Mais cientistas ao palco – próxima 3ª feira, 17 de Novembro, 19h00, Teatro Nacional D. Maria II

Novembro 13, 2009 · Deixe um comentário

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con(s)ciência: SetePés

Novembro 11, 2009 · Deixe um comentário

darwin200A SetePés é uma organização sediada no Porto que aplica o conhecimento a novos serviços. Criatividade e inovação em três áreas, Formação, Ciência e Arte. Do Porto nasceu a ideia, que em 11 anos muito se desenvolveu. Agora, sete timoneiros levam a SetePés a a agir a um nível local, nacional e europeu. E com que ciência? Com conhecimento interdisciplinar, contemporâneo e histórico para sensibilizar e/ou educar. Assim aconteceu com muitas iniciativas, como o jogo de debate decide, e acontece com a exposição Darwin200. Benvind@ à SetePés.

Era o ano de 1998. Queriam encontrar um nome que descrevesse o que queriam implementar. O sentimento era de aventura, risco, futuro. “Estar um bocadinho à frente do que é a vontade do mercado”, diz Henrique Praça, director da empresa. Sempre com imaginação e inovação. Júlio Verne e as “20000 Léguas Submarinas” exprimiam esta vontade. E uma página “ao acaso” decidiu o nome. Nasceu a SetePés.
SetePés
Actualmente, Darwin200 é um exemplo de uma iniciativa de comunicação de ciência bem-sucedida, produzida pela Sete Pés. Darwin200 é para jovens dos 8 aos 12 e público em geral. Consiste  numa exposição e num serviço educativo, o jogo da selecção Natural e o caderno do naturalista. Está a partir de hoje, e até dia 29, em Santarém. Corresponde a um “investimento totalmente nosso”, diz Henrique Praça, director da Sete Pés. “Vamos continuar em digressão até Março de 2010″, acrescenta, com orgulho.

A SetePés afirmou-se primeiro como produtora artística e entidade de formação. E a partir de 2004 também no campo da comunicação de ciência. Porque “a ciência também é cultura”, responde Henrique. A SetePés pode, assim, elaborar estratégias de comunicação de ciência e tecnologia com instituições. Com colectivos, pode guiar candidaturas a fundos estruturais de apoio. Algumas iniciativas de comunicação de ciência são apoiadas pela Agência Ciência Viva. Já outros projectos culturais poderão ser financiados pela Direcção Geral das Artes ou outra entidade.

Os sete da SetePés propõem desta forma a sua colaboração. A sua energia é colocada também em eventos. Tal como o Darwin200, também outras actividades deixaram marca, tais como exposições, workshops, feiras de ciência e debates. O decide foi uma iniciativa que percorreu dez cidades portuguesas de Outubro de 2007 a Junho do ano seguinte. Com este jogo, os participantes são activamente envolvidos no debate de temas de base científica ou tecnológica. Ao participar no decide exprime o seu ponto de vista e informa-se.

Também com sede de conhecimento, os sete da SetePés vão continuar a investir no seu papel. A construir uma organização que vive culturalmente em rede e directamente com o público, para “o infinito e mais além”.

Sugestão de leitura: “Comunicação de Ciência” (Edições SetePés)

Publicado por João Cão

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Temos nova rubrica, temos ‘con(s)ciência’

Novembro 11, 2009 · 1 Comentário

Uma nova rubrica semanal. A partir de hoje, o blog da Viver a Ciência promove uma nova rubrica semanal, denominada con(s)ciência! Vamos dar a conhecer organizações que trabalham e divulgam cultura científica. Pensar além da rede de centros ciência viva que têm uma intervenção de valor reconhecido e estão estabelecidos no mercado cultural. Este é o espaço para todos os outros colectivos que nos tentam envolver.

Publicado por João Cão

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O Fundo da Linha: activismo em defesa da vida marinha

Novembro 11, 2009 · Deixe um comentário

end_of_the_lineO vídeo O Fundo da Linha alerta para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais. Conta com o apoio de Sigourney Weaver e convida os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos. Tem também o apoio da Greenpeace, que se tem desdobrado em esforços para a divulgação do filme.

Surge a tempo de alertar a Assembleia Geral das Nações Unidas, antes que se reuna (ainda este mês) para abordar este tema decidir os próximos passos relativamente à implementação de uma resolução que pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.


