão entrar na dimensão molecular e conhecer algumas das moléculas de que ainda se procura conhecer a estrutura.
Pelo IGC e ITQB

Este sábado, dia 20 de Junho, entre as 14h e as 19h30, actividades dos cientistas que se juntam à festa do 250º aniversário – Celebrar Oeiras.

Cientistas ao Palco

Às 18h00 no Palco Família

Cientistas ao Fórum e Cientistas de Pé

O grupo do Teatro Fórum irá recriar todo o processo de criação de um espectáculo: o que é o teatro fórum? o recrutamento dos actores/cientistas; os ensaios; a cena de fórum. Será aberto a perguntas e discussão com a plateia. Para terminar, actuarão os cientistas-de-pé – stand-up comedy por cientistas! Mais sobre o projecto de teatro com cientistas.

E das 14h00 às 18h00 na Zona Futuro tragam as crianças para meter a mão na massa científica

O DNA de morango – invisível? Não, senhor!

Uma experiência simples que permite extrair e visualizar o DNA de morango. Recorrendo a produtos domésticos – morangos, detergente da loiça, sal de cozinha, filtros de café e álcool – crianças e adultos reproduzem o processo de extracção de DNA utilizado pelos cientistas, podendo levar o DNA para casa, para guardar para sempre!

Células de plasticina

Somos formados por triliões de células…não são todas iguais: têm formas diferentes e fazem coisas diferentes. As células do sangue transportam oxigénio; as do músculo da perna ajudam-nos a dar pontapés na bola. Com plasticina de várias cores, crianças e adultos podem experimentar construir células diferentes, para levar para casa.

O código dos genomas em gomas

A molécula de DNA funciona como uma receita para fazer um ser vivo. Através de um código químico representado pelas letras A, T, C e G é possível construir todas as proteínas que fazem um organismo. A informação contida no DNA pode ser copiada para uma nova molécula de DNA e desta para outra, e outra, até ao infinito, mantendo sempre a mesma receita. Usando gomas de várias cores, crianças e adultos vão poder explorar o que a torna o DNA uma molécula tão especial.

Olhando para dentro de uma molécula

Desde a água ao DNA, o nosso mundo é feito de muitas moléculas diferentes. Através de modelos simples e simulações em computador crianças e adultos poderão entrar na dimensão molecular e conhecer algumas das moléculas de que ainda se procura conhecer a estrutura.

Pelo IGC e ITQB

Publicado por David Marçal

→ Leave a CommentCategorias: Cientistas portugueses

A “arte de descrever”

Junho 15, 2009 · Deixe um comentário

Sir Thomas Stamford Raffles ficou conhecido por ter sido um dos mais destacados contribuidores para a expansão do império britânico do século XIX.
Para além disso, é também um nome conhecido para alguns dos que gostam ilustração científica.
Em 2007, a sua fantástica colecção de ilustrações da fauna e flora do sudeste asiático foi adquirida pela British Library, e é agora publicada em livro. A avaliar pelos exemplos que aqui mostramos, esta colecção é um exemplo da qualidade e beleza que a “arte de descrever” pode atingir.
As ilustrações que agora se apresentam em Raffles’ Ark Redrawn, são uma reprodução das originais, realizadas por artistas chineses e franceses, que foram destruidas pelo fogo que assolou o navio de Raffles em 1824.

Raffles-Ark-Redrawn-Natur-004

Raffles-Ark-Redrawn-Natur-005

Raffles-Ark-Redrawn-Natur-008

Raffles-Ark-Redrawn-Natur-009

Raffles-Ark-Redrawn-Natur-010

Raffles-Ark-Redrawn-Natur-011

Publicado por Pedro Falcão

→ Leave a CommentCategorias: Ilustração Científica
Tagged: , , , ,

Átomo, poesia, memória: um Lucrécio perdido no livro de Química

Junho 9, 2009 · Deixe um comentário

10013651~Titus-Lucretius-Carus-Roman-Poet-and-Philosopher-PostersA primeira vez que me aconteceu alguma coisa semelhante foi quando, aos 20 anos, descobri uns poemas de Cecília Meireles no meu livro de Português da Escola Primária. A paixão pela sua poesia ainda era recente e acabava de descobrir, por linhas inesperadas, que afinal já a havia lido (ou alguém a lera por mim) uma década antes. Um choque.

No fim-de-semana passado, enquanto desfolhava o meu livro de Química do 8º ano, eis que surge mais um ajuste de contas com o passado. Então não é que na fase de todas as borbulhas deixei passar em claro o poema de Lucrécio (Titus Lucretius Carus) no qual, em pleno século I a. C., o poeta romano já abordava a constituição atómica da matéria – ideia que só veio a ter aceitação no século XIX.