Para quem preferir ver o filme numa tela maior, é passar pela Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 16 de Novembro, às 17h. A projecção – em estreia nacional - é da responsabilidade da PONG-Pesca – Plataforma de Organizações Não-Governamentais Portuguesas sobre a Pesca, e integra-se nas celebrações do Dia Nacional do Mar, promovidas pela mesma instituição.

Mais: The End of the line (site oficial) | Greenpeace Portugal | PONG-Pesca

Publicado por Sílvio Mendes

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Sérgio Godinho: voz da ciência

Novembro 10, 2009 · Deixe um comentário

Sérgio Godinho, no seu estilo narrativo doce-doce-doce, explica-nos a origem dos cometas no programa “1 Minuto de Astronomia”, em exibição nos canais da RTP. É delicioso ouvir através da sua voz: «há, de repente, milhares de cabelos a arderem na atmosfera, abrem rasgos de luz no céu, e vêem-se de cá».  Temos contador de histórias… de ciência.

Nota: O programa “1 Minuto de Astronomia” é apresentado sempre por uma figura pública diferente. Sílvia Alberto, Nicolau Breyner, Carla Chambel, Helena Coelho, Jorge Gabriel, Maria Gambina, Nuno Markl, Margarida Martins, Francisco Mendes, Luís Represas, Cláudia Semedo e Vitor de Sousa são os outros nomes que aceitaram o desafio.

Publicado por Sílvio Mendes

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Hoje: James Watson na Gulbenkian

Novembro 6, 2009 · Deixe um comentário

O mini-post vai em cima da hora, mas serve o dito apenas para dizer James Watson dará hoje um seminário intitulado “Cure Cancer Today, Not Tomorrow” no Auditório 2 da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, às 16:00. A entrada é livre, mas os interessados devem inscrever-se por email para andrewtasker@fchampalimaud.org.

Mais informação aqui.

Publicado por Ana Confraria

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Mónica Dias é uma EMBO Young Investigator 2009

Novembro 6, 2009 · Deixe um comentário

MonicaDiasMónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, encontra-se entre os 17 investigadores seleccionados pela EMBO (European Molecular Biology Organization) para o seu Young Investigator Programme (YIP) 2009.

O YIP distingue anualmente os mais promissores jovens cientistas  da Europa. É altamente prestigiante, dado que é um programa muito competitivo, com uma margem de sucesso de apenas 13%. Além de financiamento de 15000€ anuais durante três anos, este prémio permite o acesso a uma rede de laboratórios e cientistas de excelência.

O grupo de Mónica Dias, no IGC desde 2006, trabalha em ciclo celular, mais particularmente em biogénese dos centríolos.

 

Publicado por Ana Confraria

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Cinema e Ciência na Corunha (3): Três, de Museus de Ciência

Outubro 30, 2009 · Deixe um comentário

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Exposição "Hominídios e Hominidas", no Domus.

 A probabilidade de encontrarmos três Museus de Ciência numa cidade “periférica” (os galegos há-de desculpar-me o termo) com cerca de 250 mil habitantes é, certamente, muito baixa. Mas aceitemos um exercício: personifiquemos as probabilidades (de acordo com as suas especificidades). Necessitam, certamente, de uma casa e esta vive na Corunha. E atenção: cruzando as palavras “Museu” e “Corunha”, é possível fazer trocadilhos com isto: (=mc2). Ainda que sejam três – os museus – Einstein de certeza que não se importará. (=mc2) é mesmo o logótipo perfeito usado para promover esta trilogia.

Na Casa de las Ciencias, primeiro a ser construído, pode ser apreciado um planetário digital e o pêndulo de Foucoult. É o refúgio da física e da astronomia. No Acuario Finisterrae quem manda são as espécies marinhas, com especial destaque para as da costa galega. O Aquário cumpre a sua missão e mete água por todo o lado: 4,4 milhões de litros. E no Domus (la Casa del hombre) é apresentada a espécie humana em toda a sua dimensão, numa reflexão interactiva que permite ao visitante conhecer melhor as suas origens, a evolução histórica e as características específicas do ser humano.

Para ajudar na gestão e manutenção destes museus, existe a Asociación de Amigos de la Casa de las Ciencias, responsável também pelo Prémio Luis Freire, que promove anualmente a criatividade científica junto do público escolar e pelo Dia de la Ciencia en la Calle, festival que, no primeiro sábado de Maio de cada ano, enche as ruas da Corunha com milhares de curiosos em torno de actividades de experimentação e divulgação de ciência.

E para quê tudo isto? O website dos Museus resume esta vocação da seguinte forma: «Sin ciencia no hay cultura y que, por lo tanto, el analfabetismo científico es pura y sencillamente analfabetismo». Alguém já viu uma cidade assim?

Publicado por Sílvio Mendes

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Cinema e Ciência na Corunha (2): A ciência da poesia

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

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Rosalía de Castro, grande poeta galega do séc. XIX

«A universalidade é um local sem paredes». Isso: Miguel Torga, bem português, também foi mencionado na noite de terça-feira, que a II Edição da Mostra de Ciencia e Cinema da Corunha dedicou à poesia. Intercalada por uma onírica actuação musical de Gaudi Galego, Guilhermo Fernández e Xabier Díaz – na retina fica o ajustadíssimo refrão de uma das canções: «Eu, astronauta lírico em terra/ indo ao teu lado, leve, pensativo» -, o recital “Poesia + Ciencia” fez a justa ponte de beleza entre as duas “artes”.

Os nomes, dos autores dos textos, não consegui fixar, nem estou certo que as frases, a métrica e lágrima tenham sido mesmo as que aqui apresento, mas aqui ficam misturadas pela universalidade e o anonimato. Porque «a arte, a filosofia e a ciência são cordas da mesma harpa». E, se a poesia é «o maior milagre do mundo», também Einstein terá tido como maior pretensão «cavar uma teoria elegante».  «Não somos mais que uma gota de luz», alguém recita. E aí vem a montanha russa da História, pela mão de Sófocles: «No Universo há muitas coisas estranhas, mas a mais estranha é o ser humano».

No palco do belo Teatro Rosalía de Castro estiveram os poetas galegos Marica Campo, Emma Couceiro, Estibaliz Espinosa, Alfredo Ferreiro, Manuel Rivas e Xavier Seoane. Lucía Aldao apresentou a sessão.

Mais: Mostra de Cinema e Ciencia 2009

Publicado por Sílvio Mendes

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Cinema e Ciência na Corunha (1): O dia de Barbara Hammer

Outubro 28, 2009 · 1 Comentário

Lover%20Other_0002Barbara Hammer é uma verdadeira sobrevivente – do cinema experimental, que diz correr sérios riscos de extinção (por culpa do “novo mundo da desordem”) e do cancro nos ovários que, recentemente, colocou a sua vida em risco. Sobreviveu à doença e colocou a sua experiência na tela com assombrosa beleza, num imprevisível diário autobiográfico registado durante o processo de tratamento de uma doença oncológica. “A horse is not a metaphor” (2008) já foi exibido duas vezes na Corunha e é um dos grandes filmes propostos pela Mostra de Cinema e Ciencia, em curso na cidade até dia 31 de Outubro. Sobreviverá também no cinema.

A realizadora marcou, ontem, presença na Galiza, conduzindo uma conferência intitulada “A ciência nos filmes experimentais de Barbara Hammer”. Sem que tenha sido um exercício consciente – «nunca pensei muito em ciência para os meus filmes, tenho que confessar, mas apercebi-me que há, de facto, muitos temas de ciência neles», admitiu – a sua longa carreira no mundo do cinema experimental já a levou a abordar um considerável leque de questões científicas. Animais e questões sociológicas nos Galápagos, os mistérios dos Tempo e o corpo humano são alguns dos temas que foram despertando a sua curiosidade. E Hammer tem o dom de a partilhar com fascínio e lucidez e de tornar ainda mais especial aquele que era, provavelmente, o momento mais aguardado da Mostra.

Filmes da realizadora mencionados na palestra:

Endangered (1988)
Pond and waterfall (1982)
Bent Time (1983)
Dr. Watson’s X-rays (1991)
A horse is not a metaphor (2008)

Mais: Mostra de Cinema e Ciencia 2009

 

Publicado por Sílvio Mendes

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