Eis o que encontrei:

«… átomo algum interrompe jamais o seu movimento no vácuo, antes se move sem cessar, empurrando e sendo empurrado
Em várias direcções, e as suas colisões provocam,
Consoante o caso, maior ou menor ressalto.
Quando combinamos da forma mais densa,
A intervalos muito próximos, com o espaço entre si
Mais obstruído pelo entrelaçado da figura,
Dão-nos a rocha, o diamante, o ferro,
Coisas dessa natureza. (Não existem muitas espécies de átomos
Que errem, pequenos e solitários, através do vácuo.)

Apesar de se encontrarem em constante movimento,
O seu todo aparenta absoluta quietude,
Salvo, aqui e ali, alguma oscilação particular.
A sua natureza está além do alcance dos nossos sentidos,
Muito, muito além. Já que não somos capazes de ver
As coisas como são na realidade, elas são obrigadas a esconder-nos os seus movimentos,
Especialmente porque, mesmo as que conseguimos ver, muitas vezes
Nos ocultam também os seus movimentos, quando à distância.
Tomemos por exemplo um rebanho a pastar
Numa encosta; sabemos que esses animais de caracóis de lã
Se movimentam para onde quer que os atraia a bela erva,
Em qualquer lugar onde esta se encontre, ainda cravejada de jóias de orvalho cintilantes, e que os cordeiros,
Já saciados, saltam e brincam, brilhando ao sol.
Tudo isto, porém, visto á distância, é apenas uma mancha azulada
Esbranquiçada, repousando numa colina verde.
…»

O excerto é retirado do poema De Rerum Natura (Sobre a Natureza das Coisas), o único livro escrito por Lucrécio. O título de poema serviu também de inspiração a um dos mais competentes blogues portugueses de ciência, precisamente o De Rerum Natura. Nos arquivos do mesmo blogue encontram-se explicações bem mais completas sobre Lucrécio, em particular, e sobre a origem do atomismo, mais a fundo.

Publicado por Sílvio Mendes

→ Leave a CommentCategorias: Comunicação de Ciência
Tagged: , , , ,

Cientistas ao Palco em videotape!

Junho 8, 2009 · Deixe um comentário

Primeiro Video dos Cientistas ao Palco. Já foi feito há algum tempo, mas foi muito divertido! Obrigado Romeu Costa, Eliseu Aguiar, Ana Sanchez, Joana LA, Ilda Camacho, Maria João Ferreira, e todos os cientistas do ITQB que participaram!

O projecto neste momento decorre a bom ritimo, com ensaios duas vezes por semana, com cientista-actores. Novidades podem-se seguir aqui.

Publicado por David Marçal

→ Leave a CommentCategorias: Cientistas portugueses · Comunicação de Ciência
Tagged: ,

We Are Scientists: cientistas (como assim?) à deriva no indie rock

Junho 5, 2009 · Deixe um comentário

wearescientistsSão uma banda de indie rock de Nova Iorque, chamam-se We Are Scientists e sempre quis perceber porquê. Algumas pesquisas depois, a missão que à partida não apresentaria grandes dificuldades continua perdida no nevoeiro. Salvam-se os rumores que – nestas coisas do marketing – sempre ajudam a projectar um nome.

Primeiro mito: Corre o rumor que o nome foi inspirado numa conversa com um funcionário de uma empresa de aluguer de automóveis (U-Haul) que inspeccionava a carrinha que a banda tinha alugado. Enquanto fazia conversa, o funcionário perguntou aos três membros da banda se eram irmãos. Responderam que não. Contra-atacou perguntando-lhes se eram cientistas. Responderam que eram músicos, não cientistas.

Segundo mito: Outra história que percorre os meandros fantasiosos da internet prende-se com a época em que o grupo recorreu a um empréstimo para poder financiar as primeiras aventuras da banda. Teriam fingido ser cientistas que precisavam de fundos para um projecto de investigação, cientes que o Banco nunca lhes emprestaria dinheiro para investir num projecto musical. Não tenhamos dúvidas, também é mentira.

Terceiro mito: Remonta aos tempos de estudante dos membros da banda. Estudavam habitualmente na biblioteca e, numa dessas alturas, terão sido atacados por uma “manada de nerds”. Em sua defesa, terão gritado: “Stop! We Are Scientists!”. Sejamos justos, também não faz muito sentido.

Conclusão (ou quarto mito?): Uma explicação bem mais simples, de origem musical, parece estar atravessada no caminho da banda. Então vejamos: os Cap’n Jazz (Chicago) têm uma música que se chama precisamente We Are Scientists. Os rumores mais coerentes apontam todos para essa influência. Ainda assim, não é claro que a resposta à nossa dúvida tenha efectivamente nascido por aí.

Breve exemplo dos conteúdos de ciência tocados e cantados pelos We Are Scientists:

My body is your body
I won’t tell anybody
If you wanna use my body
Go for it, yeah
My body is your body
And I won’t tell anybody
If you wanna use my body
Go for it, yeah
Go for it, yeah

Perante isto, resta-nos ouvir. O caminho é por aqui: http://www.myspace.com/wearescientists | www.wearescientists.com

Publicado por Sílvio Mendes

→ Leave a CommentCategorias: Paranormal
Tagged: ,